quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

1 ano de iPad

Um ano atrás, em meio a uma histérica profusão de rumores, (que sempre antecedem os grandes lançamentos da Apple), nascia o primeiro tablet da maçã. E ele foi batizado de iPad. Na época, inclusive aqui no blog, surgiram alguns comentários no mínimo pouco edificantes a seu respeito. Uma atitude que ainda cabe uma certa reflexão sobre suas motivações. 
Nem preciso mais reforçar que sou usuário Apple há cerca de 4 anos. Já fui também usuário de Windows, passando pelo Linux, que a mera consulta aos posts mais antigos deste blog, pode comprovar. 
Em todos os momentos, sempre procurei ter o ponto de vista do usuário final. Não exatamente aquele técnico, especialista, altamente qualificado. Até mesmo pelo simples fato de que nenhuma qualificação na área possuo para assim atuar. Mas gosto de adquirir e utilizar bons produtos. E se de fato me provarem ser úteis, não vejo razão para deixar de recomendá-los. E também, não vejo razão para não recomendá-los, se eles se mostrarem um completo e estrondoso "Fail". Trata-se apenas de uma opinião, igual a todas aquelas que vão surgindo por aí, de usuários finais. Aquele tipo especial de usuário, que acompanha um produto, obtém mais algumas informações, analisa como aquele produto pode se enquadrar dentro de suas necessidades cotidianas até finalmente adquiri-lo. 
Este tipo particular de usuário, não pára por aí. Após adquirir o produto, algum tempo após utilizá-lo em sua vida diária e conferir se realmente ele atendeu ao que prometia na época de seu lançamento, é capaz de soltar a macacaúba em cima do mesmo produto que chegou a recomendar. Chegando mesmo, a decretar sua morte. Foi o caso dos netbooks, que ainda estão expostos nas lojas especializadas, aos olhares desatentos. Chegamos a detectar o surgimento desta tendência, desde a época do ASUS EeePc. Pessoalmente, fui dono de dois deles. 
Mas há 1 ano atrás, já suficientemente convencido da má idéia dos netbooks, vi surgir em minha frente, um produto que logo no nascedouro, pela proposta divulgada aos quatro cantos, me pareceu não só extremamente elegante. Mas principalmente capaz de substituir com méritos os portáteis de baixo custo e configuração pífia, ao que se deu o nome de netbook.
A razão de me posicionar favorável ao iPad desde o primeiro momento, era na verdade muito simples. Se existe uma demanda para acesso móvel e descomplicado a internet, ela certamente não reside em um produto que tenha que passar por um longo e demorado boot. E principalmente, que não necessite de um sistema operacional capado, inseguro e obsoleto. Era o caso do Windows XP que equipava a esmagadora maioria dos netbooks da época. O Windows XP, inclusive com a morte decretada na época pelo surgimento do malfadado Windows Vista, recebeu uma sobrevida inesperada justamente para atender a indústria dos netbooks. Vejam vocês como é atenciosa esta indústria, não? Na época, este poster até apelidou o XP de Windows Extended Xp.
Mas vejam agora, o tipo de comentários que foram surgindo, no day after do lançamento do iPad. Eles foram compilados pelo Blog do iPhone.

“Este iPad é simplesmente um iPhone de Itú”.
“Como ganhar dinheiro: basta um tijolo e uma maçã”.
“Sim, é um iPod touch gigante”.
“Deram Biotônico Fontoura pro iPod touch”.
“Vi produtos na CES 2010 bem mais empolgantes”.
“Não acredito nem que concorra com um semelhante com Windows 7 embarcado”.
“Hoje anunciaram o Newton do seculo XXI…. A Apple acha que a gente é bobo!”
“O maior fiasco da história da Apple”.
Não é uma beleza? Agora olhem pro momento atual. O que de fato o iPad é no presente momento? Este é nosso desafio em comum. Mas, pessoalmente, devo afirmar que hoje é difícil me verem nos hospitais com o Macbook Pro, que antes utilizava para a mesma finalidade. Carrego muito menos peso na sacola e já não perco mais a paciência esperando a lenta inicialização de um produto, apenas para acessar a web. Mas o iPad com o passar do tempo e o desenvolvimento de uma gama extensa e variada de aplicativos, já é bem mais do que isso. E ele já era bem mais do que isso, desde o primeiro dia de lançamento. Só não via, quem de fato não queria, ou não entendia.
Ele é perfeito? Claro que não. Nenhum produto o é. E aqui mesmo já apontamos algumas características que a Apple ficou nos devendo. Algumas delas, ela mesma já resolveu, com uma só tacada de atualização de software.  Mas outras permanecem. Como é o caso da surpreendente ausência de uma webcam. Problemas sempre historicamente assumidos e corrigidos em versões posteriores. Portas USB? Sinceramente, para mim não fazem falta. Quem precisar de um produto que necesite de portas USB, precisa mesmo é de um notebook convencional. Que pode muito bem ser o recém lançado Macbook Air. Mas jamais o iPad.
Sim. É bom não esquecer. Vem aí, a qualquer momento, a segunda versão do iPad. E neste momento, de fato não recomendaria sua aquisição. É melhor esperar mais um pouco e adquirir a segunda versão. Mesmo que ela demore algo em torno de 8 meses para chegar até nós, brasileiros, de forma oficial. Mas tem sempre aqueles que podem adquiri-lo nas elegantes calçadas da Apple Store de Miami. E se podem, tem mais é que fazê-lo. 

2 comentários:

Luiza Duarte Leão disse...

Não sei se o Hitler já mudou de idéia, mas, na época, ele também não gostou, não:
http://www.youtube.com/watch?v=9_EcybyLJS8

Raul Reis  disse...

O iPad "pegou" completamente aqui. Está sendo usando amplamente, para substitutir o laptop pra muita gente. Muitos dos meus alunos já usam o iPad em sala de aula, para tomar notas, pesquisar ou browse the web. E eles usam sem teclado acoplado, o que sempre me fascina! Acho que estão tão acostumados ao texting, que o teclado embutido do iPad funciona bem pra eles.

Tb vi muita gente com iPad na Noza Zelandia, onde o preço inicial é mais de 800 dilares, e em todos os aeroportos onde estive durante minha recente viagem...