quinta-feira, 7 de março de 2013

Leio, enfim, alguma coisa decente sobre o líder morto da Venezuela.


O legado de Chávez
Hélio Schwartsman

Chávez fez bem ou mal à Venezuela? Essa é uma pergunta difícil. Para começar, qualquer resposta que se dê, mais ou menos a metade do eleitorado brasileiro a tomará como mero exercício ideológico, desprovido de qualquer fundamento fático. Em segundo lugar, o legado do presidente venezuelano é de fato ambíguo, ostentando duas ou três medições que lhe são francamente favoráveis, mas também uma longa lista de problemas, alguns dos quais graves.
Na opinião média dos venezuelanos, que é a que mais conta, o líder foi aprovado com louvor. Eleito pela primeira vez em 1998, em meio a uma crise de legitimidade dos políticos tradicionais, repetiu o feito em 2000, 2006 e 2012 --sempre com mais de 54% dos votos-- , sem mencionar os referendos e reformas constitucionais em que suas teses foram aprovadas.
O segredo deste sucesso, como o de quase todos os êxitos eleitorais, está na economia ou melhor, na percepção que os eleitores têm de suas perspectivas econômicas. E Chávez foi capaz de reduzir a pobreza. A renda per capita venezuelana saltou de US$ 3.889 em 1998 para US$ 11.131 no ano passado. A miséria oficial (deixemos aqui de lado as sutilezas do cálculo) despencou de 20,3% da população para apenas 7%. Também foram registrados ganhos consideráveis na educação e na saúde, além de programas inegavelmente populistas, mas populares como a distribuição de casas próprias.
Se há um feito pelo qual Chávez merece reconhecimento, é o de ter forçado uma repartição mais equitativa da renda. O pecado coletivo dos dirigentes latino-americanos ao longo dos últimos séculos foi o de ignorar solenemente os pobres, tratando-os apenas como mão de obra pouco qualificada e barata. E nem é preciso recorrer a sentimentalismos ou metafísica esquerdista para perceber que isso é um erro. Nenhum país cresce de maneira sustentável sem criar um mercado interno digno deste nome e incorporar cada vez mais cidadãos às fileiras de uma classe média educada e capaz de produzir inovações.
Embora o líder bolivariano não tenha sido o primeiro a erguer a bandeira da distribuição de renda, ele soube enfrentar e derrotar as forças que se empenhavam em manter os velhos privilégios. Chávez poderia ser considerado um herói se a história acabasse aqui, mas ela não acaba.
Um pouco por causa de sua personalidade, um pouco pela necessidade de cumprir logo seus objetivos, o mandatário destruiu muita coisa no meio do caminho.
Mesmo a economia, que responde pelo grosso de sua popularidade, apresenta problemas sérios, que mais cedo ou mais tarde cobrarão seu preço aos venezuelanos. A inflação é elevadíssima, tendo atingido 23,2% em 2012 --e isso, vale lembrar, num contexto em que praticamente todos os países do globo foram capazes de contê-la em níveis bem mais baixos. Pior, ela vem acompanhada de desabastecimento. Falta um pouco de tudo na Venezuela, de itens alimentares como açúcar, frango, óleo de cozinha e farinha de milho, até energia elétrica. Os apagões, ao lado do racionamento, se tornaram rotina e quem mais prospera é o mercado negro.
Olhando para a frente, o problema é o investimento. Até por seu discurso, Chávez afastou o capital privado, e a PDVSA, a estatal gigante do setor petrolífero, que serviu de caixa para o projeto bolivariano, dá claros sinais de esgotamento.
Vale lembrar que o dirigente só conseguiu fazer o que fez porque surfou num período extremamente favorável para a Venezuela. O país guarda as maiores reservas provadas de petróleo do mundo (297 bilhões de barris), produto que viu seu preço médio saltar de US$ 12,3 o barril em 1998 para US$ 109,4 em 2012. A pergunta é se um administrador mais judicioso não teria conseguido extrair muito mais dessa bonança extraordinária.
Os maiores estragos, entretanto, estão fora da economia. Chávez aprimorou o estilo Fujimori de fazer política, que é o de esticar as instituições até o ponto de deformá-las, mas sem nunca promover um rompimento formal. Foi assim que ele criou uma Superpresidência, que pode mais ou menos tudo, e desfigurou o Judiciário, transformando-o num órgão dócil. Algo parecido ocorreu com o Legislativo, mas muito por culpa da oposição que, num gesto merecedor do troféu Darwin de melhoria da espécie, boicotou as eleições parlamentares de 2005, dando ao Executivo um quinquênio de supremacia absoluta sobre a Assembleia Nacional.
Outro importante ponto negativo a destacar é que ele aparelhou as estruturas do Estado, colocando aliados políticos em todos os cargos que conseguiu, mesmo que isso tivesse altos custos em termos de eficiência. A PDVSA foi vítima preferencial dessa política e, não por acaso, viu sua produção de petróleo cair nos últimos anos.
Chávez também intimidou opositores e jornalistas, mas seria rematado exagero falar em violações sistemáticas aos direitos humanos e ameaça à liberdade de imprensa. Os jornais locais sempre puderam fazer --e fizeram-- críticas duras contra o líder.
A muito mencionada e em vários círculos celebrada retórica anti-EUA é justamente isso: apenas retórica. Apesar de pintar dirigentes norte-americanos e outros alvos identificados com o capitalismo como o diabo, o comércio entre Caracas e Washington só fez crescer durante a administração do idealizador do socialismo bolivariano.
As muitas avarias institucionais provocadas pela gestão Chávez podem parecer coisa menor, sobretudo se comparadas aos ganhos na distribuição da renda. Seria um erro, porém, desprezar sua importância. Caberá aos historiadores do futuro emitir pareceres mais definitivos, mas eu acredito que elas poderão custar ao dirigente uma apreciação benigna da posteridade.
A questão central é que, no mundo contemporâneo, instituições são tudo. Já falei aqui do livro "Why Nations Fail" (por que nações fracassam), de Daron Acemoglu e James Robinson, em que eles mostram de forma bastante persuasiva que, no longo prazo, países só funcionam quando contam com instituições que promovem o poder político dos cidadãos e lhes permitem tirar proveito das oportunidades econômicas.
Chávez até maximizou as possibilidades de os mais pobres usufruírem das comodidades materiais do mundo moderno, mas fracassou em modernizar as instituições políticas do país. Ao contrário, ele as distorceu, fazendo com que se subordinassem, não aos interesses do Estado, como seria desejável, mas a seu projeto de aferrar-se ao poder, bem ao estilo do velho populismo latino-americano.
Na melhor das hipóteses, o país levará algumas décadas para recompor estruturas de Estado impessoais e com uma repartição equilibrada entre os Poderes. Definitivamente, Chávez não foi um estadista.
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quarta-feira, 6 de março de 2013

