Encerra-se neste domingo a 2.ª edição do Restaurant Week Brasília. Na primeira, de 27 de julho a 9 de agosto de 2009, 50 restaurantes aderiram ao circuito e cerca de 38 mil pratos foram vendidos.
Coroado de êxito, o evento cresceu e teve a adesão de 75 restaurantes que tornou-se o maior evento gastronômico da Capital Federal.
Há 17 anos, donos de restaurantes de Nova York tiveram a idéia de promover uma maratona gastronômica, com itens do cardápio a preços acessíveis e iguais. A inicitiva correu o mundo, espalhando-se por mais de 100 cidades.
No Brasil, Sampa, Rio, Recife e Brasília adotaram a iniciativa.
Almoço R$ 29,70. Jantar R$ 33,00, por pessoa com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Uma "barbada" diante do preço normal de vários desses 75 restôs da lista brasiliense.
E também para outros profissionais da área de saúde, com interesse especial em Medicina Intensiva, o poster recomenda e linka o Artigos Comentados em Medicina Intensiva. Elaborado por uma boa equipe de intensivistas cariocas, entre eles, meu amigo virtual André Japiassú, o blog faz exatamente o que se propõe no título: comenta os principais avanços na especialidade.
André é autor de livros da área e é parceiro deste poster há alguns anos na AMIB-Lista, uma ferramenta de atualização online baseada em e-mail. Dê uma olhadinha e tenha uma boa idéia do universo que faz parte de meu verdadeiro cotidiano. Um mundo onde altas emoções, antenadas com conhecimentos atualizados em medicina de cuidados críticos, alta tecnologia, aliados a doses generosas de humanidade, podem fazer muita diferença. Nota 10 para a iniciativa de André.
E por falar em blogs preferidos, se você tem 15 minutos de bobeira (e quem não tem?) e quer dar umas boas gargalhadas (e quem não quer?), sugiro um blog que sempre levanta meu astral: Awkward Family Photos.
São fotos de família para lá de engraçadas, estranhas ou simplesmente esquisitas, postadas por quem não tem muita vergonha de expor os próprios familiares ao ridículo. Nem precisa dizer que as fotos dos anos 70 e 80 fazem o maior sucesso...
Boing Boing, um dos meus blogs preferidos, traz um post hoje levantando a possibilidade de que "sabotagem interna" impediu a Microsoft the desenvolver plenamente o potencial dos Tablet PCs, deixando aberta uma brecha enorme para a Apple e seu novo iPad.
De acordo com o site, o vice presidente da Microsoft responsável pelo MS Office recusou-se a desenvolver uma versão do programa que trabalhasse bem (e especificamente) com os Tablet PCs, na prática matando todas as chances do produto "pegar"...
Não pude resistir a mais um gráfico. Desta vez, sobre a adoção de telefone móveis em países de todas as regiões do mundo entre 1998-2008. O show fica por conta do programa "Motion Chart Visualizer" da Google--quando se move a barrinha inferior referente aos anos, pode-se visualizar a rapidez da mudança do panorama mundial da telefonia. (Infelizmente, a foto acima é estática. Visite o site linkado para o gráfico dinâmico).
As bolas coloridas representando os países em desenvolvimento sobem dramaticamente entre 1998-2008, enquanto os países desenvolvidos praticamente atingem o ponto de saturação (mais de 100% de penetração dos celulares per capita).
Everaldo Martins, no governo de Ana Julia, tera a missao superior de chefiar a Casa Civil e nao de promover a Guerra Civil entre aliados e correligionarios. A ululante diferenca possibilita a melhor chance de exito da campanha politica que, em 2010, tentara reeleger a governadora petista. Ao estimado amigo, meus votos de exito em missao das mais complexas.
Face a inapelavel era do aquario em Sao Paulo, estado e capital, na qual ja foram afogadas desde dezembro mais de 70 pessoas, os administradores das comunas paulista (PSDB) e paulistana (DEM) , ao inves de mostrarem servico que minore o sofrimento, acendem velas por um apagao nacional que avarie a imagem do governo Lula. Em paralelo, no que lhes diz respeito, ou melhor, do que deles diz de desrespeito, seus arautos em folhas e estadoes atribuem as enchentes e deslisamentos as forcas terriveis da natureza. Entao, ta - chamemos os pajes!
