quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Censura, o retorno 1
Censura, o retorno 2
Na ocasião, os galalaus Fernando Mattos Roiz Júnior (19 anos), Luciano Filgueiras da Silva Monteiro (21), junto com outro menor de idade, atacaram com jatos de extintor de incêndio um grupo de travestis e prostitutas que faziam trottoir próximo a uma parada de ônibus. Mas, o pior ainda estava por vir. Associando cinismo ao preconceito e sensação de impunidade que o caso revela, o pai de um dos agressores foi a público dar seu testemunho para a sociedade, que bem revela o tipo de moral que educa alguns brasileiros: não fizeram nada demais. Tem gente que faz coisa pior. Foi apenas uma brincadeira de criança. Qualquer um já passou por isso quando adolescente.
Equidade
Paulo Chaves: ame-o ou deixe-o
O Afonso Klautau postou, em seu blog, uma historieta sobre Paulo. Até o momento em que escrevo, há 39 comentários sobre o assunto. Sobram verdadeiros puxões de cabelo escritos, de um lado e de outro: gente se acusando até mesmo de feia, gorda e cafona. Poucos são os comentários elegantes.
Assim se comprova que os contendores, de um lado e outro, nada demonstram da cidadania e do cosmopolitismo cujo monopólio arrogam quando são chamados a debater suas preferências.
Cidade Velha sob ameaça
É de se recordar que, anos passados, a Câmara Municipal de Belém aprovou projeto de lei do vereador Gervásio Morgado que aumentou o gabarito de construção no Umarizal, em especial na Avenida Pedro Álvares, tornando possível o plantio de arranha-céus no até então aprazível bairro.
À época, o buxixo foi de que o tal projeto visava beneficiar a construtora Roma, do empresário Rômulo Maiorana Jr., amigo do vereador, que pretendia construir um condomínio de luxo na avenida, em frente à baía do Guajará. O prédio não saiu, mas outros se beneficiaram da medida.
Agora, noticia a coluna Repórter Diário, do Diário do Pará, que o Legislativo mirim sofre novas pressões, para permitir a elevação do limite de construção na Cidade Velha.
Elementos de persuasão não faltam para as construtoras. Alavancadas pela abertura de seus capitais na bolsa de valores, incorporadoras e empreiteiras do sul do país transformaram Belém na mais nova fronteira a ser conquistada, o atual Eldorado da construção civil no país. Ao ter firmado parceria com as empresas locais, ganham muito em poder político e conhecimento do mercado e dos meandros administrativos e legais.
Tornando a Cidade Velha alvo de suas investidas, deixam de somente aumentar a temperatura média do clima local – fato já verificado por instituições de pesquisa – para também passar a gerar riscos ao patrimônio histórico municipal.
Refugiados
O Maranhão vive mais um capítulo dramático de sua história.
Em apenas um ano já exibe um governo voraz na corrupção, abraçado à incompetência, comandado pelo decrépito Jackson Lago (PDT) e por bandos criminosos fortemente enraizados na estrutura de poder. Elegendo-se em cima de promessas de repatriação de 900 mil maranhenses, Jackson governa acossado por uma oposição que nada lhe deve nos quesitos supra - se não for pior - mas ainda assim apoiado por expressivos segmentos da sociedade civil, embriagados pelos cobres estatais.
O aquecimento do Maranhão interessa ao Pará.
Não há, a rigor, uma fronteira - cultural, ambiental, social e economica- entre os dois estados, senão algumas centenas de quilometros depois dos limites geográficos entre as duas unidades da federação, para todos os quadrantes.
A semelhança entre as ausências do poderes públicos é outra característica da miserável e não demarcada fronteira. No lugar daqueles poderes, instalou-se outro, o crime, sob as mais variadas formas, ou em todas elas.
Mata-se lá, refugia-se aqui.
Sequestra-se aqui, esconde-se lá.
Planta-se lá, fuma-se aqui.
Devasta-se em toda a região.
E por aí vai. E volta.
