terça-feira, 26 de maio de 2009

La Habana: carros e transporte

Sobre os "carros velhos e outras velharias", designações jocosas e pouco justas à cidade de Havana, (usualmente feitas por quem tem o olhar decididamente mal intencionado), afirmo que há carros para todos os gostos.
Quem desejar circular por alguns daqueles velhos Chevrolet, Cadillacs e Fords, vai ter que disputar a tapas o privilégio de andar em alguns deles. E ainda pagar um pouco caro por isso.
Como fizeram os turistas europeus da foto abaixo.


(Imagem: Carlos Barretto)

Mas se você quiser um táxi comum, tem algumas opções: andar em Mercedes novinhos com ar condicionado pelo dobro do preço cobrado por um Cubataxi (não tem taxímetro, sendo o acordo feito na hora com o motorista).


(Imagem: Carlos Barretto)

Os velhos Ladas russos caindo aos pedaços são a opção de baixo custo. Mas esteja atento: solicite que o motorista ligue o taxímetro. Ao final do percurso (como de praxe em NYC e Europa) você pode dar a propina de 10% do valor da corrida ao taxista. Mas pegamos um que marcava mais rápido que o habitual. Neste, não demos a propina e o taxista nem reclamou. Afinal, a esta altura, já sabíamos quanto custava o trecho Hotel Nacional até Habana Vieja. Não caímos nessa.

O transporte público para os cubanos, é de fato um problema. Foi possível ver ônibus lotados e filas grandes. Também como vi e peguei em Orlando, na Florida. Mas os ônibus foram modernizados, com uma nova frota de origem chinesa. E os táxis comuns, ainda em carros velhos, funcionam como coletivos. Ou seja, se você pega um destes táxis, vai ter que dividi-lo com outros cubanos. Mas calma. Se você odeia ter que abdicar de sua privacidade, para você existem os outros modelos citados.

Quanto às "casas velhas", também jocosamente designadas por pessoas que tem pouca ou nenhuma sensibilidade ao patrimônio histórico de uma nação, existem de fato alguns imóveis em franco risco de desabamento. Mas nunca vi em toda a minha vida, tamanho esforço de restauração, como o que vimos agora em Havana.
Trata-se de uma cidade em obras. Literalmente um canteiro de obras de restauração de prédios de valor histórico impronunciável.
Que fazem ressurgir ao velho brilho, conjuntos arquitetônicos como este, visto na foto abaixo.


(Imagem: Carlos Barretto)

Ou este, situado em frente a praça da Catedral Metropolitana.


(Imagem: Carlos Barretto)

E como anda o nosso patrimônio histórico?
Ainda são casas velhas.

O que já publicamos sobre a viagem a Cuba

6 comentários:

Anestesiador disse...

Diz Ai Barretto. Vc nao esta mole nao.... pelo mundo afora!

Carlos Barretto disse...

Grande Pablo.
Bom vê-lo por aqui, neste cantinho que escolhi para aliviar o tempo de trabalhar em Medicina Intensiva, como vc também faz, ainda associando a prática da Anestesiologia.
Como vai a boa e velha galera do Espírito Santo?
Manda abraços ao Cláudio Piras.

Já o mundo? Bem. Êle é grande demais para que eu perca as oportunidades que aparecem de abraçá-lo. Mas vou tentando.
Talvez em julho, role o Peru. E Machu Pichu, é claro.

Abs e volte sempre.

Itajaí de Albuquerque disse...

Barretto, como dirias sem que a escrita faça jus à voz: sen-sa-ci-o-nal!!!
Abs.

Carlos Barretto disse...

Gracias, amigo.
Vc deu dicas valiosas.

ANDRÉ BATISTA disse...

Caro Carlos
Tenho maior interesse em conhecer cuba, mas tenho dúvidas ao acesso. Vc poderia escrever mais sobre dicas de viagem? Melhor época, custo de vida em relação a nossa moeda, quantos dias de viagem, etc?
Sei que há informaçoes nos sites , mas nada melhor de saber por alguém que acabou de chegar.
um abraço

Carlos Barretto disse...

Claro André.

Sobre a ida a Cuba, cada qual tem a sua história. Mas em um post especialmente dedicado a estas e outras dúvidas, vou contar-lhe a nossa.
Continue acompanhando.

Abs