Após finalmente ter cortado a juba, sem fazer nenhum desvio no caminho até o salão, comecei a espera pelo novo portátil, após ter me despedido com honras adequadas do velhinho de plástico branco. Em jogo também, estava a credibilidade dos prazos de entrega da Apple Store BR. Mas eles foram cumpridos fielmente. Apenas um pequeno detalhe: a Apple Store promete "remessa" em 24 h (ou seja, o despacho para a transportadora), e um prazo variável de cerca de uma semana, para a "entrega" até Belém. Portanto, só o despacho dura cerca de 24 h. Mas o produto chega no prazo prometido e o pedido pode ser acompanhado online passo-a-passo. Eis aí então o novo Macbook Pro, modelo mais enxuto e mais barato da série, com tela de 13 polegadas, placa de vídeo com memória e processador dedicados, 160 gbytes de HD, 2 gbytes de RAM, leitor de cartões de memória, teclado retroiluminado e estrutura inteiramente de alumímio "unibody".
E ele chega assim, nesta prosaica caixinha lacrada, que é um primor de embalagem.
Antes dela, uma caixa de papelão "despintado" a envolve, tendo a empresa o cuidado de protegê-la com 4 cantoneiras de papelão rígido.
Ao cortar o lacre, surge então o almejado produto, totalmente envolvido em plástico protetor. Neste momento, o ponto culminante da realização de um velho sonho. Abaixo dele, estão ainda a fonte de alimentação, manuais, softwares embarcados e 2 adesivos da Apple. :-)
E no detalhe, um produto com assinatura. Uma obra de arte.
Após ligar pela primeira vez, tem início a rotina de configuração, que só acontece uma única vez. Nela você deve criar sua conta de usuário com login e senha, configurar sua conexão com rede local e ou internet, escolher fuso horário, teclado e finalmente, assistir um rápido vídeo de boas vindas. Daí então, é só sair usando e instalar os programas adicionais que achar conveniente.
Contudo, em meu caso, como havia premeditadamente adquirido um HD externo de 1/2 terabyte para utilizar o recurso Time Machine, já possuía nele, uma imagem completa do Macbook anterior. Sendo assim, durante a primeira inicialização, foi me perguntado se gostaria de importar as configurações de outro Mac. Respondi que sim e espetei o HD externo com a imagem do Mac antigo. E a mágica funcionou à perfeição. Após cerca de 40 minutos de cópia da imagem criada com a Time Machine, lá estava eu com a mesmíssima configuração do Macbook branco. Incluídas aí todas as contas de e-mail, mensagens, favoritos dos navegadores, documentos, imagens, músicas, filmes, configurações de segurança e outras coisas que certamente ainda nem consegui identificar que foram copiadas. Um verdadeiro transplante de cérebro bit-a-bit. Fantástico! Absolutamente mágico, simples e funcional.
Desta maneira, minha primeira inicialização foi rápida, e não precisei fazer mais nada após a recuperação da imagem do Time Machine. Logo no final, lá estava eu de cara para a mesma configuração do Macbook branco em uma máquina bem mais poderosa, com a solidez e leveza do alumínio e a atualidade do Mac OS X Snow Leopard. Após o boot inicial, 1 hora de download para baixar cerca de 700 mbytes de atualizações e pronto. Cá estou compartilhando esta experiência, que só um Applefanático pode descrever. Quanto a juba, ela agora é história. E eu agora, posso dizer: o primeiro Macbook Pro, ninguém pode esquecer.
A diversidade de opinião que define este blog está cantando na caixinha de comentários da postagem "Oscars 3", lá embaixo. Visite e deixe sua opinião. E, por favor, alguém comente alguma coisa sobre o filme "Distrito 9". De preferência, a favor, hehehehe.
The big item making the rounds on most media-savvy blogs this Wednesday is an infographic published by Focus.com showing "The State of the Internet" today. The large, gorgeous collection of charts that you see on the left made headlines on Mashable: The Social Media Guide, Popurls and other similar blogs.
A few of the most interesting finds: * The same percentage of all men and women (74%) use the Internet * 94% of all college graduates use the Internet * Norway, Sweden and Finland are the top three countries for per capita Internet penetration * 39% of all bloggers (including us!) are between 35-49 yo.
