sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Saúde materna e neonatal
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
A "judicialização" da saúde
Os gestores reclamam que o Ministério Público atua sem considerar informações científicas importantes, usando apenas do imperativo das previsões legais para nortear suas ações. Por sua vez, os promotores e juízes alegam que tomam decisões (para fornecimento de tratamentos e, por conseqüência, incorporação de tecnologia ao SUS ou ao rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde), porque os orgãos de saúde não apresentam justificativas robustas que contribuam com a lógica jurídica.
O assunto é especialmente impactante no que respeita aos chamados medicamentos especiais, aqueles com previsão eventual de fornecimento, ou não contemplados nas políticas de fornecimento de medicamentos à população. Para termos uma idéia, nesse quesito, entre 2003 e 2007, na ordem de bilhões de reais, houve um aumento de mais de 200% no gasto do Ministério da Saúde, sem que necessariamente a aplicação desses recursos fosse traduzida no aumento da sobrevida ou na melhoria da qualidade de vida de quem por medida judicial garantiu acesso a alguns desses medicamentos de alto custo.
E o pior: em algumas situações, alega-se, a justiça obrigou o governo brasileiro a garantir acesso à tecnologias de saúde que sequer têm registro legal na Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA. Numa situação em que recursos orçamentários/finaceiros são necessariamente finitos - no Brasil, nos EUA ou na fábrica de picolé do seu Zé-, decisões mal fundamentadas obrigam remanejamento de recursos de outras áreas, originando na boa fé desigualdades no direito e no acesso à saúde. Despem-se alguns santos, para vestir outro, não raramente em condições de incerteza do milagre.
A questão, portanto, é resumida na indigência de informação adequada para a tomada de decisões graves. Informação heterogênea e especializada, que deve necessariamente ser solicitada para balizar o pensamento jurídico. Conhecedores da necessidade de qualificar a complexa proteção ao direito à saúde, o Ministério da Saúde e o MP desenvolvem um conjunto de ações para qualificar a incorporação de tecnologias no sistema de sáude brasileiro. Quem sabe por essa razão, na atual questão da vacina contra varicela (catapora), feita rápida vista na literatura internacional sobre o assunto, parece-me que o pedido do MP têm amparo em evidências científicas, que justificam fornecimento do imunoterápico à população de Santa Izabel - SP. É um bom sinal de progresso nesse desnecessário conflito de semânticas.
Os Brasis - 95 /06
Vírus novo com velhas práticas

Clique na imagem para ampliar
Mais um risco a segurança dos incautos usuários de computadores pessoais. Nenhuma novidade nisso. Afinal de contas, quase todos os dias temos novas ameaças digitais. A novidade é que se trata de um vírus à moda antiga.
Ao ser contaminado através de arquivos encaminhados por e-mail ou por programas de compartilhamento, o usuário será submetido a uma espécie de interrogatório. Até um momento em que a praga informa que o usuário deu a resposta incorreta (óbvio que não dá para acertar) e apaga todos os dados de seu computador, desabilitando o mouse. Quem não tiver backup, sifu!
Descoberto pela empresa de segurança Panda, o Live Death ataca máquinas com Windows da versão 3X (ainda existe alguma por aí???) ao XP.
Afinação automática nas novas Gibson

