quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1978: Largo de Nazaré


A fotografia acima foi feita da janela do meu quarto, pelo meu amigo e então estudante de intercâmbio Win Larsen.
Conclui-se, numa rápida olhada, que a procissão do Círio de Nazaré já era então algo de gigantesca magnitude.
Outra conclusão inevitável é a de que o Largo de Nazaré era medonho.
Para os saudosistas do "arraiá", lembro que o temido brinquedo Tira-prosa ficava bem ao lado da mangueira (à esquerda).
Quem encarou o desafio?

18 comentários:

Andrea filha do Pedro do Fusca disse...

Adorei o "medonho".

E verdade que nao era nada bonito, mas pelo menos tinham os coretos, mais bonitos que a concha acustica...

A minha avo paterna sempre levava a netarada logo depois da passagem da santa pela Sao Jeronimo, que alegria :)) Mas nunca tive coragem de ir no tira prosa.

Um abraço

Scylla Lage Neto disse...

Andrea, em 1978 já não havia os coretos, retirados pela administração do prefeito Ajax de Oliveira no começo da década.
A praça era um horror de blocos de concreto, uma obra-prima do mau gosto.
Aliás, se você quiser ver um dos coretos, ele "estaria" em uma residência em Petropólis.
Milagre?!...
Abs.

Edyr Augusto Proença disse...

Sim, era medonho, imundo, também. Nossa memória é que guarda apenas as boas sensações. Mas ainda preferia com os coretos e não a concha acústica de hoje. É tao poético lembrar do Tira Prosa, a Hola, Cavalinhos, Trem Fantasma..
Abs

Scylla Lage Neto disse...

Concordo com você, Edyr. A perda dos coretos não foi compensada pela concha acústica.
E a poesia reinava soberana no arraial das nossas infâncias!
Um abraço.

Prof. Alan disse...

Égua, o Largo tá atupepado de gente!

Lembro desse tempo, quando o tira-prosa era montado na praça, ali na esquina da Nazaré com a Generalíssimo Deodoro.

Tivemos um episódio pitoresco nesse brinquedo: um amigo entupiu-se de comida no arraial, e depois achou de desafiar o tira-prosa. Obviamente o estômago dele não suportou a pressão das inúmeras viradas e reviravoltas, e a cena que se seguiu foi medonha, escatológica, o mais bizarro pastelão que se pode imaginar...

oswaldo reis junior disse...

E o galpão com telhado verde, amarelo e branco era dos carrinhos "bate-bate". Ao fundo da praça ficava a jaula da temida "Telma, a mulher macaco". Morando na Vila Leopoldina eu passava todo dia, várias vezes ao dia, pela Nazaré, que era interditada à noite, e, com a quantidade de ambulantes, confesso que não gostava nem um pouco disso. Me recordo que o Cine Ópera caprichava nos títulos dos filmes exibidos durante a quadra nazarena, e como o letreiro dava para a Nazaré, era a própria fusão do profano com o religioso. Bons tempos.

Scylla Lage Neto disse...

Alan, o tira-prosa era um mito dentre a molecada da minha escola, uma verdadeira linha divisória entre os fortes e os fracos.
Eu fui umas duas ou três vezes, sempre e apenas para provar que eu era capaz.
Não foi nada agradável!
Abs.

Scylla Lage Neto disse...

Boas lembranças, Oswaldo.
Lembro que Telma foi se transformando com os anos em "mulher gorila" e que no final acabou como "mulher King Kong".
O legal era ficar fora, esperando a moçada sair correndo da tenda.
Um abraço.

Silvina disse...

E fui, uma única vez, no tira-prosa. Não posso dizer que o resultado foi dos piores, por que ver a cara dos e das coleguinhas que duvidaram da minha "coragem", não teve preço.
Mas, como eu já disse: foi só uma vez!!!!

Scylla Lage Neto disse...

Silvina, agora entendi o porque do comentário feito em um posta anterior, de que você "nem fica toda prosa".
Já tirou a prosa!!!
Rss.
Kss.

Edyr Augusto Proença disse...

Uns primos moravam próximo ao arraial. Iam diariamente no Trem Fantasma, Casa dos Horrores e quando entravam, os monstros gritavam de medo, pedindo socorro. É que eles atiravam bombinhas e fósforos nos monstros, os malucos!

Scylla Lage Neto disse...

Edyr, conversando sobre o "arraiá" é que percebemos que ele teve grande importância em nossas juventudes.
Tri-legal!

Geraldo Roger Normando Jr disse...

Foi exatamente, 1978, o ano que eu chegara do interior do Acre e Rondonia. Morava lá perto, no Jardim Ypiranga, patriado por um tio muito legal: David. Ele tentou me levar nesses brinquedos que vocês estão falando. Tinha vergonha. Medo mesmo! Fraqueza, Scylla. Coisa de interiorano das brenhas. Restou-me ficar olhando as cocotinhas comendo Maçã do amor. Só olhando... e pelo canto do olho.

Scylla Lage Neto disse...

Roger, eu também só espiava as "cocotinhas" do largo em 1978, graças a uma enorme timidez.
E de longe.

Carlos Barretto  disse...

Eras! Era muita roda gigante, olha!

Scylla Lage Neto disse...

Ulha!!!
Rss.

aline disse...

Olá, eu sou estudante da UEPA do curso de Pedagogia e estou fazendo um trabalho sobre história oral e pesquisando sobre o Largo de Nazaré, eu e minhas amigas estamos fazendo entrevistas com pessoas que moraram no local ou próximo para falar sobre o local, como era antigamente, as transformações ocorridas, estamos encontrado um certa dificuldade de encontrar entrevistados. Bom, vi que vocês conhecem bem o lugar, quem poder me ajudar ficarei muito agradecida, de verdade, não precisa se identificar, é um entrevista informal, podem ficar seguros. entrem em contato no meu email aline.uepa@gmail.com

Patty Kirsche disse...

Puxa, eu tenho muita curiosidade sobre o tira-prosa! Li sobre ele no livro "Sozinha no Mundo", mas nunca vi. Sempre procuro fotos, mas nunca consigo ver. Será que alguém que foi poderia descrever pra mim? Obrigada!