terça-feira, 20 de maio de 2008

Meninos Não Choram

A mulher e as crianças figuram como vítimas preferenciais nas estatísticas mundiais de violência doméstica. Contudo, ao que parece, em termos epidemiológicos existe um subgrupo de vítimas que permanece oculto nas sombras e só agora tem chamado atenção dos pesquisadores da saúde coletiva. Sim, senhores & senhoras, os homens também apanham, e muito, das mulheres.
Contudo, o Dr. Robert J. Reid da Universidade de Washington (Seattle), em raro estudo exploratório sobre violência doméstica contra o sexo masculino, demonstrou que 3 de cada 10 homens são agredidos por suas parceiras durante toda a vida. Em termos detalhados, observou que 50% das agressões foram físicas e consideradas graves por 40% dos entrevistados. No conjunto, o estudo identificou que a prevalência da violência foi de 30,5% em homens com menos de 55 anos, tornando-se a partir daí menor nas faixas etárias superiores.
Os pesquisadores consideram a possibilidade de que parte da violência referida pode derivar de atos violentos promovidos pelos homens, mas a pesquisa não previu essa possibilidade em razão de ser encomendada por um plano de saúde norte-americano, interessado na avaliação da utilização e nos custos dos serviços de saúde que atendem vítimas de violência.
Segundo Dr. Reid, o problema passa despercebido porque as vítimas não relatam e os médicos também não estão alertas para o problema. E conclui no melhor estilo da solidariedade norte-americana: queremos alertar aos homens vítimas de violência doméstica que eles não estão sozinhos e que temos recursos para ajudá-los. O artigo que divulga a pesquisa foi publicado no American Journal of Preventive Medicine, ainda não disponível em versão eletrônica.

Economia de palitos

Se você for a uma locadora de vídeo, vá acompanhado de uma lupa ou algo que o valha. E tenha tolerância zero a falhas apresentadas no DVD. Exija um absolutamente polido. E refaça a inspeção do produto após o funcionário o colocar na caixa. Só assine aquele papel (cautela) após certificar-se de que tudo está imaculadamente de acordo com o que o funcionário afirma na cautela. Parece incrível mas é absolutamente necessário.

Durante o ato da locação, os funcionários dão aquela "olhadela" bem rápida no DVD, recolocam os DVDs nos boxes e os entregam a você junto com a cautela para assinar. Não sem antes escrever um código numérico em cima de cada título locado, relacionado na cautela. Este código, pode ser decodificado, lendo com cuidado a cautela que você vai assinar. Lá eles podem estar informando que o DVD está com riscos, perfeito, mas NUNCA "quebrado" ou "IMPOSSÍVEL de ser visto". E dependendo do movimento de clientes, isto é feito de afogadilho. Eles tem pressa em liberar os clientes e os clientes tem pressa em ir embora.

Se por acaso, você não checar as condições do DVD e concordar com a "rigorosa fiscalização" ou "controle de qualidade" efetuada pelo funcionário assinando a cautela, as coisas podem apresentar desdobramentos supreendentes. Como por exemplo, assistir patético uma empresa sólida, comprometer sua credibilidade e sua tradição no mercado, sucumbir pela mera negativa, - feita em tom de subentendida acusação (muito embora polida) - em ressarcir o cliente que não conseguiu assistir ao vídeo. Em outras palavras, você pode não conseguir assistir ao vídeo e ainda ser acusado de danificá-lo.

No caso específico a que me reporto, que aconteceu em uma tradicionalíssima locadora da cidade, tratava-se de uma fissura na zona central do DVD, que poderia perfeitamente ter sido feita pelo meu filho. Não me furto em reconhecer a possibilidade. Contudo, conversando com ele, garantiu-me que nada fez além de pousar o DVD na bandeja do player e simplesmente nada aconteceu daí em diante. Tenho razões para confiar plenamente nele. Mas isso, é claro, pouco ou nada importa para a empresa. Mesmo que a fissura, - levado ao raciocínio inverso, uma vez que eles se permitem desconfiar de meu filho - tenha ocorrido na hora do funcionário encaixar o DVD no box, após a tal "rigorosa inspeção". No momento em que eles fazem aquele clique de encaixe no box. Se for um DVD antigo, que já tenha muitas vezes sofrido o desgaste deste encaixe repetitivo, é ou não plausível que ele sofra uma fissura na hora de ser encaixado pela enésima vez no box? São portanto duas possibilidades plausíveis.

Pois muito bem. A loja recusou-se de maneira irritantemente polida a ressarcir o DVD fissurado, alegando que o funcionário que executou a locação, apôs o código número 2, que significa DVD "com riscos". Como ele voltou "fissurado" não poderia haver o ressarcimento. Isto foi me dito assim:

- Veja bem. Não o estou acusando. Mas o DVD foi com riscos. O senhor assinou a cautela comprovando isso. E o devolveu "fissurado".

