sexta-feira, 14 de abril de 2006

Única alternativa

No blog da Quinta Emenda, o Juca nos informa:

Partindo Prá Cima
"Enquanto eles acusam, o PT faz mais pelo Brasil." Com este bordão, o PT fará 30 inserções comerciais na semana que vem, de 30 segundos cada uma, em que confrontará o atual governo com o anterior. Em vez de falar apenas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os petistas optaram por começar o confronto com o pré-candidato Geraldo Alckmin.


Resta saber se tudo isso ainda "pega" num universo em que o público encontra-se "escaldado" com os que prometem fazer mais pelo Brasil e pelo Pará. Mas é o único "slogan" que resta ao PT, se insistir em continuar por mais 4 anos no poder. E nós, aqui ficamos "encantados" com os desatinos de gregos e troianos. Do "mensalão" ao escândalo da Cerpasa, quem fará mais pelo Brasil?

10 comentários:

Anônimo disse...

Acho que só mesmo Araken, o show-man! hehe.

Flanar disse...

É-GU-A! Te lembraste até do Araken, anônimo. :-)
Te lembras também daquela musiquinha "Eu te amo, meu Brasil. Eu te amo"?
Pois eu encontrei ela em mp3.
Acreditas?

Anônimo disse...

Bom, acho que a maioria daqui nunca viu a chamada banda de música da UDN em concerto. Aproveitem então o revival dela pelo PSDB, que, dentre as suas mais caras encenações, acha-se tal qual o antigo par o herdeiro virtuoso da moralidade pública brasileira.
È fato que o Governo Lula tem feito mais investimentos sociais do que os seus antecessores.
Não devemos nos deixar contamInar pelo deserto político em que se transformou o Pará nesses doze anos de tucanagem e ano e meio de incúria administrativa que vive Belém.
Urge construírmos uma resposta, e a melhor delas é usar do bom senso, reconhecer erros e seguir adiante, pois o futuro vem de qualquer jeito. A diferença está em como se trabalha para chegar da melhor forma possível a ele.

Flanar disse...

Sim. Onde nem estado e município "em parceria" (??) conseguem explicar o mal funcionamento das unidades básicas de saúde, que perdura a despeito do "esforço concentrado" (??).
Entre outras coisas. Mas não consigo deixar de responsabilizar os governos do PT também por esta situação.

Anônimo disse...

Quanto a responsabilidade temos que dar a César o que é de César, separando responsabilidade de partido do livre direito dos cidadãos de escolher seus destinos políticos, ainda que em direção ao desastre. Sobre governos do PT em Belém só houve um, realizado em dois momentos. Salta aos olhos que a cidade era bem melhor com o Governo do Povo do que com o governo de coisa alguma. O problema da política é que ela não é linear e segue um contínuum que reflete mazelas da história nacional.
Identifica-los todos sabemos, mas saber o tempo certo de elimina-los é o pulo do gato. Há uma distância sideral entre fazer política em mesa de bar e realiza-la no concreto.
Logo, retomando o mote, política é como um saco de gatos. Daí que, com perdas e ganhos, tenho a convicção que a administração de Edmilson Rodrigues foi muito, muito boa para a cidade e, principalmente, para os miseráveis que se amontoam pelos subúrbIos da cidade, pelo interland paraense, todos frutos de um modelo de desenvolvimento tucano incompetente e excludente que perdura nesse estado há doze anos. Meça o poder de fogo de governo do Estado e de um governo municipal, ainda que de capital, e veja o resultado. Para ilustrá-lo, a propósito, você deve estar lembrado do saque que Almir fez nos cofres de Belém com respeito a quota parte do ICMS. A PMB fez de tudo para reverter e nada conseguiu. Pergunto-lhe: ainda se fala nisto por aí? O Simão Jatene já restituiu aos cofres municipais o que lhe foi desviado sem qualquer fundamento legal? Não é a resposta, e lixe-se a municipalidade que a tudo assiste bestificada, é o que parece.
Esses são tempos com uma dimensão política muito complicada. Qualquer vacilo e a vaca vai pro brejo, porque estamos muito próximos de um enfraquecimento institucional que não é bom para a cidadania. Mas, lembre-se, é a cidadania o melhor lenitivo para os males da democracia. Se os partidos estão vacilantes, cabe ao povo reconduzi-los ou afasta-los do processo. Veja, por exemplo, o que sucede em V de Vingança.

Flanar disse...