A big thank you to the Focus.com geeks for making all other bloggers and nerds drool today!
A história do adiamento do jogo entre Remo e Paissandu, no próximo domingo, tem protagonistas e culpados para todos os gostos. Porém, como bem disse nosso confrade Yúdice na postagem abaixo, cada um que diga o que quiser, mas que assuma o que está dizendo.
Desde que se aventou o adiamento da partida, motivado por uma intenção declarada do Paissandu, falou-se que a pretensão era ganhar tempo para que o time alviazul, montado de afogadilho e ainda sem consistência, pudesse se entrosar e jogar de igual para igual com o Remo, que vinha de um longo período de preparação.
Na verdade, tanto uns quanto outros não conhecem a verdade, pretendem não conhecer, ou fingem esquecê-la. Enquanto isso, a Federação Paraense de Futebol (FPF), a Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (SEEL) e os próprios clubes jogam para a plateia, tirando de suas costas a verdadeira responsabilidade pelo ocorrido.
Como bem ilustra a coluna do jornalista Carlos Ferreira, na edição de hoje de O Liberal, FPF, SEEL e clubes firmaram no ano passado um Termo de Ajustamento de Conduta, o temido TAC, para resolver as pendências existentes nos estádios que administram. O TAC, na verdade, foi uma vitória da coletividade, já que anos após ano, desde que se implantou no Pará a prática, determinada pelo Estatuto do Torcedor, de vistoria pelos órgãos de segurança das praças esportivas, os estádios vêm sendo liberados sob ressalvas. E as ressalvas, caros leitores, nunca foram cumpridas, sempre deixando os torcedores-consumidores sob algum risco.
Note-se, ademais, que em dezembro, quando precisavam de dinheiro para cumprir seus compromissos de final de ano, os clubes foram à SEEL e à FPF e obtiveram destas apoio para aditar o TAC. O MPE concordou em liberar o Mangueirão sem que as obras estivessem concluídas, desde que o próximo jogo no estádio somente se realizasse com o integral cumprimento do Termo.
Agora que o MPE faz valer a lei, os clubes, a FPF e a SEEL resolvem reclamar. Torcedores ludibriados compram as bravatas que os clubes vendem à imprensa e xingam o Parquet. Alegam prejuízos e uma suposta má-vontade para com o futebol paraoara. Cobram compreensão e flexibilidade do Ministério Público, fingindo esquecer que nos últimos foi só o que tiveram do órgão.
Pois que paguem, os verdadeiros culpados, pelo papelão que estão fazendo. Mas que, como homens, deem a cara a tapa.
Dois assuntos estão sendo lembrados de forma recorrente na blogosfera paraense, nos últimos dias. É só eu começar a minha navegação e me deparo com eles (para ser mais exato, com um deles, pois o outro está mais restrito ao interessado direto). Leio, com crescente desinteresse, e não comento. Minha opinião é diametralmente oposta à da generalidade dos blogueiros e comentaristas e, sabedor de que os sociopatas se revelam por trás do computador, não me exporei à insanidade alheia. Só direi que as pessoas precisam ter responsabilidade em relação ao que escrevem, a fim de não serem responsabilizadas pelo que escreveram. E que o mundo gira, em novas cores. Ruim para quem não entende isso.
Quando falamos de computadores portáteis, alguma confusão sempre se forma, tendo em vista que já vão longe os tempos em que existiam apenas os desktops e os laptops. A tecnologia avançou tanto que surgiram várias subcategorias para cada um destes tipos de computadores. Nada como um bom artigo de referência para ajudar a entender a atual gama de portáteis existentes no mercado. Com o lançamento do iPad, a confusão parece ter aumentado um pouco. Críticos passaram a avaliar o lançamento da Apple, apontando a ausência de portas USB, webcam, multitarefa, entre outras coisinhas. Mas é importante entender, que tudo depende da finalidade que se tem em mente para o produto. Neste sentido, o artigo Como escolher o modelo mais adequado de computador portátil da PC World BR, é útil e obrigatório para ajudar a situar o novo produto da Apple e fazer-lhe críticas mais justas.
