segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eternamente jovens



Um dos raciocínios mais equivocados que costumamos ter é achar que vivemos com as mesmas células (ou um grande número delas) por todas a nossa existência.
A maioria das células vivas raramente consegue durar um mês inteiro, com a honrosa exceção dos neurônios (recebemos 100 bilhões e os renovamos a nível de seus componentes celulares) e dos hepatócitos (que sobrevivem vários anos).
O bioquímico belga Christian de Duve, ganhador do prêmio Nobel de Fisiologia/Medicina em 1974, nos mostrou que as células do fígado têm todos os seus componentes renovados em poucos dias.
O cientista americano David Bodanis argumenta em The Secret Family que não há uma só parte nossa, nem mesmo uma simples molécula, que tenha estado conosco há 9 anos.
Em português claro, abaixo dos 2 kg de células mortas que constituem a nossa pele, estaremos sempre novinhos em folha.
Até o fim.

3 comentários:

ASF disse...

Fortes argumentos para acreditar na viabilidade do desenvolvimento de terapias que prolongam a vida.

Homem do Norte disse...

Apoptose, o fim da linha.

Scylla Lage Neto disse...

ASF, o Roger acabou de citar a palavra-chave que impede o eterno prolongamento da vida: apoptose, a morte celular programada.
Quando as células não são mais "necessárias", elas recebem a ordem de morrer, ou melhor, não recebem a instrução ativa de outra célula para viver.se desestruturam e devoram os seus próprios componentes.
Temos, sim, prazo de validade.
Abs.