quarta-feira, 28 de março de 2007

Uma senhora enrascada



Sempre gosto de assistir o programa do Sérgio Brito na TV Educativa. Mas, desde logo, peço desculpas aos leitores por não saber informar o título. É que sempre chego no programa por acaso, durante o pula-pula entre os canais. E, invariavelmente já vai lá pelo meio, quando seleciono enfim o canal.
Contudo, tenho a sorte de acompanhar as dicas literárias dadas pelo veterano ator de teatro, também fã de literatura policial. Numa dessas últimas vezes recebi a dica do romance A Dama Fantasma, de Cornell Woolrich, norte-americano já falecido, autor de A Janela Indiscreta, imortalizado em filme por Hitchcock.
N'A Dama Fantasma o enredo parte de um ato inocente. Um homem resolve convidar uma desconhecida para ir ao teatro com ele, com a condição de que mutuamente não indaguem do outro informações pessoais. Um blind date entre dois solitários, sem maiores conseqüencias, ao menos naquele instante.
A partir daí, o homem é acusado de assassinato. E, infelizmente, a companheira anônima, o único álibi, desapareceu como se a terra tivesse aberto sob os pés. Dela, em razão do pacto establecido, o acusado sequer tem nome e endereço, e pior, ninguém lembra de te-los visto juntos por onde circularam.
Vale a pena distrair-se com A Dama Fantasma, edição da Companhia das Letras. O livro é a luta para encontrá-la como antídoto para uma sentença de morte. Com o intuito de aumentar mais o suspense, o Autor ainda usa na divisão da narrativa, ao invés de capítulos, a marcação do tempo que falta para a execução ser cumprida.

4 comentários:

Juvencio de Arruda disse...

Com as desculpas pelo cometário fora do foco do post, gostaria de ouvir a opinião dos queridos Oliver e Barretto sobre a questão do HR de Santarém.
Pelo que conheço e confio nos posters do blog, estou certo que será uma boa e oportuna contribuição.
Abs

Flanar disse...

Minha opinião, Juca é a mesma do cidadão que acessou o seu blog chamando a atenção para a necessidade de finalização de todos os hospitais que foram construídos, descentralizando o atendimento já bastante tumultuado da capital. Mas o aspecto político é verdadeiro. Seja para quem precisa tomar a decisão de finalizá-los, seja para quem só agora, parece demonstrar uma enorme pressa em terminá-los. Entre um ponto e outro, podem perfeitamente conviver anseios legítimos e discurso de espertalhões que ainda não descerraram seu perfil de vestais.
Entre um e outro, localizo-me entre os cidadãos que desejam sua finalização adequada e competente, respeitadas as formalidades legais, institucionais e a necessária auditoria nas contas da SESPA no governo anterior. Nada disso deve impedir, contudo, os esforços de finalizá-los.
Abs

oliver disse...

Juvencio,
Os hospitais regionais são absolutamente necessários, e a pressão para que eles acontecessem foi da sociedade paraense, a partir da discussão iniciada nos governos de Edmilson na PMB, tendo como ponto de partida a situação do HPSM - 14 de março.
Naquela altura, na gestão do Secretário Gallo, tentava-se liderar politicamente um movimento nesse sentido, inclusive a partir da captação de recursos disponibilizados pelo Ministro Serra para Urgência/Emergência. Infelizmente o Governo Almir pensou estrategicamente errado e abortou o processo (imagina o PT liderando isto!), que atenderia inclusive Chaves, no Marajó. Do projeto sobrou apenas o Tomógrafo do HPSM, uns respiradores para UTI e outras miudezas médicas.
O valor desse primeiro projeto, na época,correspondia a valor próximo daquele que foi gasto na reforma dos galpões para surgir o Estação das Docas, que, como todos vêm, saiu do papel.
Certamente, o governo de Ana Júlia está tendo dificuldades para tornar esses hospitais operacional, visto não ter a devida previsão orçamentária de custeio que o governo anterior obrigatoriamente deveria ter garantido, considerando a impossibilidade dos municípios sede arcarem exclusivamente com a despesa com seus tetos financeiros no SUS.
Para termos idéia do tamanho dessa conta, lembro que os jornais de Belém noticiaram que o Secretário de Saúde de São Paulo, em visita à cidade, ficou espantado com a "ousadia" do governo Jatene em construir esses hospitais com o nível de complexidade que possuem. Na ocasião, o Secretário paulista frisou que nesse patamar, São Paulo (o Estado mais rico da federação), aquela altura, estava construindo apenas um (numeral um)!!!
De resto, concordo com as considerações do Flanar.

Juvencio de Arruda disse...

Vocs são dois cavlheiros.Obrigado, e abs.
Flanar, saudações salvaterrenses...eheh