sexta-feira, 19 de abril de 2013

Que pena!

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Eu vou ao Marajó constantemente. Tenho uma casa por lá; e a notícia de mais um naufrágio me causa ansiedade. Como uma região cortada por rios pode ter um sistema tão precário de fiscalização? Há pouco tempo fui em Breves - na Ilha do Marajó - ministrar aulas. Pude ver a quantidade de embarcações que trafegam no arquipélago. São barcos de todos os tamanhos e feitios. E não há fiscalização para dar conta desta quantidade de barcos, muitos deles em condições precárias. Para alguém que não teme a travessia - vou no sábado e volto no domingo - é possível apreciar a paisagem e curtir as delícias de um passeio de barco. Mas, ir para Breves, como fui, não é a mesma coisa. São doze horas de barco, em embarcações que não tem fiscalização, e em  condições sanitárias deploráveis. Como vamos desenvolver essas regiões sem investimento na qualidade e na segurança do transporte fluvial? Temos universidades públicas para quê? Vamos colocar  dinheiro nas universidades para desenvolver este setor! Tanto em Santarém, como no Marajó, são grupos econômicos aliançados com grupos políticos, quem manda e desmanda no setor. O naufrágio desta embarcação, a 500 metros do porto da cidade de Cachoeira do Arari, é um exemplo acabado da ausência de fiscalização. 60 pessoas quando a capacidade era para 25? Francamente. Se os indivíduos estão acostumados a colocar suas vidas em risco, cabe ao Poder Público fiscalizar aqueles que lucram com o transporte fluvial. Nove adultos e quatro crianças morreram. É Pará isso? Amanhã vou pegar mais uma vez um barco para ir ao Marajó; o maior destino turístico no Pará; é isso? Imagine se não fosse?!?

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2 comentários:

Edyr Augusto Proença disse...

Apoiado

Pedro do Fusca disse...

Marise, esta fiscalização que a Marinha faz é de "faz de conta", só se vê quando tem algum acidente maritimo. Basta se ir a orla do Ver-o-Peso para se ver as aberrações que estes donos destes barcos fazem quando o assunto é segurança e nada de fiscalização. A mesma coisa se diz da ANAC que não vê nada e ai os acidentes aéreos aparecem e talvez estes mandatários estejam precisando de uma consulta com o nosso "oftalmologista" Duciomar afim de verem estas coisas.