sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Em busca de salvar o Belo Centro

A Companhia de Habitação do Estado (COHAB) iniciou um projeto, denominado Oferta e Demanda por Habitação, cuja finalidade é identificar a existência, características e aspirações de demanda por habitações no Centro Histórico de Belém (CHB).

O estudo pretende levantar o interesse da população na habitação do centro histórico, outrora chamado de Belo Centro, identificando quem e porque poderia demandar por tais espaços para moradia, além de quantificar o espaço ocioso ou subutilizado da área, que poderia ser adaptado para servir como moradia.

O projeto é coordenado pelo arquiteto e urbanista Paulo Ribeiro, da COHAB, e conta com a participação de Antônio Lamarão e Marco Aurélio Arbage Lobo, técnicos da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional (SEDURB), e acadêmicos de arquitetura da UNAMA, de onde Paulo, Antônio e Marco são professores.

Pedi a Paulo que me relatasse os objetivos mais amplos do projeto e ele, gentilmente, enviou-me um e-mail, do qual extraio o seguinte trecho:

A idéia de ocupar esses espaços nos centros urbanos é parte de uma estratégia de reabilitação dessas áreas, que deverá necessariamente envolver outras ações como: melhoria das condições de mobilidade interna, das condições de segurança, da postura na ocupação dos espaços públicos, etc.

Por isso, considero que nosso trabalho é apenas um componente (importante) num processo de reabilitação do CHB, que necessariamente terá que envolver também a Prefeitura (principalmente) e o Governo Federal, onde já existem alguns programas de financiamento de ações dessa natureza.

Não podemos esquecer que esses espaços concentram, além de grandes valores arquitetônicos e simbólicos da memória de nossa cidade, uma boa infra-estrutura, acessibilidade, e atividades terciárias, assumindo, portanto, uma significativa importância para toda a Região Metropolitana de Belém. Por outro lado, esta forte concentração de atividades também contribui para sua degradação, quando o poder público, principalmente municipal, não assume seu papel de regulador da ocupação desse espaço (...).

Ainda segundo Paulo, a expectativa dos envolvidos no projeto é boa, na perspectiva de preparar terreno científico para o uso residencial do Centro Histórico. A cidade, penhoradamente, agradece a iniciativa. Afinal, se formos aguardar por nosso prefeito, ele não sairá da Av. Duque de Caxias – e olhe lá.

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Atualizado no sábado, 27/10/2007, às 13:27 hs, para incluir o nome dos profissionais da SEDURB envolvidos no projeto.

2 comentários:

Cris Moreno disse...

Olá, Francisco. Perdoa-me está nos arquivos. Mas é que indiquei este post como pauta para a TV Cultura - Jornalismo. Quando estiver pronto o material, avisarei você. Solicitei à produção que coloque o seu o seu crédito, como o blog Flanar. Acho que rende um post também, como desdobramento(linguagem jornalística).

Bjs.

Francisco Rocha Junior disse...

Que chique, hein, Cris? Hehehe...
Quando o material for exibido, por favor me avise antecipadamente. Lançarei, com certeza, um post a respeito, para chamar a atenção, inclusive, dos leitores do Flanar para a reportagem.
Se você quiser contactar o Paulo, também, pode contar comigo.
Bj.