sábado, 4 de dezembro de 2010

Cidade-fantasma



Não, a imagem acima não foi obtida em alguma cidade abandonada do velho oeste americano e nem retirada de um filme pós-apocalíptico, como O Livro de Eli ou A Estrada. E muito menos é oriunda de uma invasão ou bairro longínquo da nossa capital.
Trata-se da esquina da Tv. Aristides Lobo com Tv. Benjamin Constant, no central bairro do Reduto, curiosamente bem na frente de uma faculdade, a FABEL.
E à foto improvisada pode corresponder um só título: abandono.

9 comentários:

Pedro Ayres disse...

Foi com imensa tristeza que vi a foto. O Reduto faz parte da minha memória afetiva, pois, por lá passava muitos dias na casa do meu avô, Chico, ali na 28 de setembro, próxima do cinema Iris e do armazém de Ferragens. Gostava de passear por aquelas pequenas ruas e travessas, principalmente porque me lembravam trechos fabris de cidades européias. Comprar objetos de cerâmica e caranguejos no Igarapé das Almas(ou Armas, segundo outros) também fazia parte daqueles dias. Andar de bicicleta na praça Magalhães também era outro programa imperdível. Pena que Belém tenha se deixado destruir pela fantasia de um falso progresso e crescimento. A destruição de sua memória foi e é um crime contra todos nós, principalmente porque Belém já foi uma das mais belas cidades das Américas.

Val-André Mutran  disse...

O Pedro tem toda a razão Scylla.
Gostaria de pontuar algumas coisas.
O primeiro abandono, muito bem enquadrado na foto, é do proprietário do prédio.
Pelo que me consta, existe preenchimento no quadro de fiscais da Prefeitura para autuá-lo no regramento do Código de Postura do Município por abandono.
Ocorre que o abandono, igualmente se dá, por parte da Prefeitura, como a foto registra magistralmente.
Vide Praça da República e Batista Campos, ambas em frangalhos, ficando horrorizado com o que vi, quando estive ai.
Gostaria, ainda, de saber, o que passa na cabeça de um promotor do Ministério Público ao se deparar com um "quadro de natureza morta" como este?
Portanto, meu querido Scylla. Há várias modalidades de abandono ai.
Todas sem prazo para qualquer punição.
Belém, a cada minuto que passa, concorre para uma decadência sem volta. Cercada, apenas, por ilhas das fantasias, que são os shopping's da vida.
-- Êita cambada que merece uma surra de cinto de couro crú.
Opppss! A tortura é proibida no Brasil!
Fala sério!! Quem merece?

Val-André Mutran  disse...

Um "quadro de natureza morta" como este?
Errei.
Corrigindo: - as ervas daninhas, crescem com invulgar majestade na calçada.
Explodam-se os transuentes.

Scylla Lage Neto disse...

Pedro, se hoje resolvermos passear a pé pelo Reduto, provavelmente viveremos um verdadeiro safari, em que nós seremos os caçados.
Ladrões de 2 e 4 rodas, travestis violentos (e protegidos por uma ONG) e descuidistas se misturam à população nativa e em trânsito pelo bairro.
O cenário de conservação, limpeza e dignidade do bairro reflete exatamente o que acontece na cidade inteira: o caos urbano.
Não quero ser o pessimista de plantão, mas a nossa cidade submerge rapida- e progressivamente rumo ao abismo.
Qual ou quais serão os superheróis que nos salvarão?
Um abraço e obrigado pelo comentário afetivo.

Scylla Lage Neto disse...

Val, tem que autuar a cidade toda, inclusive o poder público e a iniciativa privada!
E adorei a sua observação: Belém é uma cidade da Natureza Viva - capim, mato, água represada cheia de micro- e macro-organismos, animais mortos e de odor típico (não mais o cheiro da maniçoba...).
Mas quem se importa, se vemos isso tudo do alto de nossos "bunkers"?
Abs.

Prof. Alan disse...

Sei que não serve de consolo aos meus conterrâneos, mas a fúria desadministrativa de Duciomar Costa está atravessando fronteiras e contaminando outros governantes.

Atingiu em cheio, por exemplo, o governador do DF, Rogério Rosso.

Brasília está se liquefazendo, literalmente, já que estamos no período de chuvas intensas aqui na capital federal. Mato crescendo nas quadras, em alguns lugares já passa de 1 metro, isso mesmo, moitas de 1 metro de altura!, além de lixo espalhado por todo o DF.

Saúde abandonada, estruturas hospitalares desmontadas e/ou deteriorando-se, pessoas morrendo diariamente.

Polícia virou cabelo de freira, a gente sabe que tem mas não vê. Buracos colossais nas ruas.

Obras importantes paralisadas, sem qualquer esclarecimento à população.

Enfim, o caos total! E sem nenhuma chance de melhoria, até a posse do novo governador. O abandono de Rogério Rosso é, sob qualquer aspecto que se analise, intencional!

Scylla Lage Neto disse...

Prof. Alan, fico triste ao ler o seu relato e constatar que o caos prolifera como um câncer em outras capitais.
Abs.

Palmerio disse...

VERDE QUE TE QUERO VER!!!!!

Scylla Lage Neto disse...

Palmerio, talvez fosse a hora de iniciar uma campanha pró-Belém!
Talvez a blogosfera pudesse mudar algo na história futura da cidade.
Abs.