Ao cabo e ao fim, penso que quem chama o iPad de iPhonão, teve frustradas suas expectativas de ver um tablet com Mac OS X. E não se conforma com o iPhone OS embarcado no produto. Sinceramente, acho o termo inadequado. Mas para estes recomendo calma. Já existem rumores que um outro produto tipo tablet com Mac OS X embarcado, estaria sendo gestado na Apple. Por enquanto são apenas rumores. Mas se forem confirmados, não perca de vista qual a sua necessidade para o produto. Afinal, é exatamente isso que deve nortear a sua escolha. A finalidade. E dentro da mesma finalidade, as críticas e comparações devem ser feitas. E continuo achando que o iPad é de fato um produto novo. Uma inovação que pode ou não se enquadrar na atual classificação. Sua aceitação pelo mercado, é a incógnita que vamos acompanhar. E o mercado? Bem. Ele tem alguns cases onde mesmo em meio a uma raivosa saraivada de críticas apressadas, produtos obtiveram reconhecimento superando todas as expectativas. Na Apple principalmente.
Vários convidados vip´s da terra das mangueiras, deslocaram-se de Belém para prestigiar o advogado Ophir Cavalcante Jr., empossado presidente do Conselho Federal da OAB.
Como era a reabertura dos trabalhos no Congresso Nacional, alguns dos vip´s-entusiastas da política, circularam nos Corredores do Planalto.
Dentre as opiniões recolhidas pelos poster, só uma impressão: a precipitação é algo muito perigoso no jogo político.
Alguns, desses vip´s, garantiram pela "fé da mucura" que a governadora conseguira reatar o affair com o PMDB do sobrençalhudo (@ 5.a Emenda).
Foram poucas vezes na minha vida que testemunhei indicados ao óscar tão ruins.
Prefiro ficar no brega nacional.
Faz-me muito melhor.
"Avatar" com oito indicações!! Fala sério. Só pode ser a indicação de caminhos muitos estranhos rumo à idiotice completa da indústria do entretenimento à moda americana.
Os filmes, sem exceções, são péssimos; com interpretações medíocres. Inclusise, um Morgan Freeman cansado que, no papel de Nelson Madela. Decepciona.
O ex-baby face Brad Pitt, submergiu... Não há nem sobra de sua magistral interpretação in "The Curious Case of Benjamin Button".
Los Angeles em crise. Cinema americano caça-níquel. Eis quem se dispor a perder seu tempo em acompanhar a premiação da Academia de Ciências Cinematográficas do Tio Sam.
A pior temporada dos últimos 20 anos.
Deixo, portanto, meus protestos.
Mudando de pau pra cacête.
Lista das músicas
1. Amigo - Odair José – 1975 - Globo de Ouro 1976 2. Nada Fez Por Mim - Jerry Adrianin - 1976 >>>>> E povo rodopiava no salão até ficar tonto, depois corria para tomar mais umas doses de cuba libre e tudo começava de novo. 3. Nada Na Cuca - Flavio Carvalho - 1976 >>> Essa é uma perdida. Deve ter alguma coisa que chama a atenção desse rapaz. 4. A Rua Em Que Você Morava - Gilberto Lemos - 1982 5. Amar É Viver - Altieres Barbiero - 1982 (Se ela parar de amá-lo, ela morre!) 6. Uma vida só [Pare de tomar a pílula] - Odair José - 1973 >>>>>>> O verdadeiro nome da faixa. Um homem resoluto que quer ser pai. 7. Eu Não Sou Cachorro Não - Waldik Soriano - 1972 8. Bom para o Moral - Rita Cadillac - 1983 >> Note que não tem taxas extras! 9. A Desconhecida - Fernando Mendes - 1973 >>> Fala sério! 10. Sonhar Contigo - Agnaldo Timoteo - 1981 >>> >> Ele faz essas promessas porque ele não passa de um safado mulherengo! O cara correto não promete isso pra sua mulher porque não precisa. 11. De Que Vale Ter Tudo na Vida - José Augusto - 1981 >>> Esse aqui é o corno profissional. Aquele que acredita que a felicidade é ser corneado 12. Domingo Feliz - Angelo Maximo - 1977 >>>> Há, há, há... é o refrão da música.Acho que ele estava treinando traços de karatê nesse momento. É brega diplomado o rapaz. 