Sabe, anônimo. Ouvi muito a história do ICMS. Muito mesmo. E sempre a achei realmente um impedimento suficientemente concreto para explicar uma parte do problema. Mas insuficiente para explicar o devaneio, a falta de criatividade e muitas outras coisas observadas com desespero (ressalte-se) no apagar das luzes.
Pode-se mesmo até repetir mil vezes esta mesma argumentação, mas se nós cidadãos (e vc fala muito apropriadamente de cidadania) ficarmos observando a luta de titãs ad eternum, achando conveniente entender que as coisas continuam acontecendo por que um come as calças do outro, vamos achar melhor construir outras alternativas deixando os dois se lixarem. Quanto às instituições, elas por si só estão cuidando de ferir sua credibilidade, sem que os cidadãos possam fazer mais além de a cada 4 anos renová-las (algumas delas). O que não pode deixar nunca de existir é podar a crítica dos cidadãos deixando de ouvi-los ou assumindo posturas isoladas, de donos absolutos do saber, desvalorizando o senso comum, que sabe muito bem quando algo não vai bem. E repele explicações técnicas. Quem perde a conexão com a voz das ruas, acaba mesmo é vendo suas calças sendo comidas não pelo algoz visível e "poderoso" do momento. Mas pelo cidadão simples, que a eles estava atento o tempo todo. Da próxima vez, se houver, esperemos que o processo democrático traga propostas amadurecidas, e instituições mais sólidas. Algo que não cai do céu e que outras nações levaram décadas ou séculos para consegui-las. Neste cenário, entendo que o fim dos governos do PT foi tedioso e patético aqui na municipalidade. A lenda diz que David venceu Golias não com a força bruta. Mas com astúcia.
Como cidadão, continuo esperando e cobrando pelo governo melhor. Que ainda irá surgir, desde que todos saibam ir além da briga paroquial dos poderosos do momento. Construir o futuro nas bordas da luta principal é a missão dos cidadãos de hoje e de sempre.

Anônimo disse...

Cuidado para não idealizar muito o melhor, porque se corre o risco de evoluir para o desencanto que a tudo reduz a uma lógica surda a qualquer diálogo, fechada em si mesma.
Quanto ao paroquialismo esse é um risco sempre presente em política, e exige vigilância redobrada de quem lidera. Contudo, mesmo os líderes mais experimentados são reféns da ação de grupos que o apoiam e que, se necessário, conspiram contra ele ainda que não tenham interesse em lhe reduzir o poder ou mesmo derrubá-lo, mas demarcar fronteiras ou espaços inegociáveis de influência.
O desafio, portanto, é governar com essas pressões internas, nem sempre legítimas e que podem terminar marcando de forma negativa algumas ações de governo.
Concluindo: não há governo ideal, existem governos bons ou ruins que expressam bons ou maus programas, competências, incompetências ou limitações.
No caso do Governo Edmilson afirmo-lhe que foi um bom governo, que certamente não faz vergonha a quem dele participou.

Flanar disse...

Ideologizar, anônimo? Não entendi sua argumentação. Tendo em vista que não poderia haver mais ideologização de quem tem firmes amarras partidárias. Diferente de quem não as tem, que pode exercer seu direito de crítica com liberdade. Incluída aí a liberdade de morder a própria consciência, rever velhos conceitos e atualizá-los sempre que possível. Quanto ao fato de vc achar o Governo Edmilson um bom governo, resta-me fazer o que sempre fiz. Respeitar-lhe a opinião. Mas não acho que fazer parte de um governo deva nos levar a uma obrigação de apologia de algo que no mínimo, fechou as cortinas de modo melancólico.
O risco de ideologização é o mesmo.
Continuo gostando de sua participação neste blog, com o qual sempre contribue para o debate lúcido. Esperemos que os que nos "assistem" (e não tem sido poucos com cerca de 30 pageviews/dia) possam ter algum retorno pela sua intenção de clicar em http://blogdobarretto.blogspot.com/

Abs

Renato Teixeira disse...

MEDO OU ESPERANÇA?
Primeiro disseram: "Ninguém segura este país" - aí o Paskin colocou uma charge em que um cara do alto de uma montanha olhava pra baixo.
Depois disseram: "Brasil, ame-o ou deixe-o" - aí o Pasquim colocou uma charge onde diziam "ou o ultimo a sair apague a luz do aeroporto"
Agora recentemente disseram: "A esperança venceu o medo" - mas só não disseram medo de que? esperança em que? De continuar tudo a mesma coisa? Medo ou esperança?

Flanar disse...

Pois é, Renato. Precisamos gostar mais de nosso país. Para tanto, é necessário manter o senso crítico apurado. Mesmo em cima de quem votamos e apoiamos com todo o coração.
Abs e obrigado pela visita.