Cinismo?


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Não gosto de líderes, tenho preguiça de exemplos autodeclarados, desconfiança de referências, ojeriza a modelos. Nunca fui fã nem de artista para prantear sua morte. Talvez, esteja ficando cínico. Ou tenha sido sempre.
Movimentos sem um único rosto são, hoje, os que mais me apaixonam. Daqueles que trazem a mente a imagem de uma maré de gente e não de uma única pessoa.
Se tivesse que eleger um herói, escolheria Antônio como o meu. Ele acorda às 5h da manhã, arruma suas coisinhas, pega duas conduções e vai até Santo Amaro para vender café da manhã na rua. Depois, quando os clientes desaparecem, é hora de começar a trabalhar como pintor, bico que rende algo no final do mês que sinceramente não vale a pena – mas como ele tem três crianças e uma mulher com câncer em casa, que luta há anos para não morrer na rede pública, pois não tem acesso ao Sírio Libanês, é o jeito. À noite, acende o fogo e começa a vender churrasquinho no ponto de ônibus para completar a renda. Chega em casa cinco horas antes de ter que acordar novamente. Como mora perto do autódromo de Interlagos, pôs sua churrasqueira perto de casa para conseguir algo em um final de semana lotado. A Guarda Civil Metropolitana levou tudo embora. Como ele ia trabalhar no dia seguinte? Sei lá.
É claro que ninguém gostaria de seguir o exemplo de Antônio. A sua vida, muito provalmente, não terá um final feliz para ser levada às telas do cinema. Não irá vencer a pobreza do sertão de Pernambuco e virar presidente ou superar o racismo da sociedade norte-americana e virar presidente – ou sair da periferia de qualquer país e virar presidente. Também não será usado como exemplo de programas como o “Amigos do Joãozinho”, em que crianças que comem biscoitos de lama seca e andam 115 quilômetros diários para ir à escola, sem a ajuda do Estado, superam tudo e tornam-se presidentes de multinacionais para, depois, superexplorar sua terra natal.
Mas no seu sacrifício diário, é ele quem faz o mundo girar. E luta contra a exploração que lhe foi imposta. E, nisso, ele não está sozinho.
Esperemos que os livros de história e nós, narradores da contemporaneidade (não apenas os profissionais, mas todos que têm uma conta de twitter, um blog, uma rádio comunitária ou um jornal mural e, portanto, são tão jornalistas quanto os outros), tenhamos a decência de registrar que não foram apenas reis, ditadores e presidentes que mudaram a realidade do nosso tempo mas, sim, o conjunto dos carregadores de pedra. Que leiamos Brecht e entendamos o que ele diz! Isso não tem sido o padrão da História, que supervaloriza e mitifica o indivíduo em detrimento ao coletivo quando escrita e passada adiante.
Não tiro a importância de pessoas, mas queremos heróis quando eles, simplesmente, não precisariam ser tratados como tal.
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Boa pergunta!

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Qual princesa a sua filha é?


[...] Antropologia, que entre coisas explica que masculinidade e feminilidade não são pautadas pela natureza, mas sim apreendidas pelos nossos modos de socialização, entenderia que para a Bruna a imagem de princesa não serviu como referencial para sua feminilidade. Ou seja, ser a dama que fica esperando seu príncipe pra história acontecer parece não fazer a cabeça da minha filha. Se for assim, acho que é sorte dela. Afinal, feminilidade é muito mais do que isso. Nós, as mães dessas meninas de hoje não crescemos com essa fantasia superfaturada – até porque a indústria das princesas Disney é uma invenção de duas décadas pra cá, criada, em parte, pela necessidade de mercado de vender produtos e brinquedos para a faixa feminina dos 3 aos 8 anos. 