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Memória
Água fria
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Andar com fé eu vou
Live and let die
Com respeito ao registro de óbitos a situação é, arrisquemos, menos filosófica. Na vera mais de 50% das mortes ocorridas no mundo não têm causa definida. Detalhes dessa questão importantíssima estão no pequeno e esclarecedor Who needs cause-of-death data? , escrito por um sujeito com sobrenome assaz esquisito, Peter Byass, embora referendado pela Organização Mundial da Saúde.
Em termos públicos tal informação é preocupante, em razão de arriscar as estratégias de prevenção, tratamento e recuperação dos danos a que as populações estão expostas, especialmente quando se consideram cenários que não excluem deslocamentos populacionais intra e inter países, e a influência de seus diferentes fatores determinantes de saúde.
(O título do comentário refere-se à canção do ex-beatle Sir John Paul McCartney, trilha sonora de um dos títulos da série 007, de igual título e estrelado por Roger Moore nos idos 73.
Flanar, numa ocasião em N.Y. City, teve um prazer que poucos mortais brasileiros usufruíram. Enquanto flaneur, dividiu a sala de um pequeno museu privado com McCartney, que, anônimo, apreciava a mesma obra que o nosso blogger. Meu conterrâneo e amigo ficou em tal estado de choque diante ao inesperado que nem teve a iniciativa de pedir ao famoso roqueiro inglês um autógrafo).
Mira, Hugo
A derrota foi escandalosa principalmente porque o Coronel Chávez se diz líder de uma revolução socialista em curso. Mas foi escandalosa menos pela diferença mínima entre o Si e o Non do que pela gigantesca abstenção de quase 50% dos eleitores venezuelanos. Absenteísmo desse nível não sé tolerável quando revoluções estão em curso, menos ainda quando falamos de um país com esmagadora maioria de pessoas pobres, para quem de fato o presidente Chávez tem buscado governar com prioridade. Isto só acontece quando algo muito errado está ordenando uma estratégia política... e desta vez parece que Tio Patinhas, Mickey, Pateta e Papai Noel não têm culpa alguma no cartório.
Samba-tango, sem rock
Batman
Bota-abaixo o bloqueio
Num movimento que parece articulado, este mês, a partir de solicitação de Alice Alonso, diretora do Balé Nacional de Cuba, cidadãos norte-americanos, em que se incluem Sean Penn, Danny Glover, Gore Vidal, Alice Walker, Ry Cooder e grande elenco, enviaram à Casa Branca apelo para que fosse revista a política norte-americana de contínua hostilidade contra o governo do presidente Fidel Castro.
É de fato uma situação absurda, mantida pela paralisia da diplomacia desarmada dos EUA e pelo tremor de Washington (Democratas ou Republicanos) de contrariar os contra cubanos, que pesam nas eleições presidenciais. Portanto, não tem nada a ver com o socialismo caribenho de Castro, pois senão a aproximação com a híbrida China (com enclaves capitalistas, mas comunista) não teria evoluído tão favoravelmente, ao ponto de Pequim mandar semana passada os navios da invencível armada voltarem da beira do cais para águas internacionais, como represália ao fato do Presidente Bush ter andado de afagos com o sempre risonho Dalai Lama.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Como postar vídeos do You Tube 2
Entretanto, quando os vídeos do You Tube são publicados em blogues, eles exibem o botão MENU (sempre localizado no canto inferior direito da janela de vídeo) que, quando clicado, exibe não só o código "embed" como a URL que direciona seu usuário para outra janela no navegador. Você pode então, obter o código "embed" de um outro blogue. (Não esqueça. Seja correto(a). Diga de onde você obteve o vídeo, linkando o blog amigo).
Existem portanto ao menos 2 opções de obter o código "embed".
Vamos dar um passo-a-passo utilizando como exemplo, o post de Oliver sobre o Trash pour 4, publicado aí embaixo.
1) Acesse o blogue (Opção A) ou a página do You Tube (Opção B) que contém o vídeo.
2) OPÇÃO A: Clique no botão MENU da janela de vídeo e em seguida, clique no botão Copy to Clipboard referente ao código "embed".

Código "embed" obtido pela opção A em blogues.
OPÇÃO B: Digite CTRL-C na janela do canto superior esquerdo do You Tube que contém o código "embed" referente ao vídeo que você deseja publicar.
Utilize uma OU outra opção, entendido?

Código "embed" obtido pela opção B, no sítio do You Tube.
3)Vá até a janela de postagem do Blogger e, com a aba ESCREVER selecionada, digite o texto que deseja para comentar sobre o vídeo que vai adicionar ao blog, se for o caso.

4) Ainda na janela de postagem, feito o texto, clique agora na aba Editar HTML. Você ainda conseguirá ver seu texto digitado, talvez cercado por códigos de formatação. Vá até o início do texto e dê dois espaços para poder colar seu código "embed", copiado no passo 2.
5) Ponha o cursor do mouse no canto superior esquerdo da área de postagem e cole o código copiado no passo 2, digitando CTRL-V (Colar).

