segunda-feira, 21 de março de 2011

Um apelo ao Jornal Pessoal

Aliás, todo o Jornal Pessoal da 1ª quinzena de março está muito bom. Esta edição do JP supera várias das edições anteriores do próprio jornal. Há tempos não se lia um Lúcio Flávio tão provocativo e tão inspirado.

É natural que uma publicação de cunho tão pessoal, escrita por uma única pena, esteja sujeita às vicissitudes daquele que a escreve. Os leitores do JP sabem bem das dificuldades que o solitário redator tem para dar conta das edições quinzenais, e principalmente para garantir-lhes o ótimo nível. A última edição deixou-me a impressão de que sobrou um tempinho a mais, nestes 15 últimos dias, para que LFP burilasse melhor seus artigos. Talvez suas lutas judiciais lhe tenham dado trégua; talvez – pior – tenha sido a dor da perda do mestre, o professor Benedito Nunes, o dínamo que embalou a publicação.

O fato é que algo precisa ser urgentemente dito, em favor do jornal: R$ 3,00 não pagam o serviço público que o JP presta à sociedade paraense. R$ 6,00 por mês são um investimento pífio, mais ainda se se comparar com o R$ 1,00, ou R$ 1,50 diários que Diário do Pará e O Liberal cobram, respectivamente, por suas edições.

Por isso, serei um consumidor que reclamará às avessas: quero que o JP aumente seu preço de capa. Cinco reais por edição seria um valor mais que justo; dez reais mensais se justificam sobremaneira, pela importância que o jornal tem para a sociedade paraense. Uma análise de mercado superficial já seria suficiente para dizer que o público do Jornal Pessoal, os cerca de 1.500 a 2.000 leitores que compram o jornal nas bancas de revista da cidade, detêm capacidade econômica suficiente para arcar com este aumento de 66% do preço de venda – uma bobagem, se notarmos que o JP não reajusta seu preço há uns bons anos.

De quebra, poderíamos ter a oportunidade de nos deleitar mais frequentemente com suplementos como este último, em homenagem a Benedito Nunes. Um suplemento que, por certo, rendeu um sacrifício extra ao solitário redator/editor/repórter do JP.

Por isso, apelo: Lúcio Flávio, reajuste o preço do Jornal Pessoal. Este seu leitor agradeceria.

3 comentários:

Homem do Norte disse...

Reitero...

. disse...

Excelente campanha!

Francisco Rocha Junior disse...

Leiska,
Se gostou da campanha, viraliza. Publica no teu blog, manda email pro Lúcio (jornal@amazon.com.br), divulga.
O maior empecilho para o aumento do jornal é a consciência do próprio LFP. Precisamos convencê-lo de que o preço do jornal é irrisório para o serviço público que ele presta - e que tem que continuar prestando.