Brincadeira de criança, como vemos, é assunto sério. A pesquisadora Michele Escoura, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, inclusive usou as princesas com tema de sua recém lançada tese. Uma dos pontos mais interessantes dessa pesquisa, feita com meninas de 5 anos, foi definir a preferência delas entre a Cinderela e a Mulan – esta última, na descrição da Disney, “uma princesa rebelde que desencadeia os acontecimentos na história a partir de suas ações”. Bom, as meninas em massa preferiram a Cinderela e, segundo a pesquisadora, elas nem consideravam a Mulan princesa, já que não tem cabelos longos, não usa vestido e nem se casa no final!

Argumento de criança é coisa mais séria ainda, e, nesse caso, o que o experimento da pesquisadora está mostrando, na minha opinião, é que o modelo de feminilidade que estamos comprando (e vendendo) está relacionado a um padrão estético pasteurizado e a um comportamento vulnerável da mulher, que só seria feminina se, no final da história, se casasse. Portanto, parece que estamos brincando errado com nossas meninas... Claro que não há mal algum em viver o conto de fadas, ao contrário, é pela fantasia que nossas filhas vivenciam experiências lúdicas e de aprendizado que são incomparáveis. Quem não quer dançar no fundo do mar, bailar na corte e ter fadas madrinhas? Que ótimo que ser princesa permita isso! E que ótimo também saborear ter superpoderes, salvar a humanidade com um sopro congelante ou com um cinto de mil e uma utilidades... Uma menina que cresce assim, com diversidade e riqueza de referenciais, aprende que não há apenas uma maneira de ser feminina e feliz, não acha?[...] 

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O cérebro que habito

Atordoado por não encontrar palavras adequadas para fazer um comentário sobre a postagem A Pele Que Habito, de Marise Morbach, resolvi recomendar a ela e aos leitores do blog um filme, como um contra-argumento ao filme de Almodóvar.
Frank e o Robô, uma comédia dramática de 2012, "escapou" do nosso circuito belenense de blockbusters de shopping, mas felizmente está disponível para locação e compra.
O filme está longe de ser uma obra-prima, mas nos mostra o relacionamento conturbado entre um ladrão aposentado (Frank Langella, em ótima atuação) e um robô, de forma simples e singela, nos induzindo a crer que a afetividade e a amizade dela decorrente são características inerentes a nós, humanos.
Sim, acredito no homem!

terça-feira, 5 de março de 2013

A pele que habito

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Faz um tempo que estou querendo escrever sobre um filme que me deixou parada, perplexa e aturdida. Confesso que depois dele o mundo dos homens - mundo masculino - passou a ter uma outra dimensão na minha precária consciência do que é o sexo masculino. Os números da AIDS são deprimentes, diante de uma sociedade como a nossa. Estamos no topo da cadeia biológica, e em todos os sentidos. Dizem que o mundo de antigamente era melhor; sinceramente? Não vejo como. Os números da violência são esmagadores, mas, penso, já foi pior. Mas, havia uma violência que eu projetava nos seres do sexo masculino, mas não conseguia descrever. E, próximo ao Dia Internacional da Mulher, esta violência inominável acabou por adquirir uma forma, um conteúdo, um sentido. Eu voltei à tela de cinema para relembrar, em detalhes, um dos filmes mais violentos que já vi:  A pele que  habito. O filme do cineasta espanhol Pedro Almodóvar me deu um soco no queixo, de tal magnitude,  que fiquei pasma, calada, alucinada. Como foi possível escrever e dirigir aquilo? O que era aquilo?  Meu filho, de 22 anos, chegou do cinema calado e mudo. Depois que assisti, entendi. Se homem fosse - no sentido de ter um falo real - não conseguiria dizer nada a ninguém por long long time. Desde que comecei a ver os filmes de Almodóvar, dizia sempre a mesma coisa: Nenhum homem conhece mais as mulheres do que o Almodóvar. Ele fala sobre nós como se uma de nós ele fosse. Depois de A pele que habito, posso dizer com tranquilidade: pela primeira vez um homem me disse o que é um homem. Entendo o silêncio de meu filho.





8 de março

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Bom dia! O Dia Internacional da Mulher está chegando em 8 de março. E, junto com ele, as flores, as homenagens e os demais salamaleques. Nós merecemos todas as homenagens! E eu as considero muito aquém do que merecemos e desejamos. Mas, é aceitável! O que preocupa são os números da AIDS, no Pará. O que preocupa é perceber que nossos companheiros não estão usando camisinha, e que nós somos as maiores vitimas da AIDS, no Pará, neste momento. O quadro é dramático, e vai se misturando aos demais, tornando a cena cada vez mais confusa e dolorosa. A medicina deu passos largos; a cura de inúmeras doenças, e os recursos técnicos disponíveis, aumentaram as nossas expectativas de vida. Mas a AIDS mata. A verdade é esta: AIDS mata. Mas, continuamos a ignorar a questão, já que há paliativos e saídas. E a melhor saída para a AIDS é a prevenção: camisinha, sexo seguro, inclusive com os nossos parceiros habituais. A minha ficha demorou para cair; mas caiu! Sou dá geração que  conheceu de frente a AIDS, sem saber do que se tratava. Os gays foram estigmatizados pelo medo do que desconhecíamos. E, hoje,  eles estão mais protegidos do que nós: Mulheres. A AIDS entrou na casa das  "mulheres casadas", que imaginavam estar protegidas de todo o mal. São as mais desprotegidas, hoje. E por que será?  A resposta é simples, mas o dia-a-dia de um casamento,  não é! São medos, são valores, são machismos: são muitos os problemas e os impasses. Não tenho AIDS. Não tenho, que bom! No dia 8 de março é preciso encarar os fatos: nós estamos sendo vitimadas pela AIDS. É hora de acordar!
O dia 8 de março teve origem  com as  mulheres russas -  diz a lenda - em suas manifestações por melhores condições de vida. Mas a batalha é longa, e está muito longe de terminar. Vamos acordando e adormecendo em meio ao front. No sul do Pará, a AIDS segue galopante,  ao lado de machistas e de mulheres tristes; muito tristes. É preciso ampliar as campanhas de prevenção da AIDS; é preciso usar camisinha; é preciso!!!


