domingo, 29 de novembro de 2009

Dinheiro na mão é vendaval

Sem o mesmo brilho intelectual, nem a mesma empáfia, Duciomar Costa vai querendo se transformar em um FHC ao tucupi. Nem bem levou uma pancada no lombo, no caso da SAAEB, agora pretende privatizar a Cinbesa, a companhia de informática do município.

Note-se que a Cinbesa é quem roda as folhas do funcionalismo e é responsável pelo sistema de informática que gerencia a fazenda pública municipal, dados que, a princípio, deveriam ser protegidos pelo sigilo fiscal, mas que se pretende entregar nas mãos de um particular.

Não bastasse isso, estamos falando de um negócio de, certamente, milhões de reais. Dinheiro que estará nas mãos de quem não é nada confiável para lidar com ele.

6 comentários:

. disse...

Ele podia privatizar a mãe dele, né?

Putz, ok, peguei pesado, mas é a reação que esse cara provoca na gente.

Itajaí de Albuquerque disse...

Francisco,
O fato de vender a Cimbesa não arrisca o sigilo fiscal, se o banco de dados for mantido sob gestão da Sefin, coisa que o tal Duciomar, para contrapor-se a uma decisão do governo Edmilson, levou de volta a Cinbesa, movido pela politicagem ordinária que é a marca dele.
Mas essa razão, estabelecida para agradar a fatia corporativa de oposição ao governo Edmilson, caiu como uma luva nesse momento de VENDE-SE pela melhor oferta e de porteira fechada a companhia.
Entretanto, do ponto de vista operacional, considero que uma empresa de informática que apresenta baixo coeficiente de desenvolvimento e inovação, e tem por principais atividades rodar folha de pagamento e emitir carnê tributário, a mim parece ser uma espécie de belo antônio: vistosa na aparência, na prática pouco eficiente e nem um pouco leve para quem a sustenta.

Yúdice Andrade disse...

Nem o próprio seria capaz de se comparar a FHC, cujos dotes intelectuais são vastos e reconhecidos. O tipo daqui perderia a comparação até com crianças do jardim I.
No mais, a ideia de privatização da CINBESA não é nova. Ela chegou a ser cogitada na administração Edmilson Rodrigues, mas como privatização não era uma palavra muito em voga naqueles tempos, a coisa morreu nos rumores.
Na época, eu trabalhava na Procuradoria Administrativa (SEMAJ) e sei que, por lá, não houve estudos com essa finalidade.

Francisco Rocha Junior disse...

Itajaí, mas a companhia não é viável? Não seria mais interessante promover sua modernização, ao invés de simplesmente vendê-la?

Itajaí de Albuquerque disse...

Aí eu não sei te responder. Imagino que a PMB tenha esse estudo diagnóstico, que justifique por que está com a intenção de vender sua companhia de processamento de dados.

Yúdice Andrade disse...

Ela merece, Waleiska. Tem culpa no cartório.