13. Tudo Passara - Nelson Ned - 1969 >> Um dos mais bem sucedidos de todos os tempos do Brasil. Imigrou para o México, onde, novamente tornou-se um fenômeno de vendas, agora cantando em espanhol. Não se sabe porque NN nunca mais aceitou fazer um show no Brasil. 14. Amigo - Odair José - 1976 >>> Mais uma do ícone cantor e compositor goiânio. 15. Naquela mesa - Teimosa - Se não for por amor - Os Motokas - 1974 >>> As músicas são legais, mas, tem coisa mais brega do que uma banda com o nome de "Os Motokas"? 15. Paloma Branca - os Carbono - 1976 >>>> Sem comentários. O cara não tem o que fazer. 16. Eles Precisam Saber - Wanderley Cardoso - 1977 >>>> Outro candidato a corno profissional. Corno manso orgulhoso. 17. O Homem da Minha Vida - Waldirene - 1977 >>>> Esse casal só curte, se brigar. 18. Marie - Julio Cesar - 1977 >>> Mais um candidato ao famoso chifre. 19. Marido da Enfermeira - Edson Frank - 1982 >>> Sem comentários. 20. Pra sempre - Claudia Telles >> Isso é que é o amor. 21. A Rua Em Que Você Morava - Gilberto Lemos - 1982 >>>> Saudades de um amor. 22. Criança Abandonada - Monalisa - 1982 >>> Música denúncia 23. O Sequestro - Geraldo Antunes - 1982 >>> Música denúncia 24. O Travesseiro - Márcio Greick - 1982
E os filmes em si? Quem merece estar dentro e quem não devia estar? Quem foi esnobado desta vez?
O melhor filme em competição e meu filme favorito de 2009 é "The Hurt Locker". Escrito por um jornalista, Mark Boal, que passou um ano convivendo com uma equipe de desarmadores de bombas no Iraque, o filme é uma aula de cinema. Boal criou personagens incrivelmente complexos e realistas, exatamente porque foram baseados em pessoas reais. No centro da ação, Jeremy Renner, no papel de um sargento que sabe que é provavelmente o melhor do mundo na sua função.
A direcão de Kathryn Bigelow já entrou no canon dos mitos de Hollywood, e todo mundo vai ficar muito surpreso se ela não for a primeira mulher premiada com o Oscar de direção. A maneira como ela monta as cenas de ação é absolutamente impecável e "gripping". O filme te segura pelo pescoço na primeira cena, com Guy Pearce, e não te larga mais. Eu nunca me senti tão tenso e envolvido na ação.
O fato de Bigelow ter escolhidos atores desconhecidos (exceto por algumas pontas) adicionou muito ao realismo do filme. Nós acreditamos nos atores exatamente porque não são stars. Eles se tornam os soldados retratados no filme. E já que não são stars, a nossa sensação é que qualquer um deles pode morrer a qualquer minuto.
"The Hurt Locker" foi merecidamente indicado a 9 Oscars, empatando com "Avatar" como os dois filmes com mais indicações.
"Avatar" merece todas as indicações que teve, e deve levar alguns Oscars no dia 7 de março. Talvez até o de melhor filme.
Outra indicação merecidíssima: Meryl Streep no papel de Julia Child em "Julie & Julia". Child, já falecida, é um ícone da culinária e da TV americana, e Streep conseguiu dar vida a ela de uma maneira incrível. Imitando sem cair na caricatura. Um filme literalmente delicioso e um papel fantástico para esta que já é um tesouro da cultura cinematográfica.
Outras indicações que me deixaram particularmente feliz: "A Serious Man", dos irmãos Coen; e "District 9", ficção cientificia brilhante da Africa do Sul, foram ambos indicados ao Oscar de melhor filme. Merecidissimos.
Filmes que eu estava resistindo ver e que agora serei obrigado a ver: "Crazy Heart" (a atuação do Jeff Bridges é supostamente brilhante, mas o tema não me atrai); "The Blind Side" (idem para a atuação de Sandra Bullock, mas parece muito agua com açúcar pro meu gosto).
Vou ficando por aqui porque já devo estar esgotando a paciência de todos, mas prometo que ainda tenho muito o que falar amanhã...