Ponha a barba rala e os longos cabelos de molho o secretário de Integração Regional André Farias. O fracasso do governo Lago vai aumentar a demanda pelos assentos das quentes e poeirentas composições da Vale. E o governo do Pará nem discurso tem para receber o povo na estação. André, que foi secretário de Planejamento de Parauapebas, poderia tê-lo escrito.
Mas é a assistência social das prefeituras que se vira, ouviram?
E esse povo, sabe-se, depois que desce do trem vira bonde, quase no sentido carioca da expressão.
Neste quesito, usando uma expressão conhecida lá e cá, Maranhão e Pará jogaram o ano de 2007 no mato.
Guardadas as devidas proporções e retirando-se da situação o componente da guerra, há graves semelhanças entre os refugiados daqui e os de outros lugares, como os da África, por exemplo.
Barbas de molho
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Picasso e Portinari voltam ao MASP

Foto: Marcelo Soares/Folha Imagem

Foto: Marlene Bergamo/Folha Imagem
Será que estes policiais tem idéia do que tem nas mãos?
Os bandidos que furtaram as obras, já sabemos. E o(s) mandante(s)? Vai(ão) aparecer?
Memória

terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Direito à morte natural
Rubem Alves escreve um interessante artigo hoje na Folha de São Paulo sobre o polêmico assunto da Eutanásia. Muito embora os médicos através do Conselho Federal de Medicina (CFM) defendam a chamada Ortotanásia, que vem a ser o direito a morte digna para pacientes reconhecidamente terminais evitando a administração de tratamento fútil, o articulista vai além e toca no assunto sem rodeios.
O artigo está disponível apenas para assinantes, clicando aqui.
Assim que a Folha liberar, disponibilizamos para os demais leitores.
Enquanto isso, o Vaticano é contra a Eutanásia e também contra a chamada "obstinação terapêutica" (que é de fato o foco da chamada ortotanásia defendida pelo CFM).
E a justiça brasileira, com seus representantes no Distrito Federal, suspendeu em 30 de outubro os efeitos da resolução do CFM, que regulamentava e autorizava a Ortotanásia. Em seu despacho, o juiz enfatizou que a ortotanásia, mesmo se tratando de uma questão que envolve a classe médica, não deve ser regulamentada pelo CFM e sim pelo Congresso Nacional.
O fato é, que a sociedade precisa parar, buscar informações e definir posições a respeito do assunto.
Mas como já disse Oliver alguma vez por aqui, o assunto é "uma pedreira" daquelas.
Será que veremos o assunto na pauta do Congresso?
Ou vamos esperar sentados?
O pior do pior
Pecado capital
Acorda... acorda!
Ruguinhas de preocupação
Moral da história: vai ao fundo o Brasil, mas salva-vidas não faltam a quem lucra com a algibeira, ou o que valha.
Armas, para quê?
O promotor Pedro Baracat Guimarães Pereira alega que Firmino Barbosa, o motoqueiro, o teria abordado quando ele se encontrava parado, aguardando o sinal verde. Ao anunciar o assalto, Firmino teria feito o movimento de quem iria sacar uma arma. Pedro Baracat sacou primeiro sua pistola e disparou vários tiros contra o motoqueiro.
Com o motoqueiro, foram encontrados cinco relógios, mas nenhum revólver. Tampouco Firmino tinha antecedentes criminais. A família afirma que ele era motoboy, não assaltante.
Duas testemunhas, porém, em depoimento prestado à Polícia Civil, encontraram seus relógios dentre os pertences que estavam com Firmino. Disseram ainda ter reconhecido o motoboy como sendo o homem que os assaltara, em dias diferentes - um, quarenta minutos antes do confronto, outro no dia anterior -, ambos na mesma redondeza.
Certamente, a defesa do promotor alegará legítima defesa putativa, argüindo que Pedro foi levado a crer que o motoqueiro portava uma arma e que a utilizaria, caso não tivesse reagido primeiro (não é isso, professor Yúdice?). O testemunho dos demais assaltados reforçará a tese.
