sábado, 25 de junho de 2011

"Me ouva"

O problema está na falta da Prefeitura, que, de resto, falta em toda a cidade. Mas está também no nosso egoísmo, nossa falta de civilidade, nossa má educação.

Nosso querido Edyr Augusto Proença, faz um relato até bem humorado do caos em que se transformou a outrora pacífica Praça da República, especialmente aos Domingos. Tanto Edyr, quanto nosso saudoso Juvêncio de Arruda, são testemunhas oculares de um processo gradual de deterioração daquele belo logradouro público.  Que certamente, tem relação não só com a leniência das autoridades, bem como a afamada má educação de seus frequentadores, largados há décadas ao sabor de suas próprias venetas*. Onde o estado não se faz presente, seja para preservar o bem público, orientar ou mesmo reprimir os excessos de alguns, todos se arvoram nas venetas.

*Segundo o Dicionário Online de Português --> Acesso repentino de loucura.

3 comentários:

Edyr Augusto Proença disse...

Obrigado, Barreto, por ter me levado "à ribalta", como diria nosso saudoso Juvêncio..
Abs

Carlos Barretto  disse...

Saudosíssimo!
E eu vivo sempre ligado no que escreves.
Tenho a impressão que falas a língua que gosto de ouvir (ler).

Abs

Prof. Alan disse...

Amigos Flanares, aí eu me pergunto (sem que eu tenha resposta pra minha própria dúvida): por que a gente é assim?

Tem necessidade de ser tudo tão esculhambado? Da permissividade e da tolerância (tanto do povo como das autoridades) serem tão altas?

No Brasil parece que nascemos com algo nos nossos genes que rejeita a ordem, a limpeza, a arrumação, o belo, enfim, tudo que é feito direitinho. Parece que ou gostamos da esculhambação ou a toleramos demais.

Pode ser caiporismo meu, ou pode ser que a gente viva num caiporismo inconsciente coletivo, mas eu fico sempre a pensar nisso: por qual motivo o brasileiro gosta de bagunça, de jogar papel no chão e lixo no meio da rua, de barulho estridente estourando os tímpanos, de música de má qualidade, de Big Brother Brasil, de ver baixaria na TV?