Clique na imagem para ampliar e ver com mais detalhes.
6) Agora é só clicar em PUBLICAR POSTAGEM e, voilá!
Seu vídeo estará no blogue junto com o texto, se optou por fazê-lo.
Boa sorte!
CPMF também é risco a segurança digital

Captura de tela do e-mail fraudulento.
Assine este abaixo-assinado contra a CPMF e tenha suas senhas bancárias roubadas.
Pois é exatamente o que acontece se você cair nesse golpe da hora na web.
Circula pela internete um e-mail fraudulento que convida o usuário a clicar em um link para assinar um suposto documento de protesto contra a CPMF. Ao clicar, o usuário vai se contaminar com o Trojan-Download.Win32.Banload, que faz tudo o que o primeiro parágrafo deste post afirma. É mais uma variação daquilo que a área técnica designa como scam.
Saiba mais a respeito, no blog de Daniel dos Santos na PCWorld BR.
Trash pour 4
Assalto no HUJBB: saldo final
Os feridos foram em número de quatro: 3 seguranças da Norsergel e 1 médica pediatra que estava dentro da agência. A médica machucou-se levemente com estilhaços de vidro. Já os seguranças, um perdeu um dos dedos, outro levou uma bala no pé e o último foi atingido na perna. Nenhum corre risco de morte.
Os seguranças revidaram os tiros e além de impedir a concretização do assalto, atingiram um dos meliantes e, segundo afirmam algumas testemunhas, teriam atraído para longe dos transeuntes o fogo dos bandidos.
O segurança que perdeu um dos dedos, foi covardemente cercado por um dos elementos que atirou em sua direção, após dar a volta em uma das colunas do hospital, saindo de sua linha de visão concentrada em outro alvo.
Um funcionário ajudou a marcar a hora mais ou menos exata do início de toda ação criminosa. Por volta de 9:45 h (horário brasileiro de verão), retirou na agência um extrato de seu cartão de crédito. Neste extrato, está registrada a hora. Segundo afirma, cerca de dois minutos após sair do caixa eletrônico, ouviu os tiros. Tudo teria começado então por volta de 8:47 h.
No hospital as pessoas se manifestam assustadas e traumatizadas.
- Eu sempre tive medo quando estes carros forte chegavam para abastecer os caixas. E não era só por medo das armas pesadas que os seguranças normalmente carregam. Mas por saber que neste momento, eles transportavam muito dinheiro - dizia uma médica agora à tarde.
Os pacientes ficaram seriamente abalados com o clima de pânico gerado no hospital. Alguns que aguardavam consultas marcadas há meses, ao serem evacuados pela polícia, não escondiam sua revolta. Pude ouvir de uma das senhoras que saíam do hospital, o seguinte comentário:
- Esses caras vem atingir justamente quem está mais necessitado!
Outra, foi retirada do hospital ainda em cadeira de rodas, visivelmente abalada. Outros mal conseguiam andar sem curvar o corpo. Interessante seria que o hospital remarcasse as consultas desta gente para o mais breve possível, tendo em vista as circunstâncias mais do que especiais. Sob pena de ampliarmos suas dificuldades.
E certamente, tudo isso trará providências mais enérgicas em relação a segurança daquela instituição. Há muito observamos que existe de fato a necessidade de um controle mais rígido na entrada e saída de veículos e usuários. Não só pelo fato ocorrido hoje. Mas também pela ocorrência sempre endêmica de pequenos furtos que precisam ser controlados. Pelo bem dos pacientes que lá se encontram e necessitam daquilo que lhes é subtraído.
Sem o café, nada feito!
Determinado funcionário muito conhecido no hospital, estava na portaria na hora que os vigilantes foram rendidos pelo comparsa que deveria dar cobertura a fuga do restante do bando que, no mesmo instante, atacava o carro forte a cerca de 80 metros dali.
Esta figuraça é um sujeitinho esquelético e notoriamente divertido. Conta que, subitamente, viu-se na linha de fogo do bandido da motocicleta, que apontava sua pistola automática na direção do vigilante. Segurando com as duas mãos sua arma poderosa engatilhada, o bandido apontou para o vigilante e gritou:
- Não te mexe senão é aí mesmo que tu vais ficar!
O figuraça que estava logo atrás do assustado vigilante nem pestanejou. E afirma com todas as letras:
- "Doutô"! Eu peguei o café e saí correndo.
A turma que ouvia a história nem conseguia acreditar.
O detalhe é que recentemente, faltou café no hospital por uma semana inteira. O fornecimento só foi normalizado justamente hoje.
Barros Barreto: o silêncio que se segue às batalhas

