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Pois é, temos índios na Amazônia, centenas deles, nações inteiras; mas não gostamos nada disso. Índios não combinam com o nosso estilo moderno e urbano. E vou ao Ver-o-Peso - amo este lugar-, a bela Baía do Guajará me acena: digo olá! Por toda a parte centenas de nações indígenas me acenam. Estão lá: nos traços, nos olhos, no nariz, na boca sorridente. E lá vem uma me cumprimentar. Logo eu que não sou o Esteves da confeitaria; e que acredito que há metafísica no mundo. Quer cebola freguesa? Eu me perguntando: de que tribo ela será? Vontade de perguntar...Mas sigo entre as frutas dos tupinambás e a cerâmica dos aruãs. Todos eles em nós. A cuia do tacacá e o mundo de miçangas. Quanto esquecimento em todas as coisas. Quantos de nós neste mercado?
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Pois é, temos índios na Amazônia, centenas deles, nações inteiras; mas não gostamos nada disso. Índios não combinam com o nosso estilo moderno e urbano. E vou ao Ver-o-Peso - amo este lugar-, a bela Baía do Guajará me acena: digo olá! Por toda a parte centenas de nações indígenas me acenam. Estão lá: nos traços, nos olhos, no nariz, na boca sorridente. E lá vem uma me cumprimentar. Logo eu que não sou o Esteves da confeitaria; e que acredito que há metafísica no mundo. Quer cebola freguesa? Eu me perguntando: de que tribo ela será? Vontade de perguntar...Mas sigo entre as frutas dos tupinambás e a cerâmica dos aruãs. Todos eles em nós. A cuia do tacacá e o mundo de miçangas. Quanto esquecimento em todas as coisas. Quantos de nós neste mercado?
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Um comentário:
Pura poesia veropesista...
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