sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

Medicina

Belém inicia o ano com mais um curso de medicina. É o terceiro no estado, se considerarmos o de Santarém como um apêndice ao da UEPA. O novo curso, particular, com a mensalidade condizente com o status que a profissão insiste em manter, vem se somar aos 159 já existentes no Brasil, enquanto mais 70 esperam na fila a liberação para seu funcionamento. Se a todo momento discutimos a deficiência na formação médica, por todo o país, qual a necessidade e o interesse da abertura de novas escolas, ao invés de procurar recuperar as já existentes? Afinal, precisamos de mais médicos ou de melhores médicos? Talvez precisássemos mesmo era de deixar de ensinar medicina e mais de ensinar a ser médico. A título de curiosidade, nossos “irmãos do norte” têm 125 cursos de medicina em atividade ancorados em cerca de 400 hospitais-escola.

5 comentários:

oliver disse...

E, olha, Gui que os "irmãos do norte", com os da Europa, andam numa de rever se afinal a centenária reforma Flexner foi e continua sendo válida.
Eles continuam avaliando de forma crítica o desempenho das escolas médicas, e se for necessário fecha-las como antes fizeram, certamente o farão. Enquanto isso, nós...

Yúdice Randol disse...

Amigos do Flanar, estou precisando de vocês no meu blog. Há uma campanha deflagrada lá. Dêem uma olhadinha.

Flanar disse...

Tenho visitado diariamente, Yúdice.
Mas qual a campanha que vc se refere?
A dos cinemas do Moviecom?

oliver disse...

Sim, Yúdice, acabei de voltar de lá e não localizei...

Yúdice Randol disse...

A campanha para apontar, e debater com argumentos técnicos, os defeitos da atual "administração" de Belém.
Mas se quiserem falar do Moviecom também, agradeço.