Agência do BB no Hospital Barros Barreto agora à tarde.
Já a entrada principal do hospital, podiam ser contados 3 orifícios de entrada, fora um único tiro de calibre 12 que gerou uma marca com cerca de 9 chumbos.

Porta principal do HUJBB e o tiro de calibre 12.
Com os ânimos mais serenados, os funcionários puderam fornecer testemunhos mais fidedignos. E pelos depoimentos colhidos, a trama parece ter sido muito bem planejada.
A pergunta que não queria calar era a seguinte: como os bandidos saíram sem serem molestados?
Do portão de entrada - guarnecido por 2 vigilantes armados de empresa particular - até a agência, os ladrões percorreram uma distância de cerca de 80 metros, em via sinuosa e pavimentada.
Como é um hospital sem rotinas de fiscalização de entrada rigorosas, não é de se estranhar que os bandidos tenham conseguido entrar alegando qualquer serviço interno. O carro utilizado no assalto (um Siena vermelho peliculado) era de "gente boa" e a ninguém é exigido o crachá de identificação. Além do mais, trata-se de um hospital, convenhamos.
Após todos os ruídos de tiroteio intenso, era de se esperar que os vigilantes do portão reagissem sem deixar o veículo dos bandidos sair do hospital. Afinal, eles teriam que percorrer de volta os 80 metros que utilizaram para entrar.
Depoimentos confirmam entretanto que ao menos 1 elemento que possivelmente estava em uma motocicleta, rendeu os vigilantes do portão de entrada com armas automáticas durante todo o período do assalto, garantindo assim, a fuga dos bandidos que estavam no Siena.
Percebe-se então, planejamento meticuloso.
O clima no hospital agora é de terra arrasada. As pessoas comentam o ocorrido pelos cantos, e como muitos não conseguiram voltar ao trabalho, reina um certo silêncio incomum nos corredores. Maior do que o adequado para uma instituição de saúde com quase 300 leitos hospitalares e mais de 1000 funcionários.
Sabe-se agora que em nenhum momento foram feitos reféns, que um dos bandidos foi baleado no tórax pelas costas e foi encontrado no Hospital Metropolitano, possivelmente levado pela família. O cirurgião Roger Normando acabou de operá-lo agora à tarde.
As ações violentas parecem mesmo ter estado concentradas às proximidades da agência bancária e da entrada principal do hospital.
Afunda a nau corinthiana
Baile da Ilha Fiscal
Rominho solitário
Nenhum dos Maiorana estava presente. Solitário, o vice-presidente das Organizações, o empresário Romulo Maiorana Junior, estava em uma mesa com Ana, sua mulher, e a família desta. Amigos os acompanhavam, mas a família não prestigiou o evento.
Festa em dia errado
Nos anos anteriores, a premiação era feita durante a semana. No domingo seguinte, O Liberal faturava com a venda de espaço para as empresas agraciadas agradecerem suas vitórias. Esta, porém, foi realizada em uma sexta-feira, o que evidentemente impediu a miríade de anúncios publicitários que se seguiam. Perda de receita clara e evidente.
Governo ausente
Na festa de aniversário do Diário do Pará, jornal do grupo RBA, da família Barbalho, a governadora fez-se presente, distribuindo simpatia. Na festa das ORM, não havia um só representante do staff estadual. A própria Ana Júlia estava em Marabá, na abertura da Feira da Indústria e Comércio da capital de Carajás. A mais cintilante estrela política da festa dos Maiorana era o senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA).
Y. Yamada representada - e só
O grupo Y. Yamada, por sua vez, ao ser premiado como melhor loja de departamentos, fez-se representar por duas das agências de publicidade que atendem à sua conta: Gamma e Castilho. Foi um evidente sinal de que as arestas continuam pontudas, na relação entre os dois grupos, contrariando os sinais de aproximação havidos nas últimas semanas.
Ponto positivo
O melhor ponto da festa, porém, não foi os potins decorrentes de tantos acontecimentos. Quem brilhou de verdade, deslumbrante e irradiando simpatia, foi Paula Burlamaqui.
Plebiscito na Venezuela
No último dia de campanha, Chávez vociferou em praça pública que quem votasse no “não” às reformas pretendidas estaria votando contra a Venezuela, contra ele próprio e a favor dos Estados Unidos e do imperialismo americano. Afirmou também que fecharia emissoras de TV, expulsaria jornalistas e suspenderia a exportação de petróleo aos Estados Unidos caso o referendo não fosse reconhecido, em caso de vitória do “sim”.
Na coletiva que concedeu após a divulgação do resultado do plebiscito, o presidente venezuelano reconheceu a derrota, felicitou os adversários, mas disse que o poder central estava pronto “para uma longa batalha” e que sua proposta de reforma constitucional “estava viva”.
O que Chávez quis dizer com isso é algo a se verificar nos próximos anos, até que termine seu segundo mandato e ele tenha que honrar seu auto-proclamado respeito ao resultado do referendo. No entanto, como vem tocando a cantilena do podem tirar o cavalinho da chuva, que daqui eu não saio, daqui ninguém me tira, não é de se espantar que promova algum ardil, daqui para lá, para ficar mais algum tempo no poder. O que se tem de concreto, neste momento, é que o povo venezuelano não topa mantê-lo eternamente na presidência, à frente da revolução bolivariana, e que tal vontade popular é legítima.
A pequena diferença que separa os votos de “sim” e “não” à reforma constitucional poderia implicar na conclusão precipitada de que o país estaria dividido. Porém, é sintomático que quase 50% dos eleitores tenha simplesmente se abstido de votar e, com isso, tenha negado a legitimidade pretendida por Hugo Chávez, na eventual vitória de sua proposta. Neste caso, como de resto em vários outros, a abstenção é uma forma de voto negativo aos donos do poder.
Ainda pesa nesta salada o fato de Chávez ter chamado para si grande parte da atenção do planeta, anunciando inimigos entre país de ultramar e da própria América Latina. Aos observadores internacionais e à opinião pública global não influenciada por seus petrodólares, Chávez terá que demonstrar que realmente é um democrata, como se jacta sê-lo.
Cenas do cotidiano de Belém

