quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sendo

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Quando o mundo repousa em nosso umbigo, podemos ser deliciosamente felizes e exaustos de tanto Eu. Quando o mundo é amplo, vasto e profundo, podemos ser imensamente felizes, etéreos: sem lugar. Em qualquer das dimensões levamos o que somos; como o escrevinhador leva seus alfarrábios e suas vestes. Tenho escutado uma dimensão do umbigo querendo o etéreo, do mundo. E o etéreo do mundo querendo o  umbigo. Que mundos estes! - "Existirmos, a que será que se destina?" A velhice começa a entrar no tema da minha geração, e ainda estamos mantendo o gás, rs. A geração da minha frente está na plena crise da velhice. Mas estão afirmando seus desejos: o que é ótimo! Estão curtindo a liberalidade dos tempos: aquela que relativizou tudo. Não é fácil. Não está fácil; e pode ficar mais difícil. Quando o mundo repousa no Umbigo, quem manda são os individualistas. Quando o mundo é etéreo, quem manda são os Beats, as caminhadas à Montanha e as longas viagens pelo mundo. Há muitos andarilhos pelo mundo. Queremos ser etéreos e individualistas: Ficamos cínicos com nós mesmos? Não sei! Como Gilberto Gil eu  prefiro "aprender a ser só, reagir e ouvir, o coração responder: Eu preciso aprender a só ser".



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5 comentários:

Marise Rocha Morbach disse...

A imagem do alfarrábio e suas vestes pode ser do Borges. Se for: me perdoem, sou fã dele.

Edyr Augusto Proença disse...

Hum!

Marise Rocha Morbach disse...

"Os escritores Beat davam enfâse a um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo, e muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Como o poeta francês Rimbaud, acreditaram que poderiam alcançar um "grau maior de elevação da consciência" através do desregramento dos sentidos, e por isso não dispensavam o uso das drogas, em seus primórdios. Ecos da Geração beat podem ser vistas em muitas outras subculturas além da cultura hippie,como na dos punks, etc."

Geraldo Roger Normando Jr disse...

Esse texto: causou.

Marise Rocha Morbach disse...

Gracias Roger! Adorei escrevê-lo.