terça-feira, 19 de março de 2013

Thy peguei!

Adoro contemplar. Simplesmente. Como numa imersão. Me põe calma. Tipo: sentar às margens de um rio e bater o olho nele. Nada mais. Me escorar na janela e olhar a chuva cair, o céu brilhar. Tá, às vezes os miolos se colocam muito intensos e não fico assim tão calminha. Mas, em geral, a contemplação é meu refúgio para o tanto que me trazem os dias.

É, e passear por algumas ruas de Buenos Aires nem sempre me mantém submersa também. O que não deve ser difícil de imaginar.

Topar com uma gracinha de lugar , tipo casa de bonecas, com aquele pacote “de um tudo” para vender e que passeia pela infância de algumas gerações é de botar um sorrisão nos lábios e... contemplar? Oh, San Telmo...


Palermo então... É de sofrer e deixar ir. Por que não? Não se precisa comprar de tudo. Ainda que a vontade de possuir seja quase instintiva. Dá pra flanar ainda por algumas memórias, mesmo por aquilo que não se tenha vivido. Aqueles banhos demorados, perfumados, delicados, solitários. Com louças ternas, variedade de cheiros e texturas disponíveis. Faz lembrar. Faz lembrar e desejar.

E se há filhos no meio desses pensamentos, não tem como não colar os olhos na vitrine ?Tenés una tarjeta, por favor? Quem sabe não volto depois com ela, pra que se encante também? Uma sacolinha de tecido, com o desenho do Ratón Perez para os primeiros dentinhos serve de consolo e de recordação para o retorno.


Tão bonito e diferente, mas não cabe no meu perfil, o que não significa que não se possa colocar a vista a passear.

Outras vezes, vontade de vestir tudinho, em mim e na minha casa.  Temáticos então? Afe, Maria!

Tudo porque há necessidade de fugas. Há, sim. Te peguei!

7 comentários:

Carlos Barretto  disse...

Gosto muito de Abasto. É "turistaço" (talvez um pouco menos que San Telmo). Mas eu curti.
Rssss

Erika Morhy disse...

Abasto é ótimo, sim! Se não me engano, são sete pontos específicos que o governo local sinalizou, com destaque por ter sido o bairro de Carlos Gardel. A casa dele tem ótimas contações de histórias dia de sábado. Come-se uma boa pizza no boteco da frente e põe a criançada pra brincar no Museo de los Niños até suar!

Carlos Barretto  disse...

E ao final, ainda se pode ir ao Shopping!
Rsssss

Marise Rocha Morbach disse...

Ma pegaste sim portenha! Adorei o seu passeio e a narrativa. San Telmo é um barato!

Pablo Urra disse...

O barrio chino... aunque los articulos duren unas cuadras, vienen de tan lejos...un saludo maneki neke

Pablo Urra disse...

O barrio chino... aunque los productos solo duren unas cuadras, vienen de tan lejos... saludos maneki neko

Erika Morhy disse...

Ah, Pablo, bem lembrado. O Barrio Chino é turbilhão em que se pode se meter, se misturar a idiomas, aromas, mil cores e, de repente, estar em ruas tranquilas, arborizadas... sair pela ilharga do elegante Belgrano. Muitas sensações. Obrigada pela visitinha ao blog, pela leitura e observação. Venha sempre!