As fotos acima são de Lagos, a maior cidade da Nigéria e a segunda maior do continente africano, só perdendo para Cairo, no Egito. A Nigéria é um país de mais de 148 milhões de habitantes, cuja expectativa de vida era, em 2005, de 43,3 anos, a mortalidade infantil era de 114,4 crianças a cada mil nascidas vivas e o PIB per capita era de US$ 863,00 e no ranking do IDH, está em 158º lugar. Neste cenário, parece-me natural que ordenamento urbano, utilização cidadã do espaço público e segurança não sejam as primeiras preocupações do nigeriano. Ele precisa, antes de mais nada, sobreviver.
No entanto, por volta das 11:30 horas de hoje, no trecho que vai da Praça Batista Campos ao bairro do Reduto, no caminho que passa pelo Shopping Iguatemi, na Padre Eutíquio – centro, portanto, da cidade –, constatei que Belém caminha a passos largos para a realidade urbana de Lagos.
Vindo da Procuradoria Geral do Estado, em uma das esquinas da praça, a caminho de meu escritório, deparei-me com um cenário de balbúrdia e desrespeito ao espaço público, coonestado pela atuação monetarista dos agentes de trânsito da CTBEL, que é francamente inaceitável.
No quarteirão da Padre Eutíquio em frente ao Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, agentes da Companhia guinchavam veículos estacionados na margem direita da via. Dois carros da CTBEL davam guarida ao caminhão-guincho. No quarteirão seguinte – menos de
Os demais automóveis, assim, eram obrigados a desviar caminho, circundando os abalroados. Porém, os ambulantes invasores das calçadas da Padre Eutíquio forçavam as pessoas a circular e a ficar na beira da rua, no ponto de ônibus em frente à Galeria Portuense e no espaço posterior ao shopping. O trânsito, obviamente lento, era presenteado, mais alguns metros à frente, com novo engarrafamento, natural na esquina da travessa com a Almirante Tamandaré.
Seguindo meu caminho, na esquina da Rua Gama Abreu com a ruela que margeia a Praça das Sereias, em frente às Lojas Americanas, ao Bradesco e à Secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (antiga SEICOM), uma mulher, diante de todos, parou seu carro na via, na posição de quem dobraria para a Gama Abreu, trancou-o e, deixando-o ali, atravessou tranqüilamente a rua em direção ao IEP. Não precisaria dizer que, com uma das vias fechadas pela estultícia, o trânsito naquele trecho, que também é normalmente lento, piorou muito.
Ao chegar no escritório, ligo o computador e deparo-me com a notícia dada pelo Barretto, nos posts abaixos, sobre o assalto ao HUJBB. À raiva somou-se o medo.
Este é o retrato de Belém, minha pobre, triste e ainda assim amada cidade, em uma segunda-feira de dezembro.
Nova Déli, nada, Juvêncio. Lagos cai bem melhor.
HUJBB: Tiros, pânico e correria
Tudo parece ter começado entre 8:30 e 9h desta manhã de segunda-feira. No momento em que um dos vigilantes saía do carro forte em direção ao posto, os assaltantes foram logo abrindo fogo atingindo-o na coxa e fazendo-o cair sobre o malote. O vigilante que estava dentro da agência respondeu ao fogo e também foi atingido com um tiro na mão, arrancando-lhe um dos dedos. Em seguida, os bandidos que, segundo informações correntes estavam de carro saíram pela porta da frente sem levar o produto do roubo.