Aqui em Hollywood, uma "campanha" durante a "awards season" chega a ser tão cara quanto o orçamento total de alguns dos filmes sendo promovidos. Pra dar uma ideia, jornais como o New York Times cobram US$ 100 mil por dia por um anuncio de página inteira. A campanha para um filme como "Up in the Air", por exemplo, já está durando mais de dois meses, e todos os dias o NYT traz pelo menos um anuncio de pagina inteira para o filme de George Clooney. Agora some-se a isso todos os outros jornais metropolitanos, mais TV, rádio, outdoors, etc. Não é exagero dizer que estas campanhas acabam sustentando a mídia por alguns meses, pelo menos em New York e L.A.
As campanhas também envolvem "corpo a corpo" dos "candidatos". Muitos special screenings de todos os filmes são organizados para um público de atores, diretores, produtores, e jornalistas como eu. Estes screenings sempre contam com a presença dos atores, diretor(a), produtores, escritores envolvidos no filme mostrado, que ficam após a sessão para um tete-a-tete com os presentes. Eu, que sou apenas um jornalista interessado em cinema, recebo pelo menos três email-convites diários para este tipo de screenings.
E vale `a pena? Para filmes de baixo orçamento e sem dinheiro para marketing, como "The Hurt Locker" ou "Precious", estes special screenings são fundamentais. Para outros, como "Avatar" e "Up in the Air", eles tem um efeito multiplicador, e mantem o filme, cast e crew no spotlight o tempo inteiro.
A verdade é que Hollywood é uma indústria como outra qualquer: a única diferença é o glamour e o ego das pessoas envolvidas. Se fosse só pelo prestigio, ninguém se preocuparia tanto, mas o dinheiro a ser ganho e as somas envolvidas são tão astronomicas, que faz sentido completo para as produtoras e estudios gastarem com este tipo de promoção.
Los Angeles acordou num frisson muito maior do que o normal hoje, quando as indicações para o Oscar foram anunciadas por Anne Hathaway (`as 5:35 da madrugada aqui em Hollywood). A grande novidade este ano é que são 10 filmes concorrendo a melhor película (e não mais 5). A Academia decidiu dobrar o número de candidatos para tentar conseguir uma audiência maior para a cermiônia de entrega das estatuetas.
Quem mora em outros países ou mesmo em outra cidades americanas não pode imaginar a importância que os Oscars e a indústria cinematográfica tem nesta cidade. Em fins de novembro, começa a tal da "awards season": a temporada de caça aos prêmios. Obviamente não são só os Oscars: cada ramo da indústria tem seu próprio prêmio (produtores, diretores, escritores, atores, etc), sem falar nos Globos de Ouro e nos prêmios dados pelos críticos das maiores cidades.
A "awards season" é importante porque a indústria em si é extremamente importante para a economia local, e ganhar premios geralmente se traduz em ganhos de até 100% ou mais nas bilheterias. Pra uma cidade que respira cinema, e na qual uma em cada cinco pessoas está de alguma forma ligada a industria do entretenimento, pode-se imaginar o frisson que está verdadeira "corrida ao ouro" ocasiona.
No comecinho deste ano foi identificada uma misteriosa estrutura em um grupo de asteróides a cerca de 160 milhões de km do nosso planeta azul. A teoria inicial apontava para um cometa. Hoje a NASA liberou a conclusão da análise do nosso querido "velhinho míope", o telescópio Hubble: trata-se do resultado da colisão de 2 asteróides, a altíssima velocidade. Observem o perfeito "X" perto do núcleo. Mais um "achado" que devemos ao Hubble.
Atenção usuários de iPhone/iPod Touch adquiridos regularmente no Brasil. A Apple já disponibilizou uma nova versão de seu iPhone OS. Basta sincronizar seu iPhone/iPod Touch com o iTunes e, na tela de incialização, clicar no botão Atualizar.
Nada de muito novo na nova versão. Ela promete um informe de capacidade de bateria mais apurado, correções para um teclado japonês e melhora o funcionamento errático de alguns aplicativos de terceiros.
Mas como sempre lembramos: proprietários de iPhones jailbroken (desbloqueados nos EUA ou adquiridos de outra forma que não através das operadoras de telefonia) não devem fazê-lo. Poderão ter seu iPhone inutilizado para sempre.
Tempo de download (291 mbytes), aproximadamente 45 minutos na banda larga "diz que" 1 mbits do Velox/Belém.