Uma flagrante canalhice. Existe código para DVD "fissurado"? Qual o código para DVD que sofre fissura após a "inspeção rigorosa" feita pelo funcionário? Como deve proceder o consumidor diante deste processo com alta potencialidade de má fé?

Sinceramente, a conduta mais elegante da empresa, seria fazer o ressarcimento. Deixaria de comprometer sua credibilidade por causa de uma simples locação. Fazendo uma analogia, trata-se da típica situação de "economia de palitos". Preserve-se a empresa e danem-se os incautos.

Mas não foi esta a atitude do funcionário que me negou o ressarcimento. Fez alusão ao contrato de prestação de serviços, ao fato de eu ter assinado a cautela comprovando as razoáveis condições do DVD, que tudo era muito difícil, muito complicado, e tudo o mais. Tudo!
Tudo menos considerar a flagrante deselegância de sua atitude, lesando um consumidor antigo, nunca problemático. Tudo sem considerar a sua parte de responsabilidade na prestação do serviço. Apenas a minha era citada.

Reconheço que tal situação é problemática para ambas as partes tendo em vista o tipo de bem que é comercializado por estas empresas e, principalmente, sua dinâmica. Mas de hoje em diante, devo sugerir que as locadoras coloquem em local bem visível, em letras garrafais, qual o procedimento que o consumidor deve assumir na hora da locação, sugerindo inclusive os equipamentos necessários para que ele exerça seu "mister". Informando também com igual visibilidade, a codificação que será colocada na cautela e suas possíveis implicações.
Deixar estas informações, mesmo que explícitas nas linhas de um contrato, é muito pouco para o potencial de aborrecimentos aos clientes, e principalmente, para a credibilidade da empresa.
Não vale a pena aborrecer consumidores "economizando palitos" e elegância. Uma regrinha que é desobedecida frequentemente quando ainda se presume dono de um monopólio.

E caso você não fique satisfeito, procure a concorrência. Pode ser até que você sofra igual decepção. Mas a concorrência é o verdadeiro segredo da qualidade na prestação de serviços. Assim, você estará forçando os maus prestadores a serem no mínimo, mais tolerantes com os bons clientes.

Baixando músicas direto para seu player


Tela do iSlsk funcionando no iPhone.

Os fantásticos gadgets da Apple iPhone e iPod Touch, poderão agora ampliar as possibilidades de seus felizes usuários. Causou sensação esta semana o anúncio do lançamento do software de compartilhamento de arquivos iSlsk, para estes produtos. Sendo assim, o usuário passa agora a compartilhar arquivos utilizando um sofwtare peer-to-peer, instalado direto no seu player/telefone móvel da Apple.
Em outras palavras, os usuários de computadores não precisarão mais do PC ou Mac como intermediário para compartilhar seus arquivos de mp3. Com uma boa conexão à internet, o próprio iPhone ou iPod Touch farão o serviço completo.
Sua instalação não parece ser das mais simples mas, vale a pena visitar o sítio de seu desenvolvedor e aprender.
A sensação foi tamanha que deu até entrevista na revista Wired.
Para fazer o download do software basta clicar aqui.
Mas atenção: informações dão conta de que o iSlsk só funciona em iPhones desbloqueados.

Agora é no paredão. Conheça o Touchwall



O leitor do Flanar deve se lembrar do Microsoft Surface, citado aqui e aqui neste blog, em junho do ano passado. Trata-se daquela espetacular mesa sensível ao toque, onde o usuário transfere imagens de câmeras, sincroniza celulares e handhelds, e tudo o mais que um poderoso PC pode fazer, utilizando apenas a ponta dos dedos.
Pois Bill Gates lançou na semana passada uma versão vertical do produto, agora chamado de Touchwall. Veja o vídeo acima mas, não esqueça de utilizar um babador.

Flanando pelo Google Maps


Exibir mapa ampliado

E aqui, o aeroporto de Tempelhof, com detalhes, no Google Maps.

Pororoca judiciária

Em 1991, o deputado federal Jader Barbalho era governador do Estado do Pará. Luís Otávio Campos, o Pepeca, era na época o principal executivo do grupo Alfredo Cabral, que explorava comercialmente várias linhas de transporte rodofluvial na Amazônia através das empresas Rodomar, Alfredo Cabral Navegação e Rodofluvial São Jorge. Posteriormente, Campos viria a ser vereador, deputado estadual (nesta condição, inclusive, presidente da Assembléia Legislativa) e senador - o senador do governador, na propaganda da campanha de reeleição de Almir Gabriel, em 1998.

Em maio de 1991, porém, Pepeca sofreu um dos mais duros golpes de sua vida pública: a Administração Estadual declarou a nulidade dos contratos de concessão das travessias feitas pelas balsas da Rodomar e demais empresas do grupo Alfredo Cabral e ocupou, manu militari, as instalações da empresa para impedir a continuidade da prestação de serviços. Na ocasião, Luís Otávio chegou a ser preso.