O que assusta, entretanto, é a quantidade de crimes envolvendo promotores de Justiça e juízes armados que a crônica policial tem tornado pública ultimamente.
À parte este último caso, em dezembro de 2004 o promotor Thales Ferri Schoedl matou a tiros Diego Mendez Modanez, por ter este, juntamente com outros rapazes, mexido com sua namorada, Mariana Bartoletti. Segundo Thales, Diego, Felipe Siqueira Cunha de Souza (que também foi atingido pelos tiros, mas sobreviveu) e os demais amigos que os acompanhavam teriam ameaçado, perseguido e agredido verbalmente o promotor, que atirou para o chão para assustá-los e acabou ferindo mortalmente Diego.
Em fevereiro de 2005, o juiz Pedro Percy Barbosa de Araújo assassinou, também a tiros, o vigilante José Renato Coelho Rodrigues, dentro de um supermercado em Sobral (CE). O crime foi registrado pelas câmeras do circuito interno do estabelecimento, comprovando ainda que o homicídio foi cometido de modo covarde, pelas costas do agredido.
Não quero discutir nada relacionado diretamente aos crimes – apesar de, no caso do juiz cearense, ele já ter sido condenado em 1ª instância a 15 anos de prisão. O que me interessa debater, neste post, é o porte de armas por cidadãos que possuem uma fonte de poder legal – suas togas e becas.
Evidentemente, haverá quem alegue, no caso do promotor de São Paulo, que se ele não tivesse armado, poderia ser morto pelo suposto assaltante. Mas o fato é que o motoqueiro não estava armado. Não haveria risco, portanto, na entrega, pela vítima, de seus pertences ao algoz.
Em segundo lugar, a vingança privada não é mais um instrumento tolerado pelo Estado. Bandido bom não é bandido morto: bom é bandido preso, em condições humanas, com chances de recuperação e de ressociabilização, após sua saída da cadeia, e com o Estado preservando a dignidade de sua família durante o período de encarceramento. É isso o que fazem os cartéis criminosos, na ausência do Poder Público. É este o papel que o Poder Público tem que exercer, não deixando o futuro sob o controle do crime organizado.
Terceiro: as estatísticas de crimes não diminuem quando a população está armada. A realidade salta a olhos vistos: o armamento da população civil, mantido com o fracasso da campanha do referendo de 2005, não melhorou os índices de segurança pública. Ninguém ignora que a criminalidade tenha recrudescido desde então.
É evidente que algo muito errado está ocorrendo na sociedade brasileira, se os detentores do poder legítimo já não se sentem mais seguros, ou acreditam que, além do poder legal, devem se valer de uma fonte de poder real e imediata para impor autoridade.
Belém, 392 anos
Conforme informações do sítio das ORM, os dados constam do livro Belém Sustentável, a ser lançado no final deste mês por pesquisadores do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia – IMAZON.
Evidentemente, a queda acentua-se nos bairros de periferia da grande Belém. Para se ter um exemplo do problema, basta percorrer alguns poucos quarteirões da Estrada Nova, da Praça do Arsenal à Rua Fernando Guilhon (antiga Conceição) – exatamente o trecho da primeira fase do chamado Portal da Amazônia, a obra maestra do nosso insidioso alcaide. O cenário é de total abandono, com canais transformados em esgoto a céu aberto, de águas turvas e fétidas, com muito lixo nas margens; algo realmente parecido com Nova Délhi (© Juvêncio de Arruda).
Por isso, não é de se entranhar que doenças praticamente erradicadas em cidades com um tratamento de esgoto decente, como a esquistossomose, ainda vicejem em nossa cidade. Da mesma forma, as doenças de pele e aquelas causadas por ingestão de alimentos e água contaminados (como hepatites) alastram-se pelo subúrbio de modo violento.
A pesquisa do IMAZON revela que houve aumento de fossas sépticas em Belém, no mesmo período estudado; é a cidade tentando se virar, da forma como é possível. No entanto, a mesma análise conclui que esta solução é feita sem a observância de critérios e métodos corretos, o que só faz aumentar os riscos de contaminação dos lençóis freáticos da cidade.
