domingo, 16 de outubro de 2011

Ramil e o Brasil austral


Um dos grande prazeres de dar aulas de português aqui na Bélgica é que aprendo, descubro e redescubro muitas coisas do Brasil, e da lusofonia em geral, com os alunos. Hoje, recebi de um dos meus mais diletos e curiosos cursistas, Philippe De Grande, um programa inteiro da rádio CBN de SP com um dos meus artistas favoritos: Vitor Ramil. Ele está em turnê com o show Délibáb, do CD do mesmo nome, que é inteiramente de milongas, feitas sobre poemas musicados do mestre argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho (também mestre, mas quase desconhecido) João da Cunha Vargas. No programa da CBN, Ramil cantou ao vivo, contou um pouco de sua história profissional, falou sobre o portruguês do gaúcho, do contato com Mercedes Sosa e Caetano Veloso (que participa do recente CD de Ramil), entre outros temas. Um ouvinte perguntou ao músico gaúcho como a música dele é recebida fora do Sul e Sudeste do Brasil. Ele respondeu que, depois de Porto Alegre, o público mais numeroso e fiel que tem é o de Belém do Pará. E rasgou elogios à cidade das mangueiras. Disse que depois de Pelotas, é a cidade mais bonita que conhece e que se sente muito feliz em Belém.
Depois, navegando pelo Youtube, vi esse pequeno vídeo sobre o processo de gravação de Délibáb. Um prazer ver Vitor Ramil tão produtivo e nos lembrando dessa diversidade que é o Brasil austral.

2 comentários:

Homem do Norte disse...

Edvan, Eu já assisti a diversos shows dele em Belém, e constato a verdade. Dou fé. Quanto ao Delibab, reitero a qualidade. Dou fé, também.

Raul Reis  disse...

Adorei o video, Edvan. Obrigado pelo post!