sábado, 18 de setembro de 2010

Remexendo gavetas

Tenho a mania de juntar recortes de revistas, jornais, e às vezes edições inteiras de periódicos. Isso às vezes provoca surpresas agradáveis quando remexo nessas gavetas. E olha que já fiz uma mudança transatlântica há quase 4 anos e tive que me desfazer de pilhas de recortes.
Nesta semana, procurando um artigo para usar na aula de português e cultura brasileira, me deparei com um Guia da Fox Vídeo, de abril de 2003 (aliás, uma das minhas saudades de Belém é de não ir mais à Fox). Estávamos no começo da Guerra do Iraque. A jornalista Milena Medeiros, então editora do Guia, me pediu que listasse "os cinco filmes imprescindíveis nestes tempos de guerra. Ou os cinco filmes que você levaria para uma ilha deserta". E respondi:
-Hair (1979), produção americana do diretor tcheco Milos Forman, porque é preciso ser contra a guerra sem perder alegria;
-Roleta Chinesa (Chinesisches Roulette, 1976), produção alemã do diretor Rainer Werner Fassbinder, porque é preciso exercitar a maldade de vez em quando;
-A Lei do Desejo (La Ley del Deseo, 1987), produção espanhola do diretor Pedro Almodóvar, porque é bom lembrar como o Antonio Banderas foi um bom ator;
-Nunca Fomos Tão Felizes (1984), produção brasileira do diretor Murilo Salles, porque é preciso não esquecer que se fez bons filmes no Brasil na entressafra dos anos 80;
-Caindo no Ridículo (Ridicule, 1996), produção francesa do diretor Patrice Leconte, porque o cinema francês é fundamental.

4 comentários:

Itajaí de Albuquerque disse...

Bem lembrado o Nunca Fomos Tão Felizes. É um dos filmes brasileiros que prefiro. Dos citados não vi o Caindo no Ridículo e, se ainda estiver no mercado de dvd, vou tentar assisti-lo.

Itajaí de Albuquerque disse...

Quase esquecia de referir. Outro dia assisti um "noir" muito bom, dirigido por Ida Lupino: O Mundo Odeia-me (The Hitch-Hiker).

José Carlos disse...

Edvan, excelente lista e mais excelentes ainda são os porquês da escolha de cada filme... Só tu mesmo, meu amigo. Tudo bem contigo aí nas Oropa? Beijos e saudades.

Edvan Feitosa Coutinho disse...

Obrigado. Tudo bem por aqui sim. Muito trabalho, o que é sempre bom. Beijos a vc também.