sexta-feira, 14 de junho de 2013

Incivilidade

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O trânsito de Belém segue firme em sua loucura e desrespeito, cotidianos. Ontem, durante os quinze minutos que fiquei parada em frente a um edifício na Alcindo Cacela, entre Diogo Moia e Antonio Barreto, três motos subiram na calçada com a maior tranquilidade  jogando os passantes para o lado e fugindo do trânsito, que fica infernal por conta de uma faculdade particular, e da necessidade que todos tem de estacionar. E o pedestre que se dane! Isso sem falar na fila dupla de ônibus e no cansaço e na histeria, que tomam conta de todos os seres humanos naquele horário: 7:15. O calor é alucinante, no momento. O número de carros só aumenta; e as cenas de cara-de-pau explicita, não diminuem. Os motoristas pensam que basta colocar o pisca-pisca para funcionar e tudo está resolvido. Ninguém quer andar para estacionar: Não! Todos querem parar na porta dos estabelecimentos para resolver seus problemas. Não interessa o horário, não interessa a rua;  nem interessa os interesses da cidade. Caminhões entram a hora que querem  para descarregar o que quiserem. Tá lindo! Os quinze minutos em que fiquei parada ali foram uma aula de incivilidade e de como as grandes cidades brasileiras estão se tornando o pior lugar do mundo para se viver. 

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Um comentário:

Prof. Alan disse...

Uma das coisas que mais impressiona na loucura do trânsito em Belém é como as pessoas param os carros no meio da rua - a qualquer hora, em qualquer lugar, ligam o pisca-alerta e quem vier atrás que desvie, que se dane.

A isso se soma a sanha absurda dos taxistas e motoristas de ônibus em fechar seu carro e cometer todo tipo de infração. Parece até que competem entre si pra ver quem comete mais barbaridades...