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segunda-feira, 4 de março de 2013

Seres complexos

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Angeli

Plágio à vista!!!


Fiquei muito curioso com a polêmica envolvendo os livros Max e os Felinos (do falecido escritor gaúcho Moacyr Scliar; 1981) e Life of Pi (do canadense Yann Martel; 2001), celeuma esta reverberada pelas recentes estatuetas do Oscar (quatro!) recebidos pelo filme homônimo Life of Pi.
Sem qualquer pretensão literária e imerso em simples curiosidade, passei à leitura, inicialmente do Max e logo em seguida do Pi (este optei por ler em inglês, apesar de haver edição em português recente da Rocco).
Fiquei pasmo com o número de "coincidências", e incrédulo com o fato de Scliar nunca haver processado Martel.
Fuçando um pouco, tive alento (mínimo, é bem verdade) ao descobrir na Folha de São Paulo que o escritor gaúcho pelo menos pensou em processo lá pelos idos de 2002, quando Pi virou um best seller em escala global.
Acabei descobrindo, para minha tristeza, que no mundo maravilhoso do multimilionário mercado editorial muitas situações também terminam em acordos velados na pizzaria.
Pois desta minha experiência de comparação entre as duas obras, acabei ficando apenas com um gosto residual amargo de derrota e injustiça.
E nada mais.

É a marvada da pinga da Inezita; é a volta por cima de Lourdes Barreto; é a mulher na fita e nas ruas



Devo dizer que estou me divertindo pacas com Moda da Pinga, de Inezita Barroso, que completa 88 anos de idade hoje. Aposto que os internautas também vão se divertir com o vídeo postado aqui. Por outro lado, estou triste pra caramba com “a tragédia anunciada” na sede do Gempac (Grupo de Mulheres Prostitutas da Área Central), no bairro da Campina, em Belém, que ocorreu no último dia 1º, poucas semanas depois dos 70 anos da Lourdes Barreto, uma das bravas guerreiras da entidade. Sim, e ainda estamos no mês de maio, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher.

Sendo assim... bota a vitrola pra tocar e dá um “alô” pra sacolinha das mulheres: “não deixe a luz da esquina se apagar”.


Segunda-feira

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domingo, 3 de março de 2013

Lúcio Flávio Pinto: Nós é que agradecemos!

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Obrigado, Marise e demais amigos. Este espaço democrático me permite relembrar os tempos de universitário em São Paulo. Lá na Sociologia e Política éramos de vez em quando chamados para enfrentar a "direita" em debates memoráveis no campus da USP. Havia "direitistas" de excelente formação. Contra eles não se podia apenas usar slogans e clichês cunhados sob a bênção metafísica do progresso, do "progressismo". Era preciso conhecimento, aquela "sustância" do caboco. A "esquerda" tinha excelentes militantes, cuja militância só permitia leituras apressadas, sem aprofundamento. Além disso, suas leituras eram sectárias, tendentes ao dogma. Jornalista desde a tenra idade, me viciei em ser escravo dos fatos e da verdade. Daí que só dizia que fulano era "direitista" se pudesse mostrar em que aspectos seu pensamento ou sua prática o caracterizavam como tal. Prova da verdade é a demonstração, uma construção com a argamassa de fatos e lógica. Por isso, éramos chamados para enfrentar essa "direita" ilustrada, produto de gerações de elites bem alimentadas e bem vividas. Tudo isto para dizer que não existe a verdade absoluta, A verdade. Às vezes acerto, às vezes erro. Mas estou em praça pública, à disposição para o teste da demonstração. A coisa é bem simples: é só crescer e aparecer. Ir pra praça e dialogar ou duelar. Sempre visando o bom combate. A Amazônia oferece a rara oportunidade de bons combates. Pena que a praça esteja vazia e os bares, lotados. Beijo. Lúcio Flávio Pinto
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Lúcio Flávio Pinto está se referindo  a este post , do dia 21/3/2012.

minissérie: A médica e o monstro



CAPÍTULO 1 (19/02/2013)



Médica é presa sob suspeita de provocar mortes de pacientes no PR

A médica responsável pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Universitário Evangélico de Curitiba foi presa nesta terça-feira sob suspeita de ser responsável pela morte de pacientes internados no local.

Virgínia Helena Soares Souza é médica há 30 anos e intensivista no Evangélico, hospital filantrópico que é referência para o atendimento pelo SUS em Curitiba e região. Ela foi presa em caráter temporário pela manhã.

Em nota, o hospital afirmou que "desconhece qualquer ato técnico [da profissional] que tenha ferido a ética médica" e disse "reconhecer sua competência".

As investigações correm em segredo de Justiça, motivo pelo qual nem a polícia, o hospital ou o Ministério Público fornecem informações detalhadas sobre o caso.

