sexta-feira, 7 de julho de 2006

Bichos criados soltos


Parque Temaikèn


...onde um belo dia...



...e amplas áreas verdes...


...proporcionam estranhas reações.


Hoje o dia foi para as crianças. O plano era ir até o parque Temaiken. Um zoo privado a 50 km de BUE com um perfil muito mais interessante que o Zoo de BUE - também privado - na zona central. Limpo, com extensos gramados e muita diversão para "los niños".
E o dia foi quase de verão. Buenos Aires amanheceu com 22 graus e sol com céu azul total.
Passamos o dia inteiro lá e ao voltarmos para nosso hotel na Avenida Mayo, constatamos o seguinte: dos 7 dias que estamos aqui, em cerca de 5 houve manifestações do Partido Obrero. Pela libertação dos presos palestinos.
Já está virando rotina chegar ao hotel e encontrá-los à caminho da Casa Rosada.

3 comentários:

Anônimo disse...

Demonstra a crescente influência da comunidade árabe na Argentina (estimada em 1,1 milhão). Não à toa os EUA estão preocupados com o assunto e tem pressionado o Brasil sobre a questão da tríplice fronteira, onde, segundo os serviços de inteligência norte-americanos, o "eixo do mal" teria estabelecido uma base para financiamento de suas atividades.
É bom lembrar que o ex-presidente Menem é de origem libanesa e, quando governou, haviam algumas denúncias com respeito ao comércio ilegal de armas com os palestinos. Mas, o episódio mais grave, sem dúvida, foi a explosão da sede da AMIA (União Mutual Israelita Argentina) em Buenos Aires, bem nas barbas dos serviços de inteligência e de segurança do governo Menem, contando entre os vitimizados várias crianças que no momento da explosão estudavam naquele centro cultural.
Até hoje, apesar de toda a pressão internacional, o governo argentino não conseguiu prender os envolvidos e responsáveis pelo atentado terrorista contra a comunidade judaica do país (300 mil: 240 mil em Buenos Aires e 60 mil em outras cidades).
E nesse sentido é interessante destacar que apesar do governo argentino ter herdado todo o aparato policial e de inteligência da ditadura militar - eficientíssimos!-, na democracia eles não demonstram assim tanta efetividade, sem que possamos tributar o sucesso de outrora apenas à legislação de exceção.

Juvencio de Arruda disse...

Ótimo comentário.
E Barretto, uma delícia a cartografia portenha que voce vem fazendo.Se eu fosse dono de jornal sua carreira de intensivista estava encerrada.
Começava a de editor de turismo... eheh.
Abs

Flanar disse...

Bem. Digamos que vou esperar você ser dono de jornal.
:-)
Abs