quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O encontro









Imagine a cena: um jovem de 15 anos, que acredita ser capaz de escrever poesias, submete à apreciação da diretora da escola onde estuda, em Temuco (Chile), algumas de suas primeiras obras, temeroso de que ela, poeta famosa em seu país pela obra Sonetos de la Muerte, pudesse desdenhar dos poemas feitos com o seu coração adolescente.
A Diretora, cujo nome verdadeiro era Lucila de Maria del Perpetuo Socorro Godoy Alcayaga, manda chamar o jovem Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto e num encontro de poucos minutos o estimula a continuar escrevendo poesia.
A educadora continuou escrevendo, sempre com o pseudônimo de Gabriela Mistral, e ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1945. O jovem Ricardo começou a escrever mais e mais, e ganhou o Prêmio Nobel de Literatura de 1971, com o pseudônimo que o consagrou: Pablo Neruda.

Ela, um exemplo de moral e de dedicação profissional. Ele, cercado de escândalos, política e mulheres. Unidos por um encontro, pela nacionalidade e pela poesia. Para sempre.

6 comentários:

Homem do Norte disse...

Por sua vez, meu caro Scylla, dois outros latinos detentores do Nobel, Gabo e Llosa, em vez de se confabularem, de se espelharem nesta história, resolveram um atacar o outro, e hoje, até onde sei, são inimigos mortais... dizem que foi questão de CACHIMBLEMA.

Scylla Lage Neto disse...

Roger, me refresque a memória sobre o CACHIMBLEMA.
Há tanto tempo não vou ao Clube de Ultraleve que nem me lembrava desta expressão.
Cachaça, ????? e problema??!!

Silvina disse...

Kkkkk. Carambissima, Scylla! Tua memória é, definitivamente, seletiva! O "chi", certamente o principal motivo dos ódios dos Nobelissimos, não se registrou na tua lendária memória.

Scylla Lage Neto disse...

Silvina, após a sua refrescada na memória, eu lembrei.
É alguma coisa dura e relacionada à região frontal da cabeça dos laureados com a renomada honraria.
Ó raios!!!!!!!

Homem do Norte disse...

Pô, Scylla...

Scylla Lage Neto disse...

Mas não é, Roger...