Foram cumpridos nesta terça-feira mandados de busca e apreensão de prontuários médicos de pacientes já atendidos na UTI do hospital, composta por 18 leitos. A unidade serve de retaguarda para o pronto-socorro do hospital, que é o maior de Curitiba.

Como a instituição é referência no atendimento pelo SUS, as secretarias da Saúde do Paraná e de Curitiba instauraram uma sindicância para apurar os fatos.

A prefeitura também solicitou a substituição de toda a equipe da UTI até a conclusão das investigações e disse que vai nomear um médico-observador para acompanhar a unidade nesse período. 
Reportagem publicada no Jornal "Folha de São Paulo"





Capítulo 2:

Anatomia de um crime

Pelas primeiras informações divulgadas, seria o maior escândalo médico da história do país. Num consórcio macabro, médicos, funcionários e a direção de um hospital de Curitiba estariam assassinando pacientes na UTI para substituí-los por outros mais rentáveis e aumentar seu faturamento.

Profissionais foram presos e estão sendo investigados por homicídio doloso qualificado. Surgiram testemunhas descrevendo o inferno. Um delegado anunciou que checaria todos os óbitos ocorridos no hospital nos últimos sete anos.

A história era muito inverossímil desde o início, mas, à medida que o tempo foi passando, a polícia entrou em mais contradições que os suspeitos e o grande escândalo foi murchando. A motivação financeira foi a primeira a ser descartada. Depois, desapareceu misteriosamente o policial que havia sido infiltrado na UTI e, ao longo de dois meses, constatara os abusos. Agora, a polícia diz que obteve autorização judicial para fazer a infiltração, mas desistiu. Surgiu até um erro grave de transcrição no material coletado pelas autoridades.

Ainda é cedo para cravar que não houve nenhum tipo de delito, mas, aparentemente, só o que sobra são algumas declarações meio destrambelhadas da chefe da UTI. Há gravações que registram frases como "Quero desentulhar a UTI, que está me dando coceira". Isso é compatível com a síndrome do "burn out" (esgotamento), comum entre médicos, mas dificilmente uma prova material de assassinato.

Na verdade, se despirmos a frase de seus aspectos mais grosseiros, ficamos com uma verdade. As UTIs brasileiras, de um modo geral, retêm os pacientes por muito tempo. Por aqui, ainda é comum indicar cuidados intensivos para doentes terminais, o que implica altos custos não apenas financeiros como também morais e psicológicos. Essa é uma discussão que, por razões culturais, evitamos, mas deveríamos travar.

Hélio Schwartsman (Folha on line) é bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. 

Capítulo 3: 
Da Escola Base à UTI de Curitiba

Há 19 anos, os responsáveis pela Escola de Educação Infantil Base foram surpreendidos por um redemoinho de acusações, todas falsas.

Receberam reparação financeira por danos morais mas, para as sequelas dos danos emocionais, não houve nem haverá consolo.

No dia 19 deste mês, foi presa a médica-chefe da UTI de um hospital universitário de Curitiba, onde atuava há vários anos. Dias depois, o mesmo ocorreu com três outros médicos da mesma UTI.  O crime: eutanásia (abreviar a vida, sem dor ou sofrimento, de doente incurável).

Até o dia 23, o Conselho Regional de Medicina do Paraná nunca havia recebido denúncia contra a UTI. Com insistência, solicitou à Polícia cópia dos autos, recebida no dia 26, por decisão judicial.

A direção do hospital, indiferente ao destino dos médicos, apenas comunicou mudanças na equipe.

Da mesma forma que no escândalo da Escola Base, é possível que seja outra a verdadeira história.

Uma UTI dispõe de avançados recursos e tratamentos de suporte a doentes em risco de vida. Os pacientes, encaminhados à UTI, em situação crítica, têm ali maior chance de sobrevivência que no leito comum do hospital.  Apesar disso, segundo explica o professor J. Randall Curtis, da Universidade de Washington, na revista "Lancet", por mais avançados que sejam os recursos de uma UTI, esse é o local onde a morte é comum e cuidados de fim de vida são constantes.

Julio Abramczyk (Folha on line), médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. .



Capítulo 4:

A Dignidade de Morrer 
Um velho e bem-humorado clinico da Columbia University ad­mitiu que, comparado com seu tempo, hoje está mais difícil morrer e que a maioria das pessoas não conseguem mais na primeira tentativa.

Na imensa gama de conquistas que tornaram a medicina mais ousada e mais eficiente, certamente um papel importante coube à terapia intensiva, que, enriquecida de uma tecnologia cada vez mais sofisticada, tem garantido o suporte das funções vitais em situa­ções absolutamente críticas e recuperado para a vida normal mi­lhares de pessoas, que em outras épocas morriam de mãos dadas com a família.

As famílias estavam convenientemente condicionadas pelo irreversivel, e as lagrimas e as orações e o incenso queimando eram poções obrigatórias de um ritual que envolvia a dor da perda inevi­tável, a preparação para o que acreditavam que viria depois e a tentativa de disfarçar o inconfundível cheiro da morte.

o prestígio da tecnologia e a divulgação dos grandes feitos da medicina moderna têm conduzido a maioria dos leigos à ideia equi­vocada de que a morte que ocorra fora das unidades de terapia imensiva significa, em princípio, uma decorrência da subutilização dos recursos médicos disponíveis.