Marcas de sangue junto a entrada da agência.

Agência do BB com vidros estilhaçados e orifícios de bala.

Janela de vidro estilhaçada na entrada do HUJBB.

Bala encravada no piso da entrada do hospital.
Vários tiros foram ouvidos. No Hospital, um carro aparecia com 3 orifícios de bala, na agência mais 2 e no chão da entrada principal do hospital, 4 balas encontram-se cravadas. Nesta conta, 9 tiros de calibre 12 foram disparados.

Carros atingidos no estacionamento principal.
Quando cheguei ao hospital por volta de 9:10h, o vigilante de arma em punho mandou-me sair rápido da entrada. Cumprindo sua determinação, acelerei o carro em disparada e dei a volta no quarteirão, estacionando no lado de fora a cerca de 80 metros da portaria.

Na chegada ao hospital, carros forte bloqueavam a portaria.
Foi então que percebi o clima de desespero e pânico instalado nas imediações. Carros forte das empresas Norsergel e Nordeste chegavam e iam bloqueando as entradas do hospital. Logo em seguida a Rotam e inúmeras viaturas policiais.

Na área interna, carros forte e viaturas policiais.
Dezenas de policiais civis, militares e federais chegavam a todo instante portando armas de grosso calibre, metralhadoras, escopetas, entre outras.


Chega a ROTAM
Dezenas de curiosos aglomeravam-se observando as operações. Neste instante, ligo para o CTI e dou a orientação de fecharem as portas e não permitirem a entrada de ninguém que não esteja claramente identificado como policial.
Só então consegui postar as primeiras 2 mensagens abaixo pelo celular.
Já por volta de 10 h, a polícia ordena a evacuação do hospital.

Funcionários recebem a ordem de evacuação.
Logo em seguida, começamos a ver cenas dramáticas de pacientes, médicos, enfermeiras saindo com faces de angústia e pavor. Informações desencontradas davam conta de que havia ainda um meliante no interior da instituição e que teria reféns.

Paciente do ambulatório, sai com dificuldades do hospital.

Carros são revistados durante a evacuação.
Segundo relatos dos que estavam dentro do hospital, algumas pessoas, ao verem os tiros, ficaram de pé nas janelas, pensando em pular de uma altura de 4 andares.
A polícia vasculhou todo o hospital e nada encontrou. Chega então a informação de que o carro possivelmente utilizado no assalto estaria abandonado na Tv. Vileta. Sai em disparada em seu encalço uma das viaturas da ROTAM.

