sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Fundamentalismo de um Oportunista: Serra Contra o Brasil























Dize-me com quem andas e eu te direi quem és, diz o ditado. Pois assim parece o tucano José Serra, depois de trazer para sua candidatura a organização católica trans-nacional de extrema-direita Tradição, Família e Propriedade, alguns pastores de igual cepa, além de membros da ultra-conservadora Opus Dei, que orienta o governador eleito Geraldo Alckmin no Palácio Bandeirantes. Para os mais jovens que nunca ouviram falar sobre essas organizações obscuras da Igreja Católica, recomendo que procurem informações sobre elas na Agencia Latinoamericana de Informacion, no Observatório da Imprensa e no quase esquecido texto de Dom Estevão Bettencourt, liderança católica falecida em 2008.
É impressionante a decisão irresponsável do PSDB de construir um cisma religioso como pedra de toque para disputar as eleições presidenciais. Contudo, à irresponsabilidade apontada soma-se o cinismo de atitude, como por exemplo com respeito a questão do aborto, que faz parte da Política da Saúde da Mulher que o candidato Serra oficializou quando esteve ministro da Saúde no governo de FHC.
Entretanto, aflito por votos e vampirizando eleitores, hoje o candidato do PSDB diz que implantou a política porque foi enganado pelas feministas do eixo do mal - sim, porque também ele usa dessa nomenclatura para ofender a quem não comunga com seus objetivos e interesses, ou para quem não diz amém à saionaria com que ofende a Dilma.
Assim o plano acordado entre aqueles personagens macbethianos, citados no início da postagem, é aumentar neste final de semana a virulência dos ataques contra a candidata petista, tendo como pano de fundo aqueles anteriores que desinformaram o eleitor no primeiro turno das eleições. O horror, portanto.
E atentem: eu escrevi candidata, ao invés de candidatura...
Outras informações podem ser lidas clicando duas vezes sobre a imagem da Newsletter Brasília Confidencial.

4 comentários:

André Costa Nunes disse...

Caríssimo Itajaí,

Conheço e acompanho esse pessoal há muito tempo. Alckmin, que usava o silício, um arame farpado de auto-flagelação na coxa, da TFP, da Opus Dei de Franco e Mussolini, da Universidade de Navarra instalada no próprio Palácio dos Bandeirantes e, agora, do José Serra.

Confesso que não esperava tanta desfaçatez.

No blog faloporquetenhoboca, sobre o tema do aborto, e do Serra mostrar no seu programa, que ainda não vi, um bando de mulheres grávidas, fiz a seguinte postagem (não sei se ao pé da letra):

Querida Waleiska,

Essa questão do aborto é uma canalhice oportunista, odiosa e cínica de puro patrulhamento religioso obtuso. É anti-democrático. Não exatamente da Marina Gandhi (gosto dela), mas de usurpação de uma postura religiosa que, embora discordando, temos que respeitar. Nunca aderir só para jogar para a platéia.

É bem verdade que não nutro grandes simpatias pelo senhor José Serra, mas no caso, sua postura de vestal chega a ser patética.

Sou, como sabes, livre pensador, democrata, libertário, e, no conceito antigo, libertino.

Se, aqui, no Brasil, que é um estado laico, e tentamos, aos trancos e barrancos, construir uma democracia, isso acontece, quem poderá julgar a postura eleitoral de um candidato a presidente do Irã ou de outro qualquer país fundamentalista?

Foda-se o papagaio da amassadeira:

- Sou a favor do direito de a mulher decidir com liberdade sobre si. Sou a favor do aborto. Sou a favor da pesquisa e uso de célula-tronco. Sou a favor da mini-saia. Sou a favor do biquíni, da tanga e do fio dental. Sou a favor do amor livre. Sou a favor da liberdade sexual. E, de um mundo de coisas mais. Todas perfeitamente patrulháveis pelo aiatolá de plantão.

andré costa nunes

Itajaí de Albuquerque  disse...

Prezado André,
Suas palavras são importantes. A despeito das irritações que termino provocando, eu costumo dar sempre boas vindas aos livres pensadores, pois são eles um dos fatores causais da evolução dos debates.
Conforme dito, um objeto se constrói a partir de diferentes olhares e de sucessivas aproximações, o que pressupõe disposição e coragem para mudar a realidade. Sobretudo é necessário ter o espírito livre para perceber, crer e fazer, atributos mais complexos quando confrontados com a dura realidade do campo social.
Gr. Ab.

Val-André Mutran  disse...

Golpe baixo de desesperado caro Itajaí.

Val-André Mutran  disse...

Foda-se o papagaio na panela de pressão André.
Rsss.