A par de tudo isso, a prefeitura planeja cobrir o canal da Avenida Visconde de Souza Franco, tapando-o e transformando a superfície ganha em pista de rolamento. Vários especialistas já se manifestaram contrários à iniciativa, por ser o plano tecnicamente inviável: a tapagem do canal não resistiria, com o tempo, à influência das marés e chuvas no leito do canal, que condenariam, cedo ou tarde, o solo ao afundamento.
A pretensão sobre a Doca de Souza Franco exemplifica a forma como o prefeito percebe a cidade: recheada de canais e igarapés e possuindo 3 bacias em sua área central, a vocação fluvial de Belém é abandonada, tapados seus cursos d'água, com as conseqüentes enchentes em épocas de chuva. Duciomar Costa parece querer aumentar o problema, em lugar de resolvê-lo.
O Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal prevê o investimento de quase 4 bilhões de reais em projetos de infra-estrutura urbana na região Norte, boa parte deles nas capitais dos Estados da federação. No entanto, é cedo para saber se tanto dinheiro será efetivamente bom para o desenvolvimento de Belém e, em conseqüência, para o aumento da rede de esgotos da cidade: boa dose depende das próximas eleições e de quem nossos concidadãos escolherão para administrar a cidade, nos 4 anos seguintes.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Google Books: um tesouro não mais escondido!
Você precisa achar um livro pelo título, ISBN, pelo autor e não sabe onde encontrá-lo?
Agora você já tem o Google Books Brasil. Lá você digita alguma das palavras chave que acha que pode ajudá-lo a localizar o livro e tem como resposta talvez o livro que tanto procura. Não só isso. A livraria onde poderá adquiri-lo também. E quem sabe, com um pouco de sorte, até uma amostra de seu conteúdo.
Veja o que consegui digitando "Amor nos tempos de cólera".
Dica nota 10, para iniciar o ano com o pé direito.
Oops! Com pé que mais lhe aprouver.
GMail e o "spam"
O blog do Google Brasil divulga um divertido vídeo mostrando as qualidades do GMail na filtragem daquela praga chamada "spam" (ou mensagem de e-mail não solicitada).
Com a cara, a cor e o estilo do Google.
E você? Quantos "spams" recebe por dia?
É importante definir "spam". Aquela mensagem que você recebe por algum dia perdido na memória ter preenchido um cadastro na internete e autorizado o recebimento de propostas de parceiros e blá, blá, blá, definitivamente, NÃO É SPAM!
Sim. Você mesmo autorizou. A culpa é sua, ó "cara pálida"!
Por isso, pense bem muitas vezes antes de preencher formulários online. E veja se a tal da "autorização" para receber mensagens de parceiros e blá, blá, blá, não está espertamente "pré-marcada". E isso acontece também quando baixamos ou adquirimos certos softwares. Em meio aquelas inúmeros caixas de diálogo que surgem durante o longo processo de instalação de um programinha bobo, eis que surge a opção de escrever seu e-mail e "autorizar o envio de mensagens de parceiros e blá, blá, blá.
Esteja atento. Ou então, entupa sua caixa de entrada de bobagens.
Camarão é a mãe!
O assunto, motivo da molecagem de Zé Dirceu, é antigo, é grave e sempre foi comentado livremente nos corredores do Congresso Nacional e na imprensa brasileira. Malvadeza Magalhães explorou o fato como seria de esperar, e ouviu cobras e lagartos da ex-senadora. Para comprovar a antiguidade, experimentem digitar no Google a string estevao voto heloisa helena... Retornarão nada mais nada menos que 35.500 registros relacionados, muitos deles com insinuações sobre as razões do voto.
