segunda-feira, 31 de maio de 2010

Mano Chau em Belém: Juca Culatra Power Trio

Entra o Juca Culatra Power Trio. Imagem: Carlos Barretto
Por volta das 20 h, começa então o show do Juca Culatra Power Trio. Casa cheia, galera muito animada e um som de arrebentar quarteirão.
Acompanho o trabalho deste grupo, que vi crescer a olhos vistos na noite paraense. Fazem um enorme sucesso.
Marcel, guitarrista de mão cheia. Imagem: Carlos Barretto
Meu sobrinho Marcel, se desenvolveu na música junto com o grupo. A história dele, se confunde com a história do grupo. E quem sabe como é difícil a vida de jovens músicos em início de carreira, sabe valorizar quando chega o reconhecimento. E neste caso específico, especialmente em Belém, reconhecimento não é exatamente sinônimo de aporte financeiro. Pra isso, demanda mais tempo e persistência.
Pois eles arrebentaram do início ao fim. O som estava "power", para usar o jargão da área. Há um bom investimento em qualidade sonora no African Bar. Muito embora, eu ache que eles precisam melhorar a iluminação de palco. Graves robustos, agudos bem regulados e médios no ponto. O grupo, sacodiu a galera que pulou, aplaudiu e gostou.
Casa cheia, galera satisfeita. Imagem: Carlos Barretto
Eles tem um trabalho interessante, que pega carona no novo modelo de negócios que os músicos vêm adotando de uns anos para cá. Distribuem CDs e as músicas de graça. Para tentarem o justo pagamento com shows e contratos com casas noturnas. Um modelo que já mostrou seu valor, na hora de revelar músicos.
A banda tem o perfil da irreverência, bem típica de roqueiros contemporâneos, muito embora seus estilos sejam de fato algo mais variados e talvez diverso que o rock. Há faixas eminentemente instrumentais, onde a banda mostra seu valor. Os eletrônicos, apesar de discretos, estão lá, na forma de minúsculos módulos de efeitos sonoros.
Juca é um show à parte. Boa atitude de palco, naturalidade no contato com o público, irreverência, irreverência, irreverência.
Juca Culatra. Bom humor. Imagem: Carlos Barretto
No meio do show, uma surpresa: nosso conhecidíssimo Calibre (a quem muitos chamam carinhosamente de Calibration) entrou no palco e deu mais do que uma simples canja. Depois dele, seguiram-se novas revelações, numa atitude solidária, que acho muito interessante entre os músicos. Sempre os admirei nos bastidores, em função desta ação solidária e de respeito ao trabalho de todos. Algo raro, em outras atividades humanas. Fruto da dureza, que atinge à todos, se assim não for.
Assim, terminou a primeira etapa desta jornada cultural que estava só começando. No palco principal, com uma área dita VIP, (coberta, cercada e pavimentada com estrados de madeira), e outra ao ar livre, ao sabor dos humores do clima, prepara-se a nova atração. Pinduca e grande banda se preparam para tocar.
Vamos em frente.

7 comentários:

Raul Reis disse...

Parabens, Carlos, deve ter sido incrivel ver teu sobrinho Marcel e a banda dele abrir pro Manu Chao! Como comentei no teu outro post, sou um grande fã do Manu!!!

. disse...

Marcel tá lindo!!!

Carlos Barretto disse...

Ele É lindo, querida!
Aliás não te vi por lá. Achei inacreditável!

. disse...

Ando guardando todas as energias (financeiras, emocionais e físicas) para a minha festa de 30 anos. hehehehe

Carlos Barretto disse...

Esperei terminar a série de postagens para te responder, Raul. E com a última, vc deve ter percebido o que é um legítimo fã, não? Pois eu sou assim. Atrevido. Muito embora, na hora "h", meu atrevimento possa ser prejudicado por algum constrangimento em ser deselegante, inconveniente ou mal educado. Mas nestas horas, contamos com pessoas extraordinárias como a Jorane, que botam a gente pra cima.
É dela, o mérito do diálogo rápido nos camarins, que pude ter com o Manu. Ela moveu montanhas, produtores estressados, seguranças corpulentos e me botou lá dentro. No ôlho do furacão.
Como nem imaginava ter este tipo de acesso, não levei nada pronto para perguntar e nem gravador. Só câmera, e a memória.
Mas taí.
Vamos em frente!

Abs

Carlos Barretto disse...

PS: Como sei que Jorane é um pouquinho reticente em ser citada, deixo meu agradecimento para ela pessoalmente, e aqui, neste espaço de comentários.
Merci, ma fleur!

Raul Reis disse...

Fantastica experiencia, Carlos. Eu teria tido o mesmo "atrevimento". Alinhás, como jornalista acho que aprendi a ser atrevido primeiro, e pedir desculpas depois, hehe...