terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nada de novo no front!?

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Um ano de governo Simão Jatene e estamos a espera das ações prometidas durante a campanha. Um ano é pouco, dois anos é bom; três é demais? Não, no quarto ano vamos começar a ouvir que quatro anos é muito pouco prá tantos problemas.....É uma conhecida regra do Marketing Político: jamais diga que as coisas podem ficar piores do que estão. Mas no caso de Simão Jatene pode ser que o prognóstico seja esse. Sentir saudades do governo de Ana Júlia Carepa é impossível! Mas Simão Jatene ainda não disse a que veio; e tem repetido desde o plebiscito da separação que o Pará é um estado pobre: quanta novidade! O PSDB foi governo por doze anos consecutivos: quais são as ações para o desenvolvimento do Pará?!?
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Dei uma boa caminhada por Marabá. O Prefeito de Marabá se apresenta como eleito por Deus e fala em nome dele em qualquer cerimônia: trata-se de um parvo. É incrível que uma cidade com a complexidade de Marabá esteja sob o comando de um gestor desta qualidade. Tirando as obras federais, não vi nem ouvi nenhum esboço de projeto político para aquela região. A ALPA é uma incógnita; e eu não acredito que seja levada à frente pela Vale; outras empresas devem assumir o comando. E já existem centenas de pessoas vivendo a expectativa da ALPA e chegando naquela região em busca de sorte e fortuna.
Uma coisa é certa, temos que formar quadros para gerir o Pará: a situação é dramática!

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Belém está falida, esta é a mais pura verdade! Dói, eu sei, mas é verdade. Por aqui o governo do PSDB já deixou as suas marcas: inclusive com o Hangar Centro de Convenções: tão adorado e prestigiado durante o governo de Ana Júlia Carepa. E o que mais? A nossa resposta à divisão do Pará foi NÃO. Agora queremos saber quais são as ações do governo de Simão Jatene para o desenvolvimento do Pará: ou vamos ficar a ver navios por mais três anos?

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7 comentários:

Yúdice Andrade disse...

Nunca esperei nada desse governo. Depois do que os tucanos fizeram em 12 anos, ao estilo Maluf (aqui e ali uma grande obra, para encher os olhos e quiçá certos bolsos), foram governos de péssimos índices sociais. Nada mudou.
Jatene é aquilo mesmo: odeio aquela voz ensaiada, sempre com discursos grandiloquentes de união, sem nenhum conteúdo prático. E, como se vê, sem consequências práticas.

Marise Rocha Morbach disse...

Também não espero nada desse governo Yúdice!

Lafayette Nunes disse...

A pergunta que faço é: Qual/O que seria um Governo estadual paraense pra dar certo, ou que fizesse, realmente, a grande mudança nos (não)rumos ao Pará?

Sou muito fraco em análises políticas. Falar de política, até que falo, mas análises políticas realmente requerem muitos estudos técnicos, específicos, o que não tenho.

Mas chuto aos montes!

Um dia imaginei que se o Estado tivesse um(a) Governador(a) do mesmo partido do(a) Presidente, isto seria, não a solução, mas algo realmente muito bom.

Nestes últimos 20 anos já tivemos Governos estaduais em que os partidos do governador(a) do Pará era o mesmo do Presidente da República. Vi que estava errado.

Agora estamos numa situação contrária. Sei lá o que pensar. Acho que o Jatene pode, realmente, fazer algo. O que? ...não sei.

Passamos por um Plebiscito em 2011 que o que mais se viu foram discursos eleitorais visando as eleições municipais de 2012. Projetos pessoais, portanto.

E digo que, quem mais tentou colocar as questões estaduais em debate foi a campanha do SIM, porém, num desastroso viés, no meu entender, de não dizer simplesmente: "Queremos nos separar porque queremos. O problema não é nosso, a solução ou o problema é de vocês se querem ficar com a gente".

O Duciomar Costa(PTB), vereador e deputado estadual, foi turbinado eleitoramente pelo PSDB e eleito Senador em 2002, virou Prefeito de Belém em 2004.