E com isso os medicos são muitas vezes pressionados a leva­rem para a UTI pacientes moribundos, porque os familiares inconscientemente consideram que a morte natural, cercada do cari­nho dos que realmente vão lamentar a sua perda, simboliza uma de­sistência antecipada, com direito a sentimento de culpa no futuro.

E o médico menos experiente, não sabendo como manejar essa situação difícil e temendo ser acusado de omissão ou negli­gência, sucumbe ao impulso de mostrar serviço e protela o sempre desconforravel exercício de impotência que envolve o anuncio de que a morte é inexorável.

Ignoram que a UTI não é lugar de se morrer, mas de se lutar·contra a morte, com toda a força e desesperadamente, mas tão-­somente quando se antecipe uma vida digna depois desse enfren­tamento.

Ninguem que seja portador de uma condição clínica irrever­sível merece a frieza, o tumulto, a independência afetiva e a impes­soalidade de uma Unidade de Terapia Intenslva.

Os alarmes os bipes, o ruído das máquinas, a luz constant, a proximidade da desgraça, a nudez desprotegiada, a conversa alienada de pessoas que parecem não entender o significado dad or física nem ter a minima ideia do que seja o medo da morte fazem da UTI o inferno terrestre para os pacientes lúcidos.

Precisamos definitivamente entender que toda a tecnologia maravilhosa, mas agressiva, só tem sentido para recuperar a vida, nunca para protelar a morte.

Preservar a dignidade de morrer é conservar-lhe a naturalida­de. É fugir do horror contido no olhar perplexo dos moribundos que, sem chance de escolha, sentem-se encurralados entre máqui­nas frias e encaram-nos com o cenho franzido, o rosto encovado e o nariz pontudo. Como uma acusação!

José Camargo (Jornal Zero Hora), Cirurgião Torácico e Autor do Livro: "Não pensem por mim".

The English National Ballet is Harlem Shaking

O jornal inglês  The Guardian chama de um fenômeno víral do You Tube. Já o jornal português O Público resume: "Difícil de explicar, fácil de dançar" . O certo é que a onda ataca até mesmo grupos acima de qualquer suspeita; gente que estaria em ambiente fora do alcance das ondas "populares". Prova disso é que na semana passada, nada menos que o The English National Ballet caiu no Harlem Shake. Eu acho é ótimo.

Boa!


A ditadura gay em andamento
Prof. Alan/Blogosfera

Ouço de várias pessoas que há uma ditadura gay em pleno vigor, senão em andamento para ser implantada.

Quantos heterossexuais você conhece, ou já leu em alguma notícia, que foram espancados ou mortos, por gays, exclusivamente por serem heteros?

Você já presenciou, ou ficou sabendo, ou leu que algum hetero foi discrimninado por um gay, em alguma situação, só por ser hetero?

Você já viu ser aprovada alguma lei concedendo aos gays algum direito especial, negado aos heteros? Aliás, você ouviu falar que alguma lei criminalizando a homofobia foi aprovada no nosso Parlamento?

(Se você fosse discriminado, ofendido, espancado e morto exclusivamente por sua condição pessoal, não gostaria que na nossa democracia houvesse uma lei garantindo a você o direito à vida e à integridade física?)

Você certamente conhece algum homofóbico - desses que quer matar todos os gays a pauladas. E deve conhecer muita gente que torce o nariz pra quem é gay, somente por esse motivo. Conhece algum gay que queira matar heteros só por eles serem heteros?

Quantos juízes e promotores assumidamente gays você conhece?

Quantos deputados (além do Jean Willys - PSOL/RJ) e senadores são gays assumidos?

De quais ministros dos Tribunais Superiores assumidamente gays você já ouviu falar?

Sabe da existência de algum ministro de Estado, presidente ou ex-presidente brasileiro gay?

De algum general, almirante ou brigadeiro gays?

Algum governador, prefeito, deputado estadual ou vereador assumidamente gays, conhece?

Então o núcleo dos poderes do país é essencialmente heterossexual (e não raro é conservador), e você ainda acha que estamos numa ditadura gay - ou a caminho dela?

Suas ideias não correspondem aos fatos, meu amigo.



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sábado, 2 de março de 2013

Entrando e saindo de Belém por água


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O governo de Ana Júlia Carepa(PT) deixou uma obra na Rodovia Arthur Bernardes, que é um terminal fluvial. O governo atual,  de Simão Jatene,  diz que é caro, ou não  é viável, o terminal. O fato é que dinheiro público foi colocado ali. Então, pelo menos um po-po-po; um barquinho, deveria atracar ou sair de lá.  Nós contribuintes,  adoraríamos saber o que será feito deste terminal fluvial. Eu adoraria saber! Por quê não funciona? Ou funciona? Ana Júlia comentou sobre este porto em seu blog, deixo os comentários dos leitores do blog de Ana Júlia Carepa. Vamos procurar saber mais sobre este porto fluvial? Será que está faltando veemência  nos discursos públicos? Será que todos estão de conchavo para 2014? Será que o gato comeu a língua? Não sei! O que sei é que gostaria de saber por que o Porto Fluvial da Rod. Arthur Bernardes, construído no governo de Ana Júlia Carepa, não serve aos fins para os quais foi construído? Aliás, quais são os fins?!?

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É inaceitável! Simplesmente!


