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Um grande amigo. Amigo nos termos que conhecemos como amigos de verdade. Trouxe em sua bagagem em viagem à Coréia, um box remasterizado do New Order.
Ei-lo aqui, devidamente mixado.
Na última década, os carros ditos híbridos, aqueles com motor de combustão interna e motor elétrico simultaneamente, têm sido muito valorizados. A palavra de ordem é meio ambiente.
Vários modelos estão à venda no mercado americano e na Europa, como o Toyota Prius e o Honda Insight, e até no Brasil temos a opção de comprar o mexicano Ford Fusion Hybrid. Nos EUA a venda de carros híbridos já corresponde a 3% do mercado.
Mas a idéia de ter um carrão veloz com consumo de carro pequeno é bem mais antiga.
Há exatos 111 anos, em 1900, foi lançado o Porsche Semper Vivus, modelo com a genial idéia, ainda não copiada, de posicionar os motores elétricos junto às rodas.
Uma réplica exata e plenamente funcional do carro, feita pela própria Porsche e exposta no último Salão de Genebra, estará em exibição no museu da marca, em Stuttgat até 13 de junho. E com a possibilidade de test-drive para os visitantes.
Velocidade limpa e emoção pura, eis o binômio a ser atingido pelos sucessores do Semper Vivus.
Que venham.
O jordaniano Emad Hajjaj tem uma das mais perigosas profissões do Oriente Médio atualmente: é cartunista político.
Suas charges são publicadas em jornais baseados em Londres, e direcionados ao mundo árabe, como Emirates Today, Al Ghad e Al Quds Al Arabi.
Com a inestimável ajuda da Internet, o humor, esta forma universal de linguagem, atinge o alvo com precisão e penetra no cérebro de milhões de pessoas diariamente.
Trocar bombas por charges, eis a questão.
Quando eu era novinho, costumava ouvir as conversas dos amigos metidos a Fittipaldi, Piquet e Senna, sobre o tempo “extraordinário” de 1h 40 ‘, 1h 35’ e até de 1h 30’ em que faziam o trajeto de Belém à Salinas, ou vice-versa. Eu mesmo cheguei a cravar 1h 45’, durante o jogo Brasil X USA, na Copa de 1994.
Muitos anos, lombadas, buracos e engarrafamentos depois, bati o meu recorde negativo hoje: fiz o fantástico tempo de 5h 45’!!!
E redefino a estrada como uma seqüência muito bem ordenada de funis, na forma de lombadas planejadas por algum gênio (do mal) da engenharia de trânsito.
Exercício visual virtual de futurologia: em 2026, Salinas – Belém em 15 horas. Ou mais.
Ontem à noite fui ao lançamento dos modelos C250 CGI e E 250 CGI, da Mercedes Benz, na Rodobens Automóveis e tive a oportunidade de conversar bastante com um jornalista especializado.
No meio de muitas informações interessantes, ele me contou uma história que me impressionou.
Um certo senhor, aqui mesmo de Belém, foi a uma concessionária para adquirir um sedan de R$ 70.000,00. Logo de cara foi induzido pelo vendedor a fazer um financiamento, pois a taxa de juros estaria baixa, a entrada era simbólica, enfim, um verdadeiro negócio da China.
Como golpe de misericórdia, ofereceu DVD portátil, IPVA grátis, tapetes e tanque de combustível cheio.
O comprador analisou as condições e, após algumas ligações telefônicas, informou ao vendedor que preferia pagar à vista, pois tinha o valor já previamente reservado para tal fim.
E para a sua surpresa absoluta, foi informado que, pagando à vista, cash, os mesmos 70 mil reais, não teria direito aos “brindes”, pois os mesmos seriam oriundos do financiamento.
Essa “operação” é conhecida como retorno, e ilustra bem como o propinoduto corre solto no Brasil não só no sistema estatal, como em todas (ou quase todas?) as atividades privadas.
O caso relatado estaria, segundo a fonte, em trâmite judicial.
Este país tem jeito?
Não muito longe, de fato.
Fomos e voltamos à Lua, e faz tempo.
É bem verdade que realizamos muitas voltas ao redor do nosso planeta azul, em ônibus e estações espaciais, mas sempre na órbita baixa (350 km de altitude).
