quarta-feira, 20 de maio de 2009

Havana: imagens de uma cidade


Na boutique do Habana Club, o melhor rum do mundo...


...acompanhados por uma bela cubana.


Cenas insólitas nesta cidade paraíso dos fotógrafos.


Plaquinhas de rua com muita personalidade.


Em Varadero, as cores fortes do mar do Caribe.


E o monumento/protesto na porta da Embaixada dos EUA.

La Habana, 20 de maio de 2009

Daqui desta cidade mágica, colorida e de muita sonoridade, mando estas imagens.
Tempo bom, muito calor, com algumas raríssimas "tormentas elétricas" pela parte da tarde. Habana vieja parece exalar o cheiro inconfundível dos habanos por todos os cantos.
Muitos Mojitos, Habana Club e a rara sorte de ficar hospedado no Hotel Nacional de Cuba. Sorte sim. E muitíssima. Nosso hotel previamente reservado (Victoria) não honrou a reserva por problemas técnicos em nosso quarto. Sendo assim, custeou nossa hospedagem por toda a temporada neste magnífico hotel, que lembra o Quitandinha, em Petrópolis. Ou mesmo o Copacabana Palace. Sobre ele, e quem sabe sobre algumas das imagens encaminhadas agora, espero que alguns de nossos posters, experientes nesta cidade linda, façam alguma complementação. Por hora, não me sobra mais tempo. Quando chegar, darei mais detalhes.
Enquanto isso, comentem as imagens. Elas podem muito bem, valer por mais de mil palavras.
Hasta luego!

O que já publicamos sobre a viagem a Cuba

17 comentários:

Itajaí de Albuquerque disse...

Converse, Barretto, converse com o povo de las calles com o espírito livre de flaneur. Prefiro ouvir teu relato de viajante amoroso a comentá-lo com os meus já antigos.
Divirta-se.

Cláudio Melo disse...

Mostre também as fotos da situação que o povão mora em Havana, assim como, as imensas filas para receberem alimentos, através de sua Libreta de La Nutricion, que não dá nem para uma semana. Ou visitar e fotografar o bairro de Cayo Hueso, essa é verdadeira Cuba. Isso sem falar nos milhares de presos e os inúmeros cidadãos que foram assassinados no estilo "Fidel, amor e paredón".
É incrível como dulcificam Cuba e seu déspota tirano et caterva. Triste...

. disse...

Boa estadia por aqui...

Francisco Rocha Junior disse...

Cláudio, confundir o regime cubano com a beleza natural da ilha, as pérolas arquitetônicas da cidade de Havana, a musicalidade e a beleza física dos nativos, é um erro comum. Todos o cometem, quando querem "desmistificar" a ditadura castrista.
Cuba é, efetivamente, uma ditadura. Ninguém o nega, por aqui, e a intenção da postagem, até onde a interpretei, não foi enaltecer o regime. O expresso no post - como, de resto, em outras postagens aqui do Flanar (minhas, inclusive) sobre Havana - é o encanto de um viajante com a beleza da ilha que você, que parece conhecê-la, não pode negar (se tiver um pouco de bom senso e não olhar com o fígado).
Então, meu caro, dulcificamos Cuba, sim, porque o país é lindo, sua cultura fantástica, seu povo hospitaleiro, sua história singular, sua natureza maravilhosa - duela a quien duela, como dizia um político ressuscitado.

Carlos Barretto disse...

Cláudio

As fotos, sejam as de seu agrado ou não, serão postadas ao sabor de meu desejo pessoal por imagens. E Cuba, como Buenos Aires, Miami, New York e tantas outras postadas aqui, é um paraíso para belas imagens.
Mas se vc tem gosto por mazelas de regimes políticos, posso postar umas bem feinhas de todas estas cidades já citadas. Apenas algumas, pois não me resta tempo nem paciência requentar polêmicas.
Apenas a vontade de compartilhar imagens.
Quanto ao regime cubano, com certeza, não é o lugar que escolheria para passar a vida. Pelo ponto de vista de uma pessoa absolutamente entronizada nas mazelas do péssimo capitalismo brasileiro.
Mas pelo lugar, pelas pessoas, pela música e pelo patrimônio histórico em franco processo de restauração, dou-lhes nota 10.
Pela cozinha, nota 5.
Pelo potencial turístico, nota 9. Ainda precisa melhorar um pouquinho.
É isso.

Anônimo disse...

Claudio ,
Quando vc vier passear no Rio ,por exemplo, ao invés de bater uma foto linda da pedra do Arpoador com o por de sol caindo no mar ao lado do morro Dois Irmãos e depois ir a pé , descalço ,pela praia até o Leblon para tomar um choppinho no Jobí , vá tomar uma "catica com breja" na favela da maré, faça umas fotos por lá , destile sua crítica ferina contra o regime e depois tente sair de lá.
Francamente Carlos , ví fotos bonitas dignas de um bom turista e bom fotografo falando coisas bonitas de um país sofrido com o qual temos , sim , similaridades na brejeirice e no suingue, não enxerguei nas fotos , nem no texto elegia a regime nenhum.
esqueceu de dizer : musicalidade nota 10
Abraços
Tadeu

JOSÉ DE ALENCAR disse...