Na manhã de 24 maio de 2011, José Cláudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo, dois dos mais atuantes ativistas da Amazônia, foram alvo de uma tocaia numa estrada de terra em Nova Ipixuna (PA).
France Presse
José Cláudio e sua mulher, mortos no mês passado, foram homenageados em Belém
José Cláudio e sua mulher, mortos no mês passado, foram homenageados em Belém
Tiros de escopeta e de revólver perfuraram seus corações e pulmões. José Cláudio teve parte da orelha direita cortada como prova de sua morte. Corpos abandonados à beira de um riacho, os extrativistas entraram em uma lista na qual já estão Chico Mendes e Dorothy Stang.
Após dois meses, investigações concluíram que houve um crime de mando executado por dois homens.
E um ano e meio depois, o Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária) considerou a mulher do homem acusado de ordenar a morte do casal apta a ocupar a terra cuja disputa supostamente levou ao assassinato dos dois.
Editoria de Arte/Folhapress
Antonia Nery de Souza, mulher do pequeno fazendeiro José Rodrigues Moreira, réu por duplo assassinato qualificado, consta como assentada, segundo lista do Incra obtida pela Folha, no lote 41 do Núcleo Maçaranduba 2, dentro do assentamento Praialta-Piranheira. A situação foi homologada no dia 14 de dezembro de 2012.
É a mesma terra que Moreira, segundo a polícia, comprou ilegalmente por R$ 100 mil (lotes de reforma agrária não podem ser vendidos) em 2010 e da qual tentava expulsar três famílias apoiadas pelo casal de ativistas.
Moreira --que está preso-- nega envolvimento nos assassinatos. Se não estivesse, teria o direito de ser assentado junto com Antonia, que ocupa o lote.
INVESTIGAÇÃO
A polícia entendeu que o fazendeiro tramou o assassinato após perceber que José Cláudio e Maria eram o maior empecilho para que ele ocupasse a área. Além de defender as famílias, o casal, já em conflito com outros madeireiros e fazendeiros da região, poderia denunciar Moreira caso ele resolvesse desmatar o lote para criar gado.
Antes mesmo do crime ele já pedira a posse da área. A possibilidade de seu assentamento já era conhecida por organizações de trabalhadores rurais --que avisaram o Incra da situação em 21 de maio do ano passado.
"Agir assim é legitimar o processo ilegal de venda de lotes em assentamentos e, ainda mais grave, é premiar o [suposto] mandante do assassinato brutal das duas lideranças", disseram a Comissão Pastoral da Terra, a Fetagri e o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Nova Ipixuna ao superintendente do Incra em Marabá, Edson Bonetti.
No texto, as organizações afirmam que pessoas ligadas a Moreira, "laranjas", haviam sido enviadas ao local para garantir a posse da terra e que continuavam ameaçando as lideranças do assentamento.
Elas alegam também que as três famílias que incomodavam Moreira --e que ainda não eram assentadas-- foram embora logo depois dos assassinatos, temendo elas próprias serem mortas.
O suposto mandante do assassinato e os dois homens acusados de terem executado o casal devem ser julgados no dia 3 de abril.
OUTRO LADO
O Incra diz que houve erro em considerar Antonia Nery de Souza, mulher de José Rodrigues Moreira, apta a ser assentada, e que tentará na Justiça retomar o lote. Segundo o órgão, apesar de ocupar o lote, Antonia ainda não chegou a entrar na lista de beneficiários da reforma.

Oh!

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Com o título de Clima de Rompimento o jornalista Paulo Bemerguy anuncia, em seu blog Espaço Aberto , o eminente conflito entre PMDB e PSDB. O jornalista insinua que o conflito não será aberto. Eu acredito que ele já é aberto e público. Não poderia ser diferente no Pará, aquilo que é a base nacional do arranjo republicano. Por muito tempo as oligarquias políticas paraenses acharam que era só fazer o jogo, e tudo estava nos conformes. Mas mudou. E mudou muito. O PT é equivocado e burro no Pará; mas não é nacionalmente. Foi perdulário e fútil no comando de José Dirceu. Agora, vai ter que se recompor e dar as cartas no Pará; e junto ao PMDB, é claro.Oh, deuses! PSDB sofre com sua política familiar e meritocrática, diante de um estado solapado pela violência institucionalizada - de cabo a rabo - nos poderes republicanos que aqui estão. Verdadeiramente lamentável tudo isto. Mas, como dizia, o PT e o PMDB vão dar as cartas por aqui; será inevitável; e virão na bandeira do separatismo. Pode ser que o PSDB fique em maus lençóis no Oeste paraense. E por falta de grana. O governador fará tudo pelo Oeste paraense; mas não poderá fazer milagres. Bom, o clima não é de rompimento: este já aconteceu! O clima é de cobrança judicial e de "polícia mineira". Aqui, estamos na marca da décima cidade mais violenta do mundo. É isto? Aqui, temos o aumento vertiginoso da AIDS: Com a diminuição vertiginosa das campanhas de prevenção e de uso de camisinha. Enfim, é nauseando, por um lado. E estamos em pleno conflito, pelo outro. 

