quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sem ódio


A campanha publicitária Unhate, deflagrada em novembro último pela Benetton, segue a todo vapor com o reforço de um anúncio sobre acordo financeiro feito com a igreja católica, referente à utilização da imagem do Papa Bento 16 beijando Ahmed Mohamed ei Tayeb, imã de uma mesquita no Cairo.
Aliás, a referida fotografia, mostrada abaixo, já foi retirada da campanha.
O valor do acordo, é lógico, não foi divulgado.
Amém.

10 comentários:

Marise Rocha Morbach disse...

Scylla, de longe o selinho do Obama e do Chavez é o mais ardente. Digamos que o do Papa é mais romântico. Eu adoraria saber que de fato estes seres humanos amam as diferenças, e se entregam aos afetos sem maiores juízos de valor. É preciso amar: diz a lenda! E, nesta lenda, eu acredito.

Scylla Lage Neto disse...

Marise, o Obama é o mais "danadinho" da campanha: além do Chavez, ainda deu uma "bicota" no premier chinês.
Haja amor!!!
Rsss

Ana Cleide Moreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Scylla Lage Neto disse...

Ana Cleide, acho que a mensagem da Benetton não chegou a atingir os mauricinhos paraenses, e talvez nem mesmo os mauricinhos do resto do mundo.
Mas atingindo os não-mauricinhos ou os pouco-mauricinhos, já pode significar um começo contra o ódio.
Abs.

Ana Cleide Moreira disse...

É Scilla v tem razão. Por isso mesmo explicito a questão, para que os mauricinhos, em uma hora qualquer, fiquem sabendo que estão a serviço do pior, aquilo mesmo que eles tentam negar, seu ódio contra as mulheres, ou seja, a misoginia. Que tem seu correspondente inconsciente no amor homossexual que eles dedicam uns aos outros mauricinhos.

Scylla Lage Neto disse...

Ana, ódio é ódio, seja na forma de misoginia ou de misandria.
Unhate now!

Ana Cleide Moreira disse...

Scylla,

Você considera que se combate o ódio silenciando-o? Ele já é silente, age sem palavras, com gestos e ações, sem declaração de princípios.
E você acha que esta campanha quer impor silêncio sobre o ódio, ou quer promover a reflexão e o debate sobre ele?
Penso que uma campanha publicitária
visa afetar as pessoas e não censurá-las ou julgá-las previamente por seus supostos sentimentos. E se elas são afetadas daí pode nascer a crítica, a auto-crítica e alguma possível mudança.
Ou não se deve cutucar onça com vara curta? Mas a Benetton não teme a polêmica que causa, antes a promove.

Marise Rocha Morbach disse...

Uau, tô gostando de ver o nível do debate. Mas não esqueça Ana que a Benetton promove a polêmica porque é o espaço que ela ocupa no mercado. Aliás, muito bom que o Scylla tenha colocado essa campanha por aqui.Precisamos muito discutir os sentidos que as campanhas publicitárias estão a produzir, como dizem os portugueses de Portugal.

Scylla Lage Neto disse...

Ana e Marise, eu acho produtivo o fuzuê causado pela campanha da Benetton, mas não esqueço nem por um átimo que o objetivo é essencialmente comercial.
Ninguém por lá quer fazer barulho para combater nada e sim para vender e vender.
É uma espécie de neoimperialismo com conteúdo (ou pseudoconteúdo?).
Mas é legal!

PS: penso e sinto, logo existo (Damásio)

Marise Rocha Morbach disse...

Gostei do fuzuê Scylla, rsrsrs.