Meu caro Barretto.

Isso é que é up grade. Do Victoria para o Nacional, é muita sorte mesmo. De comum entre os dois, só o bairro (Vedado).
Na primeira vez que fui a Cuba fiquei aí no Nacional, em 1983. Mas ele estava, digamos, precisando de uma revitalização. Tinha quase um empregado por hóspede. Todos simpaticíssimos, como é quase a regra entre cubanos. La moravam ainda muitos refugiados. E era comum encontrar soviéticos ainda. Agora são avis rara.
Mas esse é um hotel com história, muita história. Foram hóspedes reis, artistas, estadistas e, claro, mafiosos.
O restaurante - o Comedor de Aguiar - é muito bonito, mas não experimentei ainda a comida dele.
O Le Parisien, o cabaré do Nacional, tem um bom espetáculo, mas não é páreo para o Tropicana, que você não pode perder. Compre o ingresso aí mesmo no Nacional, no burô de turismo.
Subindo La Rampa, no Habana Libre (o antigo Hilton), você topa com o Polinésio, um restaurante temático que serve um pollo a barbacoa único e imperdível. É um frango defumado na hora, dentro de uma manilha de concreto, com lenha de mangue vermelho, que faz a diferença. Na cobertura do Habana Libre tem um cabaré com bons shows de dança ou humor, conforme a temprada. O teto é corrediço e nesta época - primavera - ele pode ser aberto.
Na mesma rua do Nacional dê uma chegada no El Gato Tuerto. E nela tem também um edifício com o nome de Altamira. Se você gosta de bolero e feeling (fílin), na mesma rua, na cobertura do St. John´s Hotel, tem o Pico Blanco, el Rincón del Fílin. Sempre lotado de mexicanos, todos tarados por bolero (que eles pronunciam bolêro).
Se tiver tempo, procure no Museu de História Natural, na Plaza de Armas, o pintor Pedro López Veitia, que é meu amigo. Compre uma tela dele (algo como 40 CUCs). Vale a pena e é um souvernir único. E ele pode ajudar muito você nas andanças aí por Habana Vieja.
Não deixe de ir ao Cañonazo, às nove da noite, no Castillo de La Cabaña.
E tome todos os mojitos, daiquiris e cubanitos que puder, por você e por mim. Na Bodeguita e no Floridita. Perto deste, na mesma Avenida, tome um añejo con ostión no La Zaragozana. Esse molusco só tem nele. Em Centrohabana tem um paladar - La Guarita - que é muito recomendado. Não conheço ainda, mas todos falam bem da comida dele e reclamam do preço. No bairro chinês tem um bom restaurante. Comida honesta e bom preço. Mas é coisa a moda de Chinatown.

Yúdice Andrade disse...

Ah, a alma humana! Esse universo rico e quase indevassável!
Eu sinceramente gostaria de entender por que certos assuntos provocam reações tão fulminantes em certas pessoas. E sempre os mesmos assuntos, provocando sempre as mesmas reações.
Se digo que Cancún é linda, todos concordam ou, pelo menos, ninguém contesta. Mas se digo que Cuba é linda, sempre (sempre!) aparece um furioso inimigo da ditadura (das ditaduras de esquerda) vergastando Fidel e seu regime. Reparem como isso sempre acontece.
Há outros temas em que esse curioso fenômeno se repete. Se eu disse que adoro tomar Sukita, é provável que ninguém me dê bola. Mas vá eu confessar minha paixão por Coca-Cola! O pau comerá sobre o meu costado e a água preta do imperialismo!
Sé me resta, diante disso, dizer a essas pessoas que não distinguem um texto sobre música, cultura, gastronomia, etc., com um texto sobre política interna e relações internacionais, sobre democracia e direitos humanos, que por favor não se esqueçam de tomar os seus remédios. Porque estão precisando.

Scylla Lage Neto disse...

Charlie, você está com mais saudades do Barros Barreto ou do Porto Dias?
Just dig it!
Abs.

Itajaí de Albuquerque disse...

Isso eh que eh atentar a vida alheia! Porto Dias x Barros Barretto, quando o sujeito mira o mar longe da cruz, como meio disse Caetano.
Quer dizer, Barretto, que a comida te desagradou? Foi de algum paladar? Antes havia um muito bom, logo proximo a Universidade de Havana.
Nao esqueca de comprar discos - sao baratos. Penso que proximo ao Hotel Nacional tem una rua com muitas lojas.

Itajaí de Albuquerque disse...

Por Zeus, o unico comentario que farei ao leitor de Readers Digest eh: pegue um aviao e vah conhecer Cuba. Far-lhe-a bem ao ¨celebro¨ e ao figado.

ANDRÉ BATISTA disse...

Rsrsrs.
Carlos , estou até arrependido de ter postado aquela observação sobre a imagem 3D do google earth de Belém ( de que não é possivel ver o lixo ).

Cláudio M. disse...