A declaração de nulidade, precedida de processo administrativo, reconheceu não ter havido a necessária licitação, constitucionalmente exigida, para a assinatura dos contratos de concessão. As atividades do grupo só foram retomadas dois anos depois, com a concessão de mandado de segurança pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Em mais um capítulo desta batalha, Alfredo Cabral Navegação, Rodomar e Rodofluvial São Jorge ingressaram com uma ação de indenização contra o Estado. Cobravam mais de R$ 100.000.000,00, em valores de hoje, decorrentes de danos materiais de toda natureza (indenizações trabalhistas, depreciação de veículos, débitos previdenciários e tributários, dentre outros), que alegavam ter sofrido em razão da atuação estatal.

O Estado, junto com a defesa, apresentou reconvenção, aludindo à nulidade das concessões e requerendo o reconhecimento judicial de tal condição. A reconvenção, explico, é uma ação proposta pelo réu, que tramita no próprio processo iniciado pelo autor. Em lugar de somente se defender, o réu passa também a ser autor. Poupa-se tempo e excesso de procedimentos; a sentença que decide a causa do autor contra o réu, decide também a pretensão do réu contra o autor.

Pois bem: à reconvenção proposta pelo Estado, as empresas não responderam. Foram consideradas por isso revéis, como seria o réu se não apresentasse contestação.

A ação tramitou por longos quatorze anos. Finalmente, no último dia 5, foi sentenciada. O juiz José Torquato Araújo de Alencar, da 1a Vara da Fazenda de Belém, considerou a revelia das empresas à reconvenção apresentada pelo Estado, reconheceu a nulidade dos contratos de concessão e, por fim, julgou totalmente improcedente a ação. Condenou ainda o grupo ao pagamento de 10% de honorários sobre o valor da causa, de cerca de 48 milhões de reais.

É menos uma tungada nos cofres do Estado. A decisão, porém, ainda está sujeita a recurso ao Tribunal de Justiça.

Tempelhof: aeroporto Histórico


Aeroporto Tempelhof (Imagem: Preview Berlin)

O The New York Times apresenta o espetacular slideshow The Tempelhof Airport in Berlin, sobre o famoso ícone daquela cidade alemã. Durante muitos anos, o aeroporto representou a histórica ponte aérea que salvou o setor ocidental da fome durante o rigoroso bloqueio soviético de 1948. Provisões eram lançadas de velhos aviões C-47 para os habitantes da antiga Berlim ocidental.
No momento, com a Alemanha reunificada, há uma intensa polêmica sobre seu fechamento e preservação como monumento histórico. O prefeito social democrata Klaus Wowereit defende o fechamento do aeroporto. E seu fechamento seria uma condição necessária para a abertura do novo e moderno aeroporto Berlin-Brandenburg International Airport, ainda em construção..
Pesquisando no Google Images, você poderá encontrar outra grande coleção de imagens atuais e históricas do importante aeroporto alemão.
Clicando aqui, podemos ler uma interessante história de Tempelhof.
E aqui, pode-se acompanhar a temperatura da polêmica em torno de seu fechamento.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Vem aí o Firefox 3.0

Segundo informa a PC World, os fãs do navegador web Mozilla Firefox logo poderão baixar sua versão 3.0. Por enquanto, pode-se baixar a última Release Candidate (versão quase final) clicando aqui. Disponível em 45 línguas, (incluindo o português do Brasil) para Windows, Mac OS e Linux.
A nova versão do navegador da Fundação Mozilla, promete muitas novidades.

Até mais, Gui

Um de nossos mais antigos colaboradores depois de Oliver, lamentavelmente, precisou nos deixar. Atarefado e sobrecarregado na edição de um livro, além das atividades profissionais como médico, Gui não é mais membro do Flanar. Prefere participar de maneira mais eventual, com colaborações especiais, que certamente serão sempre bem vindas.
Pela força e pela ajuda, em nome da equipe que faz este blog, agradecemos a importante participação.
Volte assim que puder, Ari.