Em 2008, mais uma vez Prefeito, só que agora com o apoio do PDT/PTC/PRP/PV/PTdoB/PSC/PSDC/PR/PRTB, e, no 2º Turno, PT.

Dia 04/12/2009, o Juiz da 98ª Zona Eleitoral cassou o mandato do Duciomar. Voltou por liminar. Em 2010 o vi (tirei foto, inclusive) no palanque com o Lula, a Ana Julia, Dilma e uma ruma enorme de políticos e candidatos à, todos do PT, lá na Pedro Miranda.

Voltando. Realmente não sei o que pensar, quando o assunto é "qual visão de se fazer política de governo se deve votar?".

Marise a situação é dramática, e, a minha situação também é dramática! Olha só:

Ano passado votei no Jatene(PSDB). Não votei pra nenhum candidato(a) a Senador(a); Votei no Jordy(PPS); e Votei na Araceli Lemos(PSOL).

Em Outubro que vem, aproveito e vou surfar?

Marise Rocha Morbach disse...

Meu querido Lafayette, a sua pergunta se aproxima daquela que Lênin fez ao séc.XX: O que fazer?
Em primeiro lugar quero lhe dizer que é necessário ampliar a participação da sociedade nas decisões de governo. Prá isso o Estado Contemporâneo inventou a Publicidade Social. São milhões de reais destinados ao governo visando ampliar a democratização e o acesso às informações; e que viraram porta para roubalheiras e caixas 2.
Em segundo lugar, precisamos dar continuidade aos processos e as políticas gestadas pelos governos seja qual for a alternância de poder.Lula fez isso com o governo de FHC. Os resultados estão aí.
Em terceiro lugar precisamos de gestores capacitados e de uma oposição consequente, o que não temos no Pará faz tempo.
Em quarto lugar precisamos de governadores comprometidos com a República não com seus interesses particulares e oligárquicos.
Em quinto lugar precisamos de transparência na administração pública não dessa cambada de ladrões na esquerda e na direita.
Em sexto precisamos de investimentos públicos em educação e saúde com regularidade, aferição de resultados e transparência.
Em sétimo, temos que exigir que o Judiciário cumpra o seu papel e que não fique trocando figurinhas com o Executivo visando capturar favores e encher os bolsos dos magistrados de dinheiro.
Em oitava é necessário reforma política e administrativa.
Em nono, precisamos quebrar o nariz dessa montanha de ladrões que toma de assalto os cofres públicos em nome de ideologias ultrapassadas e de interesses mesquinhos.
Em décimo, precisamos ter argumentos públicos para defender interesses públicos. Precisamos cobrar e vigiar os governos sejam de que partido forem. Não são deuses, são representantes da escolha pública.Não há milagres no mundo real!
Tudo isso é demasiado complexo, mas não deve trazer de volta a nossa velha vocação autoritária. A liberdade é um bem: lutemos por ela.
Bj.

Lafayette Nunes disse...

Ufa! Há saída!

Ps.: Posso ribaltar lá pro meu blog?

Diz que sim diz que sim ...siiiiim?!

Marise Rocha Morbach disse...

Como diria o Caetano Veloso: coragem grande é poder dizer sim!
É isso, sim! Beijocas Lafa!

Alan Souza disse...

Lafayette, vou na sequência da Marise dar os meus pitacos:

1) Primeiro, gestores que não roubem, ou pelo menos que maneirem na roubalheira. Já ficam dizendo que o estado é pobre (vai ser a ladainha dos próximos 3 anos...), então não roubem o pouco que já tem;

2) Investir em formação de carreiras, em servidores concursados, treinados e bem remunerados;

3) Pensar em políticas públicas permanentes (nada de paliativos e ações emergenciais) para educação, saúde, segurança pública, infraestrutura e transporte;

4) Trabalhar com planejamento plurianual, olhando para o presente e também para o futuro - mas um planejamento de verdade, honesto e factível, e não aquela lorota de papel que eles mandam todo ano pra Assembleia Legislativa, e esta finge que acredita;

5) Reforçar a área de controle (auditoria/fiscalização) e de correição do Poder Executivo.

Acho que se fizessem metade disso, já mudava a cara do Estado.