Heloísa Helena deve reconhecer que o desagradável faz parte de sua biografia não autorizada, maledicência que deve ser tratada igual à fofoca de vizinho em vila. E por isso deverá se acostumar com retornos eventuais da futrica, a ser dita ou publicada conforme as circunstâncias e o caráter de seus adversários políticos, à direita ou à esquerda. Em contrário sempre incorrerá no ridículo de promover réplicas e tréplicas biliosas e estéreis, tal aquele antigo personagem de TV, que, na medida que entendia ser chamado pelo apelido, exclamava colérico: camarão é a mãe! É impraticável.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Reinações de Zé Dirceu, o Alain Delon dos pobres
Se eu não tivesse sido cassado pela Câmara, voltaria aclamado, aplaudido, ovacionado.Estando fora do governo, o Lula teria que me oferecer alguma coisa, uma embaixada, a presidência de uma estatal...
Se eu ainda tivesse a petulância de me candidatar a presidência da República, era capaz de ser eleito.
Não sinto falta do governo, sinto falta de amizades que fiz.
A conta caiu no meu colo, eu sei.
Eu não costumo me lembrar de traumas. O que fica para trás eu esqueço.
Aquilo vai mudar, já está mudando (sobre Cuba).
Posso discordar do que o Serra pensa, mas reconheço que é um ótimo administrador. Aécio é bom, mas Serra é melhor para o Brasil.
Hillary Clinton é pior para nós. Os democratas são historicamente ligados ao tucanato.
Como o FH não defende uma causa, o eleitorado acha estranho. Ele devia fazer como o Al Gore.
Esse pessoal é assim. Chegava para o Delúbio e falava: Delúbio, preciso de 1 milhão. Como é que alguém vai arrumar esse dinheiro assim de uma hora para a outra? Aí estoura o mensalão e esse pessoal vem dizer que o Delúbio era o homem da mala. O que não dizem é que a mala era para eles!
Esse Garibaldi (atual presidente do Senado Federal) é um gaiato. Já trocou o guarda-roupa, deve estar arrumando os dentes, isso vai dar um trabalho danado.
Ninguém segura esses senadores, não. Eles fazem tudo por uma rádio. Esse Garibaldi tem duas rádios. Registradas na ANATEL e no TSE. E fica por isso mesmo!
Olha aí o Jefferson Peres: fica aí posando de arauto da moralidade e a mulher trabalhava no gabinete dele, é nepotismo, mas ninguém fala nada, é tudo normal.
Sobre o filho do presidente Lula: Para o Lulinha não importa a verdade. É assim: estamos aqui tomando cerveja, ele conta assim: estávamos nós dois tomando champanhe Cristal no Hotel Ritz, em Paris. Ele fabula.
Sobre Hugo Chavez: El tipo esta loco. Eu não te falei que ele iria perder?
É verdade, não acredito que Fidel concordasse com isso (reagindo a informação de que Cuba apoiaria reformas democráticas na Venezuela, mas não uma ação revolucionária).
Sobre Luiz Favre, marido da Ministra Marta Suplicy: O franco-argentino está se metendo demais, vou dar um pau nele em meu blogue .
Sobre o PT do Rio Grande do Sul: Tenha paciência. O que fizemos por esse pessoal não é brincadeira. (A sede do PT) foi feita só com dinheiro de caixa dois. Era com mala de dinheiro.
Nunca fui stalinista, nunca.
Sobre o treinamento em Cuba, nos idos 60: era igual filme Tropa de Elite: o treinamento era para virar máquina de matar. Mas nunca fiz os exercícios com gosto, não era minha praia.
Notas do comentarista sobre uma entrevista não desesperada:
1. O título do post remete a reconhecida beleza física de Zé Dirceu, quando jovem no movimento estudantil. Minha sogra, por exemplo, até hoje se refere a ele como o bonitão.
2. As razões alegadas para o voto da ex-senadora Heloisa Helena pela não cassação do senador Luiz Estevão, não as transcrevi por exatamente discordar da razão apresentada por Zé Dirceu na famigerada entrevista: são impublicáveis. Se é verdade o que nos sugere que as publique, declinando de forma positiva os detalhes que confirmem à esquerda um possível engodo político em saias!