A ROTAM sai ao encalço dos bandidos.
Enfim, o HUJBB conheceu hoje um lado terrível de sua história. Algo que nunca havia acontecido antes. Ver-se na situação de enfrentar com coragem a violência que campeia fora de seus portões.
Cai o pano.

Imagem rara. Após a evacuação, corredores vazios.
Assalto no HUJBB 2
Assalto ao HUJBB
Publicado pelo celular.
Dúvida
domingo, 2 de dezembro de 2007
Quatrocentona
Roleta russa

Temos deparado com questões gravíssimas quando observarmos como os partidos políticos brasileiros se digladiam entre si e na intimidade para assegurarem o poder. Com respeito a esse aspecto grave, um dos sintomas observados ultimamente é a insistência do PSDB e xerimbados em colar no Presidente Lula a pecha de conspirador por um terceiro mandato, buscando identidade entre este e aquele bufão que pretende ser o Bolívar do século XXI.
A insistência nessa tese, pré e per-conferência nacional dos pesssedebistas, especialmente porque desmentida antes e seguidamente pelo próprio presidente, relembra o golpismo desavergonhado da UDN de parceria com o IPES e o IBAD para mergulhar o país na mais profunda crise democrática jamais experimentada, apesar da experiência do Estado Novo.
Se hoje não mais existem essas instituições golpistas que reuniam empresários em torno da idéia de depor João Goulart de qualquer jeito, a qualquer custo, não é ignorável que escafede em instituição com sede na Avenida Paulista um esforço sustentado para fragilização do governo no que respeita a questão da CPMF, quando pretende descaradamente denunciar a aprovação do tributo com uma posterior tentativa de prorrogação do mandato presidencial. Não a toa, o Presidente redarguiu com dureza que o fim da CPMF só interessa a sonegadores - mas aqui uma pausa: se de direito o são, pau neles, porque lei, polícia e xadrez existem para isso.
Mas, prova dessa aventura gaiata com a democracia é a pesquisa DATAFOLHA que articula de forma "insuspeita" três fatos: o tal alegado terceiro mandato do Presidente, a posição do eleitorado brasileiro sobre o assunto e quem seria o principal requerente da cadeira presidencial em 2010, ou seja, o paladino da democracia brasileira contra o espúrio "terceiro mandato".
Não precisa nem prometer um doce a quem advinhar a óbvia reprovação pública de um terceiro mandato presidencial consecutivo, tese de antemão reprovada pelo próprio presidente; mas deixa-nos preocupado quando revela quem o principal favorito na disputa, senão o atual governador de São Paulo, Sr. José Serra.
Para quem vive nas sombras da mídia, deslembrado pela arrogância mal-disfarçada e o mau humor de um insone, a pesquisa não é rima, mas preocupante aventura de quem acha que joga sozinho o jogo político, favorecido por pertencer a um tecido partidário completamente esgarçado e dissonante. Uma aventura que no limite não hesitaria em rasgar os escrúpulos diante da oportunidade de forçar um retorno ao poder. Um roteiro de filme B que provoca náuseas pela primariedade do argumento, embora altamente custoso para qualquer democracia que mereça assim ser chamada.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Acentuação em Português (BR) no Mac OS

Quem utiliza o Mac pela primeira vez, logo se assusta ao verificar que o computador tem problemas para acentuar em português do Brasil. O "ç" (cedilha), as aposições dos acentos agudos, crase e circunflexo são as principais dificuldades. Se utilizarmos o perfil de teclado "Brasileiro" disponível no Mac, ao colocarmos o cedilha, obteremos o seguinte: 'c. E ao colocarmos os acentos nas vogais será ainda pior: "~a, `a, 'a, ^a.
Existem contudo pelo menos 2 soluções para este probleminha chato. Vamos nos ater a solução mais bonita, efetiva e além disso, desenvolvida por um brasileiro.
Vá até o artigo exclusivo da PC World brasileira Configure seu Mac para acentuar em português como o Windows.