O Mundo PET

PET Scan - Positron Emission Tomography - é uma tecnologia avançada de diagnóstico médico por imagem, capacitada para identificar lesões que normalmente escapariam a outros métodos de investigação clínica. O PET Scan foi uma inovação tecnológica que demorou a chegar no mercado mundial em razão dos custos de operação do equipamento, especialmente aqueles relacionados com o contraste radioativo, de meia vida extremamente curta, menos de duas horas, o que obrigaria que o centro produtor do insumo estivesse próximo do centro diagnóstico.
No Brasil, além desse fator limitante de ordem bioquímica e geográfica, agregava-se o fato de que a legislação federal estabelecia que apenas o Instituto de Pesquisa Energética e Nuclear - IPEN/USP estava habilitado a produzir radioisótopos no território nacional. Para um país com mais de 8 milhões de km2 podemos compreender a impraticabilidade de tal medida, corrigida pela aprovação da PEC 199 (Jorge Bornhausen - PFL), no Congresso Nacional, em 2006.
A grande aplicação do PET Scan está relacionada ao diagnóstico de tumores e metástases, mas, nessa indicação, há que considerar as evidências científicas disponíveis na literatura para obter do método a efetividade pretendida. Não é recomendável indicar-se o método para a investigação de situações onde não há evidência real de que ele consiga extrair a informação pretendida, sob risco de dispenderem-se sem conseqüência recursos financeiros em geral restritos.
Recentemente, em 2004, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, encomedou estudo ao Instituto de Medicina Social da UERJ, com o objetivo de verificar a robustez da evidência científica sobre a efetividade do PET Scan em Oncologia. O estudo, validado posteriormente em painel de especialistas, foi utilizado pela Câmara Técnica de Avaliação de Tecnologias da Associação Médica Brasileira para recomendar a incorporação da tecnologia na CHPM* . Quando ficamos sabendo que Belém, em breve, terá seu primeiro equipamento de PET Scan, vale a pena conhecer o contéudo daquela avaliação tecnológica.
*Classificação Hierarquizada de Procedimentos Médicos

Quase não se lhe dá valor

Começou com uma discussão, no blog 5ª Emenda, do nosso querido Juvêncio de Arruda, sobre a saída de Marina Silva do governo Lula. Uma comentarista sob o pseudônimo "Tropicália" fez suas colocações e recebeu umas tantas réplicas. Então treplicou e escutou mais um rosário de críticas. Em suas manifestações, fez referências a autores clássicos em suas áreas, nomeadamente Max Weber, o que acabou desviando a discussão para uma crítica aos academicismos. Arruda, que é também um acadêmico, rejeitou frontalmente agressões ao "senso acadêmico".
Este fato me leva a fazer uma ponderação. Nada sobre Weber, mas algo em um nível muito mais primário. Na hora do discurso, todos sabem falar do valor da educação - aqui entendida como instrução formal -, mas no cotidiano de suas vidas a postura é completamente diferente. Daí a rejeição à comentarista, quando ela dá, às suas palavras, uma certa consistência teórica.
O fato é que se dá pouco valor à educação. E não falo, agora, do Estado, mas do cidadão comum. Começa pela forma como os pais agem em relação a seus filhos, no que tange a ir para a escola ou fazer deveres. Se a criança faz algo errado e o pai a manda para seu quarto fazer o dever, ela associará estudo a punição e o começo da jornada será péssimo. Já vi isso umas tantas vezes.
Da escola à universidade, o aluno estudioso costuma ser valorizado apenas pelos professores. A alcunha "CDF" é um ícone do desprezo ao gosto pelo conhecimento. Os colegas apresentam posturas variadas em relação aos primeiros da turma, mas sempre há uma ponta de ironia e despeito, por parte de alguns. Não raro, são acusados de sentimentos e intenções que jamais manifestaram.
Se uma pessoa quer se mostrar abalizada para falar sobre certo assunto e oferece como credencial trinta anos de exercício profissional, tudo bem, mas se apresenta uma pós-graduação, é logo desqualificada (e ganha fama de arrogante). A expressão mais significativa disso foi a escolha de professores universitários para assumir funções de primeiro escalão no governo. Houve duras reações aos acadêmicos, assim chamados de modo nitidamente pejorativo.
Então, quem valoriza a educação? Para que ela serve? Para que eu obtenha notas e aprovações, mas dela não posso dispor na minha vida? Não posso citar autores nem teorias, sob pena de virar arrogante. Não posso ser técnico, porque isso faz de mim um burocrata, mas quem realmente entende do assunto é o que faz mais do que fala.
Uma sucessão de clichês.
Valorizo a ciência, gosto de aprender e penso que, se estudamos um objeto, devemos nos aprofundar em sua história, suas teorias, seus expoentes, seus conceitos e finalidades práticas. E se uma situação qualquer da vida o permitir, posso recorrer a todos esses elementos, por que não? Se um conhecimento não serve para ser usado no cotidiano, por que diabos alguém precisaria dele na escola?

domingo, 18 de maio de 2008

Museu da Informática

Enquanto alguns colecionam selos, moedas, livros antigos, etc, eu gosto de manter em funcionamento algumas relíquias da informática. Vejam por exemplo o portátil abaixo.


Armada 4160T em foto tirada há poucos minutos.

Um autêntico Compaq (atual HP) Armada 4160T, montado em uma dockstation multimedia, pesando no conjunto 3,5 kg. Um pentium 166 MHZ MMX, com 32 megabytes de RAM, HD de 2 gigabytes, drive de disquete de 3 e 1/2 polegadas, modem de 56 kbps, entrada para cartões PCMCIA (uma ocupada pelo modem), porta infravermelho, saída para TV (um avanço para a época), porta serial e porta paralela. Com Windows 95 original em francês, em pleno funcionamento!