Por outro lado, a reação imediata da ex-senadora alagoana ao ataque de Zé Dirceu são por mim aceitas com grande reserva, por não responder de forma irredarguível a acusação que lhe é colada, especialmente quando a própria se ergue perante a nação como tonitroante opositora ao governo Lula, na condição ex-ante petista. Eis, portanto, uma nítida zona cinzenta da entrevista.
3. A foto de Zé Dirceu na entrevista foi de autoria de Bob Wolferson, que, em preto e branco, envolve o retratado num clima de mistério, quase sinistro. Ao vivo, como o encontrei há uma semana em jantar de amigos comuns, Zé Dirceu é bem mais luminoso.
4. De pouco vale contudo minha impressão. Lendo a entrevista da Revista Piaui ficamos sabendo do alto grau de hostilidade que Zé Dirceu recebe em suas aparições públicas, quer seja em restaurantes, hotéis e glichês de companhia de aviação que frequenta. Nesses momentos, ele desce, acreditem, ao inferno que todos nós temeríamos se figuras públicas fossemos.
5. Por fim, a entrevista se presta a trazê-lo à ribalta, ainda que nos incomode o sotaque narcísico. Nada do que diz, contudo, poderá dar a ele um prejuízo irremediável, quer em política no futuro, ou nos atuais negócios particulares que lhe garantem meio de vida. Nem mesmo arranha-lhe o papel fundamental como agente articulador da primeira eleição do presidente Lula (essa é uma história com a qual ele pretende nos entreter no futuro).
6. O savoir faire de Zé Dirceu é de aço Krupp sem dúvida. Assisti-o em Belém discursar com a frieza dos danados sob apupos de ensurdecedora vaia, em praça pública, patrocinada pela então Força Socialista, tendência política petista do prefeito Edmilson Rodrigues. E de nada adiantou, porque quanto mais era vaiado, mais o Zé se acreditava e seguia assinando um discurso como primo-signore da esquerda brasileira, capaz de desconhecer até mesmo o antigo companheiro de armas em 68 - Vladimir Palmeira, na ocasião adversário à esquerda na disputa pela presidência do partido. Na Praça Waldemar Henrique, Zé Dirceu chegou e saiu vaiado, mas das urnas emergiu vitorioso; igual a esfinge, que tem a consciência do que diz aos incautos chegados as portas da cidade.
Da memória de Belém
Mme. Obdúlia, argentina de nascimento, foi afamada modista em Belém, na primeira metade do século XX. Sua loja ficava situada na Av. Presidente Vargas, entre o Edifício Renascença e o antigo Foto Galeria. Durante a II Guerra era o lugar preferido das norte-americanas , inclusive das atrizes de Hollywood em missão de entertenimento das tropas de Val-de-Cães. Com posses advindas do período da borracha, fez construir um edifício de quatro andares, para residir nos altos e funcionar a referida casa de modas no térreo. Até alguns anos atrás, antes de se instalar a zona de ambulantes na Av. Presidente Vargas ainda via-se afixada a placa no prédio: Edifício Mme. Obdúlia. A família hoje se restringe a um sobrinho-bisneto que reside nos Açores.
Plantões - o que falta
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Identificado Emmanuel
Zé Dirceu solta o verbo
Mas já deu para ler alguma coisa. A notícia é o mot-d'ordre de alguns dos melhores e/ou mais influentes blogs de política do país: do Roberto Romano, do Ricardo Noblat, do Reinaldo Azevedo e, entre nós, do Juvêncio de Arruda.
Neste fim de semana, procurarei a revista e, posteriormente, darei minha opinião a respeito. Bom final de semana a todos.
Enfant terrible
Hoje, contudo, Zé fez uma retificação ao publicado: jamais disse tais diatribes, e põe na conta de uma repórter atrapalhada as inconfidências a ele atribuídas (a tal entrevista, não foi gravada, sim editada em bloco a revelia do entrevistado, segundo o próprio alega).
