quinta-feira, 5 de abril de 2012

Tenho, quero e exigo o meu direito

Reproduzo o micro texto abaixo, publicado no meu perfil do Facebook. Na esperança de identificar aliados que queiram compartilhar angústias resultantes desses nossos dias.

Pessoas que não estejam mais dispostas a permanecer acomodadas com a sucessão de fatos que afetam-nos diretamente.

O pouco ou quase nada que não fazemos para que tudo isso tenha um basta. Tem um preço muito alto enderaçado a nós mesmos.

Peço, que após a leitura de meu sincero desabafo. Nossos leitores, sintam-se convidados a interagir conosco e relatar suas agruras. Expressar sua realidade. Dividir esse sentimento incômodo de abandono. Como se nós, aos olhos do Governante, detivésse-mos uma vida estável e construtiva.

Acredito que os demais colaboradores e amáveis leitores simpatizantes deste espaço, pudessem exercer a prerrogativa cidadã de narrar como estão lidando com esse conjunto de fatores que desestabiliza até o mais controlado e previdente cidadão. Independente de cor, credo ou preferência estética.

Caso você teve – ou tem – a paciência de observar. Rapidamente notará que, enquanto a chamada "classe média" estiver "adormecida", por conta de sistêmica sensação de independência resultante de esforços pessoais de preparo. Infindáveis anos de estudo. Sólida formação moral e expectativa real de crescimento profissional. Não é suficiente para a garantia de reconhecimento e condizente tratamento por parte do Governo.

Ao fim e ao cabo só servimos para pagar a conta.

Pensem nisso.

No rabo da fila
Já que a presidente Dilma Roussef concedeu aos empresários do setor industrial um "pacote de medidas" para salvaguardar o setor. Eu pergunto: por quê a classe média de trabalhadores desse país não é prestigiada com o anúncio da redução dos juros do cheque especial, cartão de crédito e empréstimos de curto prazo?
Nós estamos lascados e mal pagos.
– Aliás!
Até quando a classe média só será lembrada para pagar a conta quando as coisas no Brasil não andam bem?
Olhe por nós, presidente Dilma, porque essa Páscoa será uma grande parada para rezar por um milagre para nos salvar dos bancos nos quais estamos pendurados e à mercê dessas taxas imorais que não param de aumentar.
Após esse desabafo. Desejo uma Feliz Páscoa aos meus amigos e amados.

5 comentários:

Prof. Alan disse...

Mas o Governo pode tabelar ou determinar a redução dos juros dos bancos e operadoras de cartão de crédito? Em qual texto de Lei há essa permissão?

O Governo faz o que está ao seu alcance, baixou a taxa básica de juros e cortou impostos. Se a Dilma interferisse no mercado (heresia das heresias para nossa mídia liberal!) pra determinar aos bancos que baixassem os juros, rapidamente algum opositor ou jornalista diria que ela estaria "cubanizando" ou "venezuelando" o Brasil.

E o pacote do Governo para os empresários não cria benefício só pra eles. O Governo está estimulando a produção, pra manter a geração de empregos e baratear o custo da atividade empresarial. Isso no final se reflete em benefício pra população.

Em todo o mundo é assim, retira-se a taxação da produção pra tributar o consumo - no caso do Brasil, elevando o IPI das bebidas alcoolicas. Quem anda pela Europa e EUA sabe como bebida lá é caro, pois são sobretaxadas.

Prof. Alan disse...

Após Banco do Brasil, Caixa também vai anunciar cortes de juros:
http://bit.ly/I8u2sr

Nos bancos estatais o Governo pode intervir, eis aí o resultado.

Val-André Mutran  disse...

Aguardemos as mudanças nos estatais, caro Professor Alan.
Uma boa Páscoa!

Prof. Alan disse...

Val-André, as mudanças nas estatais já aconteceram?

Leio nos jornais que, premidos pela concorrência, 4 grandes bancos já reduziram suas taxas de juros (Itaú, Santander, Bradesco e HSBC).

Val-André Mutran  disse...

Já começou e os bancos que citastes operam o "efeito manada"!