Windows 95 em francês.

Agora veja seus principais problemas, que servem para ilustrar os avanços da computação pessoal da atualidade.

a) ausência de rede: não possui uma mísera porta ethernet (RJ45). Nem é bom falar de rede wireless. Mas tanto uma quanto a outra, poderiam ser adicionadas na forma de cartões PCMCIA.
b) ausência de portas USB: aqui, um gravíssimo problema. Possivelmente insolúvel uma vez que, nem o Windows 95 tinha suporte para a tecnologia USB na época. E mesmo que atualizássemos o sistema operacional (absolutamente desaconselhável nesta configuração), como poderíamos adicioná-las fisicamente no portátil?
c) teclado original em francês: outro problema gravíssimo que torna a digitação de textos em português possível, porém,...Bem. Digamos que você vai sentir falta de uma boa e velha máquina de escrever.
d) sistema operacional em françês: entender prosaicos ícones como Poste de Travail, Voisinage réseau, Raccourci vers, Démarrer, Arrêter, pode demorar um pouco. Muito mais, se você nem sabe o que é Windows 95.
e) mau contacto com a fonte de alimentação externa: e isso faz com que, vez por outra, ele se desligue. Poderia ser resolvido com uma fonte de alimentação universal para notebooks, da Targus, por exemplo. Mas investir 180 reais num bichinho que pode mesmo apresentar uma morte súbita, não parece uma boa idéia.
f) configuração de hardware: pentium de 166 MHZ? HD de 2 gigabytes? 32 megabytes de RAM? O que ainda funciona nesta configuração? Só textos e internet. E olhe lá! Ou talvez um firewall para fornecer segurança adicional em rede, com Linux instalado. Até o mais simples iPod nano tem mais capacidade de armazenamento que este portátil. Portanto, nem pense em transformá-lo em um player de mp3.

O interessante é que ele vem acoplado a uma dockstation multimedia que acrescenta além de mais peso, um drive de CD, mais dois alto-falantes de som chinfrim, uma porta serial e uma paralela.
Neste perfil, o Armada 4160T era notável para a época. Um portátil high-end, num momento onde possuir drive de CD era um luxo e tanto.
Surpreendente é que, pesquisando na internet, encontrei-o à venda em lojas de usados pela inacreditável quantia de 700 dólares! Talvez sejam sítios antigos, originados na base de dados em cache do Google. Mas pesquise você mesmo. Pode ser que seja verdade e alguém esteja tentando se livrar dele e ainda obter algum lucro.
O que vou fazer com ele?
Além de guardá-lo, vou desafiar o ASF@Web a instalar uma versão enxuta do Linux. Quem sabe ele não dá uma "remoçada" no bichinho.

Atualizada às 8:30 h do dia 19
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Pela segunda imagem, é óbvio que o portátil foi atualizado para Windows 98, muito embora seu CD original venha com Windows 95. Ele já trabalha então, no limite de sua capacidade.

Deformar

Como informação nunca foi o forte das duas principais empresas jornalísticas deste Estado - fato que se tornou mais grave quando a número 2 começou a virar número 1, em quantidade de leitores e acesso ao principal anunciante, o governo do Estado -, temos visto nos últimos dias uma guerrinha de comadres nos jornalões, envolvendo ataques a uma volta e meia lembrada carreira criminal de seus proprietários.
O confronto ganhou força quando a Justiça Federal decretou a indisponibilidade dos bens de Jader Barbalho, o qual foi a público dar "explicações". Em represália, o Diário do Pará resgata a nunca resolvida história do hotel fantasma que Rômulo Maiorana Jr. jamais construiu no Amazonas, apesar de haver recebido alguns milhões da SUDAM para fazê-lo.
Minha sensação é de que, em meio às maracutaias de parte a parte, o leitor fica com cara de bundão (© Chico Anysio), olhando duas criancinhas bem mimadas e ridículas gritando uma para a outra, em plena rua, como eu via em minha infância:
- É a tua mãe!
- É a tua, de calcinha!
- É a tua, sem calcinha!
Graças a Deus, hoje existem blogs.

sábado, 17 de maio de 2008

Por Zeus!

Lula se irrita em Lima, no Perú, e ameaça criar uma estatal para fazer frente ao jogo de comadres da aviação civil brasileira. Presidente, muita calma nessa hora... Quer dar uma coça nos mandarins do setor? Pois sinalize a abertura do mercado para empresas estrangeiras operarem as rotas nacionais, desde que mantidas as cautelas necessárias de proteção à mão de obra especializada autóctone e a solidariedade aos interesses estratégicos do país. Dê-lhes o corretivo da livre concorrência... que tanto advogam. Mas, por Zeus, não crie aqui uma TAP, ou uma Alitália da vida, que, sabe-se, além de agonizante, ninguém a quer comprar.