Difícil crer nessa ingenuidade, se considerarmos a experiência política do entrevistado. De todo modo, é sintomático que a versão eletrônica da Revista Piauí se mantenha desatualizada até o momento da publicação de meu comentário. Na edição impressa, ao fim da entrevista, o editor contudo não deixou barato, e carregou nas tintas: encerrou-a com um poema de e.e. cummings, em texto paralelo ao modo de moldura:
Um político é um bundão sobre
o qual se sentou tudo, exceto um homem.
Niemeyer aos olhos portugueses
Assim o blog português Obvious inicia um grande post sobre Oscar Niemeyer e as festividades de seu centenário.
Clique aqui para ler a íntegra.
Mini Hub USB: ótimo para Macbooks

T3Hub - pequeno, barato e muito útil
A tecnologia USB (Universal Serial Bus), definitivamente revolucionou a microinformática na última década. Os periféricos de computadores (mouses, teclados, impressoras, webcams, etc) antes dependentes da ultrapassada e lenta tecnologia das portas seriais e paralelas passaram a se beneficiar da rapidez e simplicidade desta tecnologia que muitos conhecem e poucos sabem valorizar. E quem vivenciou esta época, sabe muito bem do que estamos falando.
Desde o desenvolvimento da tecnologia USB, a indústria não pára de inventar produtos que a utilizam. Desde os imprescindíveis como mouses, teclados e impressoras, até os mais estranhos e ridículos como, mini-ventiladores, luminárias de teclado, alarme de e-mail, entre outros mais bizarros e mesmo impublicáveis.
Motivo: a porta USB além de dados, também conduz 5 volts de energia elétrica (o equivalente a menos de 4 pilhas pequenas). Este é inclusive um dos diferenciais do padrão USB comparado aos antigos padrões paralelos e seriais.
O outro e mais interessante diferencial é a possibilidade de conectarmos vários periféricos simultaneamente utilizando os chamados Hubs USB (periférico que ligado a um porta USB, oferece de 2 a 8 portas adicionais). O "pequeno" fornecimento de energia elétrica embutido na porta, deve ser levado em conta quando pretendemos conectar mais de um periférico aos Hubs.
Sob este ponto de vista, encontramos 2 tipos de Hubs USB. Os bons Hubs são vendidos junto com uma pequena fonte de alimentação que é ligada a uma tomada elétrica, que fornecerá corrente suficiente a todas as portas disponíveis. Por esta razão, são algo mais caros que aqueles que não possuem sua própria fonte de energia. Por isso mesmo, estes últimos não servirão para conectar nada mais do que pen drives e talvez outros dispositivos que não consumam muita energia. Neste caso, nem pense em conectar e utilizar simultaneamente impressoras, scanners, PDAs, iPods entre outros "devoradores de energia" em Hubs que não possuam sua própria fonte de energia conectada a uma tomada elétrica.
Para os usuários de desktops - naturalmente recheados de portas USB - o produto que apresentamos aqui talvez não seja de grande valor. Mas para aqueles que utilizam notebooks - geralmente econômicos nas USB - o uso de um HUB é quase que obrigatório.
O T3Hub da Dr. Bott's (ainda não disponível no Brasil) é quase um mimo, em se tratando de Hub USB. Pequeno, bonito, barato e de boa utilidade. Disponível nas cores preto, prata e branco, é feito exclusivamente para combinar com os Macbooks da Apple, muito embora funcione normalmente nos PCs.
Por cerca de 20 dólares você amplia a conectividade USB de seu Macbook de 2 minguadas portas USB para 4 (já que uma será utilizada pelo próprio dispositivo).
Mal posso esperar para botar as mãos nele.
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Editada às 10:55 de 05/11/2008
Quanto aos Hubs mais baratos que não possuem alimentação elétrica própria, nada impede que impressoras, scanners, e alguns HDs externos que possuam também sua própria fonte de alimentação, funcionem perfeitamente neste tipo de Hub. O que já não é o caso, por exemplo, dos iPods, que utilizam a porta USB para carregar suas baterias.
Agradecemos a retificação de ASF@Web, já que este detalhe, não ficou muito claro no texto original.