Uma pesada cortina de silêncio desabou sobre os escombros do pequeno Haiti. Era previsível, sem deixar de ser absolutamente cruel. Outros fatos - ou meros factóides - atraem as lentes ávidas pela notícia instantânea e superficial. Poucos permanecem por lá, respirando o ar carregado de dor, doença, fome e morte. Leandro Colon, correspondente do Estadão, é um deles. Suas matérias revelam o lado humano da tragédia. Focalizam o dia seguinte do que é apenas extensão de um sofrimento que parece não ter fim. O caso da enfermeira salva por soldados brasileiros, após três dias do terremoto, tudo registrado por uma equipe da Rede Globo, permanece como um emblema de como o mundo pode continuar lavando as mãos na água podre do descaso e da infâmia.
________________ *Sobre a expressão, você pode ler aqui.
Na postagem Falta de vergonha na cara, antecipei que o pacote de benesses tributárias concedido pela prefeitura de Belém às concessionárias do serviço de transporte público urbano da capital iria se complementar em pouco tempo.
A fase dois do Proer das empresas de ônibus veio ontem: a passagem foi aumentada em 8,8%, passando dos atuais R$ 1,70 para R$ 1,85, a partir de hoje.
No entanto, nada se ouve sobre renovação de frota, extensão de linhas ou interligação de trechos com passagem única. A prefeitura também não esclareceu de onde tirará o montante decorrente do perdão fiscal que concedeu às empresas, nem, como há anos se critica, quais os parâmetros e critérios para estabelecimento do preço da passagem.
Em outras palavras, tudo está pior do que era antes, no quartel de Abrantes.
É preciso fazer o registro: hoje, toma posse na presidência do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil o advogado e procurador do Estado do Pará Ophir Filgueiras Cavalcante Júnior.
Desejo ao Ophirzinho, como é conhecido meu colega de profissão e de Serviço Público, sucesso no mandato. Que ele consiga fazer na OAB o que a sociedade espera e o que a história da entidade dela exige.
A postagem póstuma sobre o escritor J. D. Salinger que fiz no dia de sua morte mereceu a manifestação de alguns dos coeditores do Flanar.
Além deles, recebi um email do advogado e blogueiro CJK, craque em ambas as atividades, justificando a grandiosidade de Salinger. Pela autoridade intelectual do comentarista e por ser o testemunho de alguém cuja geração foi influenciada diretamente pelo autor americano, reproduzo integralmente a missiva.
Só não levem a sério a parte que fala do Botafogo. Afinal, ninguém é perfeito, e CJK é um emérito rossonero à carioca...
Boa noite Dr. Francisco:
Li sua postagem sobre o autor americano em referência e quase meti a minha colher na sopa lá no blog. Mas o comentário ficou um pouco longo, então prefiro mandar como e-mail.
Dr. Francisco, concordo com você e acho que para a sua geração a linguagem e o estilo de Salinger no “Catcher” realmente podem não ter tido muita importância.
Mas sabe porque? Posso não acertar completamente na razão, mas desconfio de que um dos motivos é que a sua geração cresceu e se desenvolveu intelectualmente numa atmosfera cultural que já havia recebido todos os influxos e “amortecido” o impacto provocado pela visão de um rapaz de 17 anos sobre o mundo que o cercava. Mensagem transmitida de forma sincera e aberta em 1951 como nunca antes havia acontecido na literatura americana, mas que já fazia parte do dia-a-dia décadas depois.
Dezenas de escritores, músicos, cineastas e outros criadores culturais se beneficiaram da porteira aberta pelo pioneiro autor na década de 50. Realmente, em 2010 meus filhos, membros da geração iPad, talvez leiam a "saga" do jovem personagem Holden e até o achem um "bobão", não vejam nele nada de original.
Puro engano, vou tentar mostrar para eles o contrário, embora não saiba se conseguirei me explicar.
É que em 1951, um autor de 31/32 anos ao dar voz a um moleque de 17 como fonte inspiradora para um livro, serviu como poderosa ferramenta, um catalisador para dar voz a várias gerações que se seguiram. Lembre-se, os beatniks estavam começando a aparecer e ainda faltava uma década para os Beatles surgirem. Holden Caulfield fez parte desta massa crítica, sem dúvida.