Machado Coelho Reencontrado

Está perdido na memória quando ouvi falar de Machado Coelho pela primeira vezi. Sei, por exemplo, onde morava, na Praça da República, pegado ao Grupo Escolar Floriano Peixoto, hoje Centro Estadual de Cultura. Concreta, na memória, tenho a imagem incompleta de alguém sem rosto, para quem minha mãe entregara livros como portadora da gentileza de amigo comum; que em seguida agradeceu a ela de forma polida e impessoal, pois não se conheciam. Depois me vem a lembrança de ter sido ele pai de uma colega dos tempos de Curso Primário, na Escola de Aplicação Profa. Serra Freire: a Coca - que reencontrei década e meses depois, quando ambos cursávamos Medicina na Universidade Federal do Pará.
De verdade a lembrança do nome sempre esteve associada ao papel que Machado Coelho teve no convívio com uma intelectualidade paraense que não mais existe enquanto grupo, embora representativa de um mundo distante, que se vai desvanecendo paulatina e inexoravelmente. Mas, se tudo muda, não menos verdade é o reconhecimento de que, em contraponto à brevidade da vida, temos a longevidade da arte. Pois foi por ela que, enfim, me aproximei de Machado Coelho.
Em uma de minhas muitas viagens a São Paulo, decidi furar o intervalo do almoço e visitar um dos muitos sebos da cidade, próximos da Avenida Paulista. O dono é um antigo conhecido, ex-estudante de medicina, que enveredou pelo ramo da compra e venda de alfarrábios. Pois lá chegando, depois dos cumprimentos e perguntas amáveis, o alfarrabista me apresenta num canto uma pilha de livros antigos sobre a Amazônia que, segundo ele, santamente aguardavam por mim. Se a tensão da reunião fora aliviada pelo ambiente da livraria, ainda mais usufruiria dessa hora porque entre outras preciosidades empilhadas, estava a rara tradução por Machado Coelho da poesia de Verlaine, em edição bilíngue da Editora Falângola, no ano de 1951... em excelente estado de conservação e autografada, sublinhe-se.
Feitas as pazes entre eu e o dia que iniciara tão aborrecido, li e reli o livro de 70 páginas a 10 mil pés. Quando o avião aterrisou, eu estivera em êxtase movido pela técnica de tradução/recriação dos poemas do célebre poeta francês, indiscutivelmente merecedores de reedição com o não menos atual Prefácio, escrito pelo professor Francisco Paulo Mendes. Dentre os 10 poemas transcriados por Machado Coelho em Minhas Canções de Verlaine, selecionei ...

La Lune Blanche / Luar Nevoento*

La lune blanche ====O luar nevoento
Luit dans les bois ==== Cáia a floresta;
De chaque branche ====Parte um lamento
Part une voix ====De cada fresta
Sous la ramèe... ====Sob a ramada...
O bien-aimée ====Ó minha amada...

Létange refléte, ====No lago, espelho,
Profond miroir, ====Reflete a imagem
Le silhouette ====Salgueiro velho,
Du saule noir ====Cuja ramagem
Oú le vent pleure... ====Ao vento chora...

Rêvons: c'est l'heure. ====Do sonho é a hora!

Un vaste et tendre ====Vasto e profundo
Apaisement ====Quebrantamento
Semble descendre ====Cai sobre o mundo,
Du firmament === Do firmamento
Que l'astre frise... ====Que a lua iriza.
C'est l'heure exquise. ====Hora indecisa...


* Verlaine, J P. Publicado em La Bonne Chanson
(trad. Machado Coelho)

Zélia Gattai

Zélia Gattai faleceu há poucos minutos em Salvador - BA. O provedor Universo On Line abre aos assinantes a possibilidade de manifestarem seu luto pela perda. Ao que parece, guardadas as devidas proporções de autor e obra, cem anos depois, enfim respondemos à inquietação de Euclides da Cunha por ocasião do falecimento de Machado de Assis:
De um modo geral, não se compreendia que uma vida que tanto viveu outras vidas, assimilando-as através de análises sutilíssimas, para no-las transfigurar e ampliar, aformoseadas em sínteses radiosas - que uma vida de tal porte desaparecesse no meio de tamanha indiferença (...). Era desanimador tanto descaso - a cidade inteira, sem a vibração de um abalo, derivando impertubavelmente na normalidade sua existência complexa, quando faltavam poucos minutos para que se cerrassem quarenta anos de literatura grandiosa...

Ai de ti, Amazônia

Os assinantes do canal Globo News assistirão no programa de Alexandre Garcia, Espaço Aberto, o debate estabelecido entre o intelectualismo sem-vergonha de um certo ex-deputado Feijão (PTB-AP), e a incapacidade discursiva do representante do Greenpeace para contrapor-se às análises fascistóides do debatedor. Diferença a propósito muito bem marcada, por manterem a voz do preservacionista em segundo plano, sempre quando fosse de acontecer suas afirmações, suas réplicas e tréplicas, todas mal audíveis. É o alardeado Padrão Globo de Qualidade: capcioso, que obra com zelo pelo inferno aqui; do outro lado da telinha.

