sábado, 24 de maio de 2008

Jefferson Péres e o SAMU


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O SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - tem por objetivo prestar assistência a partir de uma central telefônica com a presença de médicos, que, a partir de informações obtidas com quem solicita o serviço, estabelece o tipo de atenção a ser prestada. O auxílio tanto poderá ser um conselho por via telefônica, quanto o envio de uma equipe de saúde ao local, em ambulâncias de dois tipos: com tripulação formada por equipe de enfermagem, ou completa, com a presença de médico e equipamentos especiais de suporte à vida, isto é, a chamada UTI-Móvel. Contudo, para a efetividade é necessário não só equipes de saúde bem treinadas, mas, igualmente, eficácia na comunicação entre o médico regulador e o solicitante do socorro, a escolha adequada do veículo que será usado no atendimento e a rapidez no deslocamento.
Infelizmente, no atendimento ao Senador amazonense, recentemente falecido, alguns desses requisitos, parece, não compareceram. Notícias publicadas na imprensa dão conta que Jefferson Péres sentiu-se mal entre 5 e 6 horas da manhã, e a viúva acionou o SAMU que a submeteu a uma verdadeira entrevista. Frente o agravamento da situação ela decidiu apelar para um amigo da família, médico que, antes mesmo da chegada da equipe móvel de urgência, constatou o óbito.O SAMU, entre o pedido de socorro e a chegada à residência da família Péres, levou sete minutos, chegando ali com uma ambulância de suporte básico, tripulada apenas por equipe de enfermagem.
Dois fatos, portanto, chamam a atenção nesse episódio: tempo demais perdido em deslocamento, especialmente porque feito numa hora onde não há rush e, o mais grave, o despacho de uma ambulância incompatível para o atendimento de alguém que aos 76 anos sofria um infarto fulminante e obrigaria o deslocamento de uma unidade tipo UTI-móvel. Não é difícil compreender a gravidade de uma situação, quando alguém informa que um homem idoso, ao amanhecer, reclamou de fortes dores no peito, ficando em seguida inconsciente e com respiração arfante e ruidosa. Até prova em contrário, em Medicina, esse homem está em risco iminente de morte.

2 comentários:

Val-André Mutran disse...

Eis uma batata quente nas mãos do prefeito de Manaus e do governador do Amazonas, que por sinal é paraense!?

Oliver disse...

É, Val-André, lastimável que um serviço, de inegável importância para a sociedade, seja conduzido dessa forma em horas tão graves.