Nobres articulistas do Flanar, Já fui por três vezes à ilha das Caraíbas. A outrora Cuba de Greene, Hemingway. Não só visitei Havana Velha e Havana Moderna, com seus edifícios de traços coloniais belos, mas também, Varadero na província de Matanzas com seu povo sorridente em seu trabalho e afabilidade, mas que contrasta com os olhos tristes quando se conversa fora do ambiente de trabalho, em "seus" lares. E fiz muito isso, podem ter certeza, inclusive mais do que me diverti. As agruras daquele povo marcaram meu coração para sempre.
Há muito custo consegui visitar o Hospital Nacional de Reclusos, hospital docente radicado na Prisão Combinado do Leste, em Cuba. Vi o que era para ser visto e o que também não era. Quase fui preso pela PNR.
Visitei Mariel, Santa Clara, Cienfuegos, Manzanillo e Santiago de Cuba. E posso dizer sem medo de errar, conheço um pouco as belezas e as mazelas de Cuba. Infelizmente, as segundas são maiores e mais frequentes.
Minha opinião por muito tempo cultivada sobre Cuba, Fidel, Che Guevara e a revolução mudou. Aliás, nunca é tarde e nem é preciso utilizar de remédios para isso. Até porque, para alguns, nem remédio dá solução, inclusive quem muito se utiliza deste mote de prescrever para refutar opiniões divergentes, porque é realmente quem precisa.
Conheço a culinária cubana dos Moros y Cristianos ao Ajiaco, e olha que não foram feitos no “El Foridita”, embora tenha degustado um maravilhoso Picadillo a la habanera, no mesmo. Sem contar a noite cubana e seus ritmos: salsa, son, merengue, chá-chá-chá e rumba.
Só sei que a realidade nua e crua de Cuba não é essa. Só acho que a falta de liberdade é um preço demasiado caro a pagar por estas regalias, que não são da grande parte dos cubanos. São cinquenta anos de ditadura, mortes e assasinatos. Quando a democracia chegará realmente à Cuba? Os que aqui atacaram minha opinião, meus sinceros respeitos. Para quem está acostumado com comportamentos leais à tirania, não me apoguento. Mas tenho fé, que um dia à semelhança do que fez em 1959 Fidel e Che Guevara, revoltara-se-ao contra o regime que hoje desvirtua o que se prolatou no passado. Quimeras que se repetem às escancaras por ideolôgias retrogadas e comprovadamente erradas e transviadas para o interesse da cúpula.
Pena que alguns façam analogias com coisa tão séria e tão-somente com objetivo de uma retórica ufana para atacar o marcianos-capitalistas.

Anônimo disse...

Claudio , relax man.
Veja as fotos , mate as saudades e deixa que a gente dá conta de atacar os marciano-capitalistas
Abs pra vc
Tadeu

Itajaí de Albuquerque disse...

Retórica ufana me lembra o Conde Afonso Celso com aquela conversa mole de porquê me ufano de meu país... Mas, para criticar o sistema capitalista não se precisa de escancarado amor à Cuba. Sobram razões demais para fazê-lo, desde que não se viva em Marte.
De qualquer modo, melhor pegar o avião e visitar a Ilha do que ficar repetindo as imagens de Cabrera Infante e de Pedro Juan Guttierez.
O Alencar falou no filin. Pouco se fala dele por aqui, pois o Win Wenders e o Ry Coorder não trataram dele no Buena Vista Social Club. È para iniciados. É um ritmo que lembra demais a bossa-nova.

Hiroshi Bogéa disse...

Querido Barreto, permita, reproduzir uma frase do Yudice:

- Ah, a alma humana! Esse universo rico e quase indevassável!A ditadura, com certeza, não cabe aqui. Bota teu bloco na rua e nos delicia com tudo de belo que Cuba tem.

A ditadura, aqui, não tem espaço. Só as tuas imagens.

E nos conta mais estórias. E histórias.

Abs

Carlos Barretto disse...

Amigos

Puxa! Mas quantas sugestões! Vou ter que copiar os comentários de vocês, para poder segui-los, nos 2 dias que ainda me restam.
Itajaí e Alencar. Ótimas suas sugestões. Pero "muy caras". Sou um viajante de baixo orçamento, que parou por engano no Hotel Nacional!
Entonces, restam-me as bistecas de cerdo, pois não.
Cláudio.
Desculpe mas percebi desde o início seu olhar meio vesgo para as bandas de cá. Permita-me mas não vou discutir mais com vc. Muita retórica para esconder também seu real ponto de vista. Não só sobre a ilha. Mas sobre o mundo. Estamos muito diferentes amigo. Fique com a sua visão que eu fico com a minha, certo. Não esqueça também de levar em conta na sua estranha contabilidade, o bloqueio econômico que paira sobre a ilha nos mesmos 50 anos, que fazem deste povo, ao mesmo tempo sofredor, valentes resistentes.

Scylla!
Credo Cruz. Não sinto saudades nem de um, nem de outro.
Rssss

Hiroshi, é isso aí. Vou continuar postando sim. Quem se incomodar, que se coçe. Sozinho, de preferência.

Abs à todos.

Hasta la vitória siempre!

Rssssss