Ave, Corazón Internacionalista


Os quase 73 anos não levaram o vigor do canto de Mercedes Sosa. O show Corazón Libre, ontem, no Centro Cultural Ulysses Guimarães, foi o último da turnê que a lendária cantora argentina fez no Brasil, incluindo Curitiba, Belo Horizonte e Brasília. No programa antigas e novas canções, dentre as quais sem dúvida é destaque a belíssima cançao de Rafael Amor, que dá nome ao espetáculo.
Mas, La Negra já apresenta sinais de fragilidade física. Adentra e sai do palco conduzida por técnicos de apoio e canta todas as músicas sentada - o que é mais difícil pela pressão abdominal sobre o diafragma. As limitações lhe foram impostas por três quedas ao solo, ocorridas em casa, nos últimos anos, uma das quais ofendendo-lhe seriamente a coluna vertebral. Por essa razão, os novos não mais a verão executar aqueles passos elegantíssimos, acompanhados da abertura dos braços, gesticulando-os sob o poncho como fossem as asas de um condor volando ao ritmo das notas musicais sobre a platéia extasiada.
E emocionante foi também vê-la, humilde, prestar um tributo ao povo brasileiro, agradecendo-o pela presença sempre solidária à ocasião dos não poucos momentos difíceis de sua vida. Antes, ferrenha opositora das ditaduras do Cone Sul, hoje, Mercedes Sosa tem por bandeiras a dignidade dos povos e a defesa do meio ambiente. Internacionalista, após uma breve pausa para descanso em Buenos Aires, la voz de latino-américa cumprirá extensa agenda na Europa e em Israel.

Péssimas idéias

Você com certeza conhece o Macbook, o portátil de baixo custo (999 dólares) da Apple.
E sabe de seu grande potencial e excelente design.
Pois saiba que tem gente que não parece estar satisfeita com isso.
E conseguiu transformar isto...



Nisto!



Sim!
É um Macbook "tunado" com 160 gbytes de HD, 4 mbytes de RAM, além de uma "nova" cobertura de alumínio anodizado e "couro" e cerca de 1 kg a mais de peso. E pelo péssimo gosto, ainda tem o displante de cobrar 6.800 dólares!
Não acredita? Pois leia mais a respeito na Ars Tecnica. E veja que ainda existe uma "estorinha" safada para acrescentar quase 6.000 dólares a um pobre Macbook transfigurado.

Maravilhas do design para PC dependentes



Tudo bem. Você gosta de PCs e gostaria de algo um pouco diferente do que aquelas terríveis caixas beges ou pretas, azuis, etc. Enfim, não importa. (ao menos para mim, não faz a menor diferença: um PC será apenas um PC).
Que tal então comprar tudo de uma vez, como os Macusuários fazem?
Compre o PC, uma grande tela LCD, o scanner, a webcam, o drive de DVD, um hub USB, um storage e a mesa de trabalho. Tudo junto!
Conheça o conceito do Sync Desktop. Por enquanto apenas um "conceito" de design do projetista Gareth Battensby.
Mas se você é usuário de PC, com certeza vai se perguntar: mas como eu faço upgrade de hardware nesta máquina?

Fanáticos

Quem nasceu primeiro? O ôvo ou a galinha? Quem é mais fanático? Os projetistas de hardware da Apple ou seus fãs?
Uma pergunta muito difícil. Quanto mais a Apple inova, mais fanatismo atrai. Você tem dúvida?
Pois veja a fila que consumidores fizeram na última quinta em frente a nova Apple Store de Boston.
E era apenas a inauguração de uma loja. Podem imaginar no dia do lançamento do iPhone 3G.

Puxado do blog MacMagazine. Thanks!


Contrastes



O cachorro aprecia o trabalho de seus donos na recepção destes pescadores em Joannes, Ilha de Marajó. A chuva - que se insinua ao fundo - rapidamente mudaria este cenário.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Vende-se

Se você dispõe de 800.000 libras esterlinas (algo em torno de R$ 3.000.000,00), pode comprar o último andar (mas somente ele; a casa toda não) desta bela residência georgiana, situada na rua Richmond Hill, em Richmond, subúrbio chique de Londres.

O imóvel fica de frente para o Richmond Park, o maior dos belos parques londrinos, e tem uma vista esplendorosa para o Tâmisa (obviamente, em dias ensolarados e pelas lentes de um fotógrafo melhorzinho, a foto faria jus à paisagem).


Finalmente, se não bastassem a localização, as condições do negócio (precinho de ocasião...) e o charme do bairro, você ainda pode ser vizinho, parede a parede, de ninguém mais, ninguém menos, que Sir Michael Philip Jagger, também conhecido pela alcunha de Mick.



Dizem pelas redondezas, no entanto, que desde um certo affaire com uma modelo-apresentadora brasileira, nunca mais viram Mick por lá.