A Voice

Yudice Andrade, com o post sobre músicos procurando um vocalista,  me lembrou que há tempos queria escrever algo sobte Mark Lanegan, uma das vozes mais singulares da cena rock/pop mundial. Com voz rouca e soturna,  Lanegan é do estado de Washington (USA). Ele foi vocalista da banda Screaming Trees, que fazia parte da cena grunge de Seattle. Ele também participou do mega projeto grunge Mad Season (com membros do Pearl Jam, Alice in Chains, entre outros). Ele tem uma  carreira solo super elogiada, mas sempre participa de  álbuns, shows e projetos de bandas como Queens of Stone Age, Mondo Generator, e de gente como PJ Harvey. Em2006, ele se juntou a Isobel Campbell, ex-vocalista da banda Belle and Sebastian e juntos lançam o álbum Ballad of the Broken Seas, elogiadíssimo pela crítica. Em 2010, a dupla fez outro  CD, Hawk, também super elogiado.
Em 2012, a Mark Lanegan Band lançou Blues Funeral, um CD que apareceu na lista dos 10 melhores do ano passado em quase todas os jornais e  revistas especializadas. Aqui, nesse vídeo, ele mostra algumas canções (set list abaixo) e é um deleite ver e ouvir músicos tão bons. Não foi à toda que a  revista inglesa New Musical Express (NME) resumiu :“It’s all brilliant.” 
  1. The Gravedigger's Song
  2. St. Louis Elegy
  3. Riot In My House
  4. Harborview Hospital

sexta-feira, 1 de março de 2013

Cidade Velha

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Na pressa de trocar as placas da Cidade Velha, nem CEP colocaram. Vamos perguntar para a Dulce Rosa de Bacelar Rocque, presidente da CVIVA. Vamos perguntar  para os moradores da Cidade Velha. E não vamos perder a oportunidade de dizer que a vista da Casa das Onze Janelas é simplesmente divinal! Não vamos perder a oportunidade de dizer: A Cidade Velha é patrimônio da cidade!!! Quase perdemos tudo; mas não podemos perder tudo? Ou não é?

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Jornal Pessoal

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Lúcio Flávio Pinto tem razão. Mostra o tamanho da cobra, na edição que está nas bancas - 2ª Quinzena de fevereiro/2013. Prestem bem atenção  ao  que escreve Lúcio Flávio,  na matéria O medo e o silêncio, desta edição. Ele fala sobre a apreensão do jato da ORM Air; e descreve a sonegação que garante a vida boa do grupo: e que resultou na apreensão da aeronave. São revelados fatos que explicam a vida perdulária dos Maiorana. E o  que permite que eles continuem  vivendo  a vida numa boa. Escreve Lúcio Flávio:  "os auditores fiscais  pessoalmente e por suas organizações representativas, denunciaram os propósitos malévolos e simulados da campanha de denúncias do grupo Liberal. Deram nomes aos bois e se apresentaram de cara limpa para repudiar a tentativa de chantagem do jornal". Tudo isto e muito mais, nas bancas. No  Jornal Pessoal desta quinzena! 

Olha só que bacana

Uma notícia para os articulistas do Flanar, que são conhecidos pela sofisticação de seus gostos musicais.
Músicos de bandas famosas querem se unir para formar um grupo de responsa. E estão à procura de um vocalista à altura da empreitada. É claro que não dá nem para imaginar o que esses caras podem ter na cabeça, então façamos um mero exercício de ludicidade: quem você gostaria que fosse o vocalista dessa nova banda?

Mesmo eu, que proponho a brincadeira, tenho grande dificuldade em pensar em alguém, porque não conheço os estilos das bandas mencionadas na notícia. Minha ignorância musical me faz pouco distinguir rock de samba! No entanto, temos o Barretto, que é músico nas horas vagas; o Scylla, habitual comentador do tema; e, claro, o nosso DJ, Val-André.

Quem tiver sugestões que as dê. Abraços.

É o que interessa.....

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Como cientista política posso afirmar que a felicidade é uma questão que interessa aos indivíduos desde sempre.....tá em Aristóteles, tá em Platão; tá em Mick Jagger........

Lavagem cerebral


Quando eu era bem criança, a minha meca era a banca de revistas do Largo de Santa Luzia.
Grande, aliás, enorme (assim me parecia), cheia de quadrinhos reluzentes e revistas de capas bem coloridas, a banca levava toda a minha verba mensal e ainda me provocava desejos atrozes de comprar mais e mais revistas.
Desenvolvi então um "sonho acordado" que envolvia uma espécie de "dinheiro imaginário" que eu sempre carregava no bolso direito da minha bermuda, na verdade uma bilhete supostamente assinado pelo então presidente Emílio Garrastazu Médici, ordenando que o dono da banca me fornecesse todas as revistas que eu desejasse.
Havia um outro bilhete, que ficava guardado no meu bolso esquerdo, no qual o presidente ordenava gentilmente que a Padaria Circular, na esquina da Tv. Dom Pedro com Tv. Jerônimo Pimentel, me desse todos os pastéis de queijo que eu pedisse.
Não tenho como recordar disso tudo sem rir sozinho.
E é lógico que jamais tive coragem de usar o "dinheiro" do General Médici.
Não consigo me lembrar até quando esse delírio persistiu, mas é bem claro na minha memória embaralhada sobre aqueles anos tão difíceis da nossa história (e eu nem suspeitava que havia uma ditadura em curso!) que não chegou a atingir o governo Geisel, pois dele jamais tive ordem alguma nos bolsos. 
Hoje me indago como pude ter os meus infantis neurônios tão bem lavados nas aulas de Educação Moral e Cívica e sequer desconfiar?!...
Como?!

O tempo voa