The place to be na Semana Santa na Europa sem dúvida é Sevilha, na região da Andaluzia, sul da Espanha. Este ano, conseguimos um tempo para ver de perto as famosas procissões de passos que começam no Domingo de Ramos e se estendem até o Domingo de Páscoa. Os passos são imensas plataformas com representações das cenas da última semana de vida de Jesus - da entrada em Jerusalém ao triunfo da ressurreição-, e imagens de Virgens Marias (a mais famosa delas, a Macarena), apóstolos, Herodes, Pilatos e todos os personagens envolvidos na Paixão de Cristo. As procissões são organizadas por confrarias - muitas delas fundadas no século XV, outras nos anos 40 ou 60 do século XX. Quase todas com nomes imensos, como por exemplo,
Humilde y Fervorosa Hermandad y Cofraria de Nazarenos de Nuestro Padre Jesús Despojado de sus Vestiduras, Maria Santissima de los Dolores y Misericordia, Mayor Dolor de Nuestra Señora, San Juan Evangelista y San Bartolomé Apóstol, mais conhecida como Confraria
Jesús Despojado. Somente no Domingo de Ramos, eram nove confrarias que percorriam o centro histórico de Sevilha, saindo de diversos pontos (normalmente igrejas, capelas ou conventos), das 15 h até 3 horas da madrugada da Segunda-Feira Santa. Todas as procissões passam obrigatoriamente pela magnífica Catedral de Sevilha - um dos maiores templos góticos do mundo.
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Cada procissão tem duas ou mais bandas de música, que tocam peças religiosas, pendendo para os ritmos marciais. Os membros da confraria vão de terno e gravata, mas alguns, os chamados nazarenos, vão de túnica e capuz. Eles representam os seguidores de Jesus, que preferiam se manter anônimos. Entre os encapuzados estão os chamados
costaleros - homens e mulheres que carregam os pesadíssimos passos feitos de prata e ouro com imagens de tamanho natural. Sevilha tem as procissões mais famosas, mas elas também organizadas em várias cidades da Andaluzia, como em Málaga, onde está a confraria que tem Antonio Banderas, o ator almodovariano, como um de seus membros.
Nos dias que ficamos em Sevilha, o clima foi perfeito: sol e calor. Não deixamos de fazer comparações. O espírito dos sevilhanos era bem similar ao dos belenenses nos dias de Círio. Aquele ar de festa religiosa mas com espaço para o profano. Nos bares, ao longo do trajeto das procissões, os andaluzes bebem o bom vinho, a boa
cervezita e comem muito bem.
2 comentários:
Post excelente, que mostra a extraordinária colaboração de nossos "correspondentes internacionais".
Rsssss
Abs Edvan!
É mesmo deslumbrante, Edvan. E sem querer parecer deslumbrado com a Europa, mas não podemos negar que essas tradições ganham um charme especial por serem seculares, a um nível que só mesmo o Velho Mundo poderia permitir.
Conte mais para nós.
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