Julia


Nosso confrade Yúdice Andrade vem contando para seus leitores, no Arbítrio, a emocionante aventura de ser a cada dia mais pai. A evolução da gravidez de sua mulher, semana por semana,
tem sido relatada em posts que denotam um aumento da ansiedade de logo ver, tocar, cheirar e mimar seu rebento.

O amor de pai e mãe, puro e irrestrito, não se abala por nada. É porção instintiva da nossa espécie humana, que nenhuma notícia de crime de pais contra filhos consegue pôr em questão. Justifica todas as homenagens feitas, em especial, às mulheres, cuja doçura proverbial de sua natureza feminina multiplica-se, quando ela passa a ser mãe.

Uma das mais belas destas homenagens, fizeram-na os Beatles. A música Julia, autoria da dupla Lennon e McCartney, foi composta em homenagem à mãe de John. Por meio dela, ainda que com certo atraso, presto minha homenagem a todas as mães que passam por aqui.

Ao amigo Yúdice, proponho a música como trilha sonora de sua filhinha, que logo, logo estará neste mundo, tão injusto e cruel quanto maravilhoso e divino.

Sindiloc impuguina o pregão do Detran

O título desta postagem é o título de uma reportagem publicada no IVCzalJuvêncio de Arruda) de hoje, caderno Atualidades, página 5. Assim mesmo: impuguina, conjugação na terceira pessoa do singular do verbo impuguinar.

Há muito se nota que o nível do jornal das ORM já foi outro.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Travestidos


A nova mídia da BomBril alude ao mico pago por Ronaldo. O ator Carlos Moreno comparece mais uma vez e interpreta três personagens: um homem vestindo camiseta com as cores do Flamengo e logo da Bombril no peito, ladeado por dois outros travestidos de mulher. A chamada do anúncio: Não leve gato por lebre. Dura é a vida das celebridades, quando têm a vida exposta nos açougues do espetáculo.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Vidro, maçãs e tecnologia



Quem já esteve numa Apple Store sabe. Elas são sempre caprichadas. E amanhã, a cidade histórica de Boston (EUA) inaugura mais uma Apple Store. Leia mais a respeito no MacObserver e veja mais imagens no Gizmodo.

De pé

Vi uma charge retratando a "queda" da Ministra Marina Silva. Ela aparecia como um tronco de árvore, serrado. Uma alegoria feliz, na medida em que a ministra aparecia petrificada, engessada, como de fato foi ficando num governo que a elogiava em eventos, mas lhe suprimia espaços e não lhe dava respaldo nem condições de agir. Só não de todo feliz porque, a meu ver, Marina não caiu: ela saiu de pé - e de cabeça erguida, coisa que outros tantos ligados ao governo, que efetivamente caíram, não puderam fazer.
Não foi fácil passar mais de cinco anos sendo bode expiatório de diversos problemas econômicos no país. Mas poucas vezes (ou nunca antes na história deste país) se viu um membro do primeiro escalão do governo enfrentar com tanta galhardia as imensas pressões ao seu redor, mantendo a coerência de seu discurso, de seus atos e daquele com estes. Merece destaque, ainda, que muitas pedras foram atiradas contra Marina, mas nenhuma por corrupção, tráfico de influências e outras diversas chicanas já consolidadas na praxe política brasileira.
A imprensa agora expõe a perplexidade dos ambientalistas, que perderam um soldado, e a satisfação dos desenvolvimentistas. Odiei essa palavra. O seu simples uso já denota falta de senso de realidade, para dizer o mínimo. Porque remonta à idéia para lá de ultrapassada que entende desenvolvimento como produção de riquezas para o empreendedor e para o Estado, por conta da tributação. É isso que a camarilha quer: dinheiro no bolso do empresário e nos cofres do Estado que gasta mal. Há décadas o desenvolvimento ganhou uma nova perspectiva, que exige a proteção ambiental e a externalização da riqueza. Sem essas duas variáveis, não há desenvolvimento, mesmo que a atividade tenha gerado bilhões de dólares. Ignorar isso desqualifica qualquer debate. Negar isso é má fé.
Os próximos capítulos desta história não parecem nada favoráveis.

Iphone no Brasil oficialmente confirmado para o final do ano

Tudo o que posso confirmar é que vamos trazer o iPhone para o Brasil até o final do ano. Vamos dar os detalhes no momento adequado. Não posso falar mais nada, porque é uma informação estratégica em um mercado extremamente competitivo”.

Quem falou isso foi Fiamma Zarife, diretora de Serviço de Valor Adicionado da Claro, em evento em São Paulo ontem, segundo o G1.
Quem esperou, vai poder agora curtir seu sonho de consumo numa boa. Agora é esperar pelo "precinho". Na verdade, próximo mistério a ser desvendado pelos internautas: afinal qual será o preço do iPhone legal no Brasil?