Se, nas estações espaciais, aprendemos a viver no “espaço”, objetivando chegar um dia de novo à Lua e talvez ao planeta Marte, esse dia parece estar muito distante, por vários motivos, tais como a ausência de planos reais, a indisponibilidade de orçamentos viáveis, a inexistência de foguetes com potência suficiente para ultrapassar a órbita terrestre baixa e, principalmente, pelos melhores resultados obtidos nas últimas décadas por missões não tripuladas.
Até 2020, a ida de astronautas até a Estação Espacial está garantida, mas depois desse ano, o que acontecerá?
Não sabemos.
A promessa do presidente americano Barack Obama de missões tripuladas até Marte, estimada para 2035, pode ter o mesmo destino das promessas de Bush pai (de pisar em solo marciano) e de Bush filho (de voltar à Lua) – o esquecimento.
Nordestino, desde a infância foi ligado à música e sempre "sentiu" que apresentava o dom de tocar, causando atritos com a família.
O pai, da Marinha mercante, saiu de casa quando Bezerra era pequeno, indo morar no Rio de Janeiro. Com isso, depois de ingressar e ser expulso da Marinha mercante, descobriu o paradeiro do pai e foi atrás dele. Causando mais atritos com o pai, foi morar sozinho, no Morro do Cantagalo, trabalhando como pintor na construção civil. Juntamente, era instrumentista de percussão e logo entrou em um bloco carnavalesco, onde um dos componentes o levou para a Rádio Clube do Brasil, em 1950.
Durante sete anos viveu como mendigo nas ruas de Copacabana, onde tentou suicídio e foi salvo por um Santo da Umbanda. A partir daí passou a atuar como compositor, instrumentista e cantor, gravando o primeiro compacto em 1969 e o primeiro LP seis anos depois.
Inicialmente gravou músicas sem sucesso. Mas a partir da série Partido Alto Nota 10 começou a encontrar o público. O repertório dos discos passou a ser abastecido por autores anônimos (alguns usando codinomes para preservar a clandestinidade) e Bezerra. Antes do Hip Hop brasileiro, ele passou a mostrar a sua realidade em músicas como: "Malandragem Dá um Tempo", "Sequestraram Minha Sogra", "Defunto Caguete", "Bicho Feroz", "Overdose de Cocada", "Malandro Não Vacila", "Meu Pirão Primeiro", "Lugar Macabro", "Piranha", "Pai Véio 171", "Candidato Caô Caô".
Em 1995 gravou pela gravadora carioca CID "Moreira da Silva, Bezerra da Silva e Dicró: Os Três Malandros In Concert", uma paródia ao show dos três tenores, Luciano Pavarotti, Plácido Domingo e José Carreras. O sambista virou livro em 1998, com "Bezerra da Silva - Produto do Morro", de Letícia Vianna.
Em 2001 tornou-se evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus e em 2003 gravou o CD Caminho de Luz com músicas gospel. Em 2005, perto da morte, mas ainda demostrando plena atividade, participou de composições com Planet Hemp, O Rappa, Velhas Virgens e outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira.
Considero Bezerra da Silva um dos gênios da Música Popular Brasileira e na verdade um grande injustiçado pela mídia.
Suas letras são crônicas da duríssima realidade de exclusão social nos morros cariocas, e porque não, das periferias das grandes cidades. Denunciam e advertem sobre alguns códigos a serem cumpridos para sobreviver num país tão desigual como é o Brasil.
Ouçam com atenção.
Músicas utilizadas
Bezerra da Silva - "Malandro Rife"
Bezerra da Silva - "Defunto Cagüete"
Bezerra da Silva - "Bicho Feroz"
Bezerra da Silva - "Os Federais Estão Te Filmando"
Bezerra da Silva - "E O Bicho É O Bicho"
Bezerra da Silva - "Grampeado Com Muita Moral"
Bezerra da Silva - "No Hora da Dura"
Bezerra da Silva - "Defunto Grampeado"
Bezerra da Silva - "As 40 Dps"
Bezerra da Silva - "Fofoqueiro É a Imagem do Cão"
Bezerra da Silva - "Meu Bom Juiz"
Bezerra da Silva - "Eu Não Sou Santo"
Bezerra da Silva - "Preconceito de Cor"
Bezerra da Silva - "Ela Cagüeta Com O Dedão do Pé"
Bezerra da Silva - "Malandro Rife"
Cooming soon série de 20 volumes com o Deep Purple.