E o livro é muito bem escrito, o Salinger era louco de pedra, mas era um craque na sua arte. Colocou num livro a fala coloquial de um jovem americano médio de 1940/50 de uma forma tão natural e correta, que até hoje incomoda setores conservadores da sociedade americana. Sabia que o "Catcher" ainda é um dos livros mais censurados em bibliotecas de escolas, em algumas regiões, lá no poderoso Irmão do Norte? Tudo por conta de uns "goddamn's" e "fuck's", semeados pelo texto!
Só agora terminando a mensagem veio a mente a palavra que define este livro: seminal. Gostemos ou não, continuemos ou não apaixonados por este primeiro amor literário (e eu o li aos 13 anos pela primeira vez), é uma obra que abriu caminho para criação de outras.
Grande abraço, boa noite, desculpe a intromissão. E realmente, mudando de assunto, concordo com você, tem coisas que só acontecem com o Botafogo...
A postagem sobre Salinger merece, ainda, uma correção, que vem aqui em postagem específica, para ter o destaque merecido.
Critiquei a tradução do título do livro para o português, imputando a culpa à equipe que versou a obra para o vernáculo – com destaque especial para o embaixador Jório Dauster.
Depois, pesquisando na internet, encontrei a reprodução de um artigo de Dauster, no qual ele explica que a tradução quase literal foi uma exigência do próprio escritor, imposta por meio de sua agente literária. A versão preferida dos tradutores, dentre uma série de títulos alternativos, era A Sentinela do Abismo.
À parte do aspecto pitoresco, o testemunho de Jório Dauster demonstra que, para os tradutores de escritores vivos, as dificuldades do trabalho não se limitam aos aspectos puramente literários da obra a ser passada para sua língua. As idiossincrasias do autor também precisam ser atendidas.
Dois gols de Vélber selaram a quase certeza de que o Remo caminha no rumo certo, no campeonato paraense de 2010. Só digo “quase” porque domingo tem RePa, o chamado clássico-rei da Amazônia, cuja rivalidade ainda mantém o apelo popular, apesar do fundo do poço em que se encontram nossos clubes.
O jogo do próximo domingo será como estacar diante de uma bifurcação, no meio de um caminho desconhecido. Se houver derrota, todo o planejamento e os resultados até aqui colhidos podem ir por água abaixo. Infelizmente, ainda acontece assim em nosso futebol.
Belém é uma cidade completamente desregrada. Cansa-se de falar, em blogs, sites, portais e jornais impressos, o quanto o trânsito é caótico, a selvageria e a insegurança imperam nas ruas, as calçadas não existem, a fachada das casas avança sobre o espaço público. A população vive tão entregue à situação caótica do dia-a-dia da cidade que quando percebe algum sinal de mudança, fica extasiada. Foi o que aconteceu comigo e várias pessoas ontem, ao assistir à cena narrada abaixo.
Após o final do jogo Remo versus Santa Rosa, no estádio Baenão, um elemento passa em frente ao Posto Azulino, ao lado do estádio do clube, e estaciona seu carro tunado na lateral da feira da 25 de Setembro. Abre, então, a traseira do veículo e coloca para funcionar um verdadeiro treme-terra, de fazer inveja às aparelhagens que pululam nos subúrbios da capital paraoara e que deve ter custado mais caro que o próprio carro onde instalado.
Vinte minutos depois, chega uma viatura da Delegacia do Meio-Ambiente. Descem três policiais, um deles com um decibelímetro na mão, medem a intensidade do som e tacam uma sonora multa no palhaço. Pior para ele: delícia das delícias para quem assistia a cena, o infrator foi obrigado a desligar o som e ir embora em silêncio.
Parabéns à Polícia Civil. Oxalá este seja um sinal de mudança, não um episódio isolado.
Depois de amanhã, se a Apple Store BR de fato cumprir os seus prazos, deverei fazer o unboxing desta beleza aqui. E como até as embalagens dão show, imagens serão registradas desde o momento de tirar o lacre. E o velho Macbook, ganha um novo dono, que com certeza, vai ser um destinatário digno e à altura de suas qualidades. O primeiro Mac, a gente nunca esquece. E o bichinho, que recebe seus últimos cliques do primeiro dono, parece que chora. É a velha história: com Macs, nada se perde, nada se cria. Tudo se transforma. ;-)