quinta-feira, 10 de março de 2011

O filósofo e o jornaleiro

Roger Normando*

Aeroporto de Manaus, 27 de fevereiro de 2011


Já beirava três horas da tarde deste domingo e acabávamos de pousar em Manaus quando li a mensagem no celular: "Benedito Nunes faleceu hoje de manhã". Senti-me escalpelado. Balancei mais que avião em rota sobre o triângulo das Bermudas. Quase caio, se não fosse o chão. Não foi tanto pela morte anunciada, pelo bom velhinho carnificado, ossificado e letrado que era, confesso, mas pelo que deixei de cumprir: apresentar “Bené” ao jovem mensageiro que acabara de prescrever o óbito.
Palavras transmitidas dessa forma mais me parecem estampa em capa de jornal (on line) que recado de um jovem adolescente. Ou seria apenas sutil relembrança do destino que deixou de cumprir? Então, o que teria esse mensageiro, de tenra idade, a ver com um velhinho de oitenta, agora morto, sabendo que os dois não tinham qualquer consanguinidade, tampouco amizade? Mas... só aquela notícia e nenhuma outra mais?
Decerto, o que pouco sei é que o jornaleiro guardava uma admiração platônica pelo Benedito filósofo, escritor e profundo conhecedor de Platão. Todas as notícias sobre o Avohai da floresta, ele queria ler. O menino sabe que ele já ganhara diversos prêmios literários e de quem, como num vôo rasante nas asas de um sabiá, já extraira diversos conceitos e pensamentos, mas ainda aguardava furtivamente a espera por um abraço acalorado ou até mesmo um aperto de mão despretensioso de seu ídolo, o qual, jamais, bem-virá.
Se eu soubesse da morte pelo Cheden Bitar, seu médico de cabeceira ou por intermédio de um amigo, talvez não tivesse tido toda aquela sensação de desmesurada melancolia. Mas como me foi informado particularmente por esse jornaleiro, transformou-se numa dívida que, como diria a amiga Maria Angélica (Keka): “não vou ter como pagar”.
Não. Nonada (licença, Guimarães Rosa!). Nada disso, meu menino! Não fique se lamentando por não ter o aperto de mão guardado na alma ou o abraço caloroso na memória; nem cobre de mim e dos outros essa falta de desvelo... Gente como “Bené” não morre, vira encanto; vira nome de sala magnífica; vira pesquisa e vira fonte para se beber; vira estrela para morar na rua da eternidade. Também vira anjo para reencarnar seu espírito em jovens como tu, à espera de uma bênção bendita (... ou beneditina), que só o tempo poderá debulhar.


* Cirurgião de Tórax, amigo do poster e colaborador cada vez mais frequente do Flanar

Laudelice é personagem de Milton Hatoum, em “Cinzas do Norte”

Roger Normando*

Eu sou donde eu nasci. Sou de outros lugares
Guimarães Rosa em: Grande sertão: veredas; epígrafe em Cinzas do Norte, de Milton Hatoum


O sobre-humano romance “Cinzas do Norte”, do fabuloso Milton Hatoum, tem como protagonista Raimundo, que atende por Mundo, filho único de pais ricos. O romance se passa na Manaus do período militar e da expansão industrial, e contém uma impressionante riqueza de detalhes da legenda urbana, na voz de Lavo, o narrador em 1ª pessoa.
Mundo sonha em ser artista, mas percebe que Manaus e o pai não estão abertos para suas idéias. Mundo decide então ganhar o mundo: abandona toda herança dos seringais e passa a sonhar com a Europa. Antes de partir, porém, prepara Campo de Cruzes, obra viva de arte contemporânea que visava expor as mazelas do “Novo Eldorado”, bairro preparado para albergar os imigrantes que chegavam estimulados para trabalhar na Zona Franca. A obra consistia de cruzes fincadas em frente de cada uma das habitações. Os moradores ficavam deitados e, nesse sentido, dava a impressão de cemitério. O Campo de Cruzes torna-se notícia de jornal, agride prefeito mão-de-ferro Zanda e irrita seu pai, um explorador de juta e amigo dos militares. Mundo, expulso de duas escolas - inclusive a militar - definitivamente percebe que a sua terra natal não é lugar para crescer, e arruma as malas para Berlim logo após a morte do Pai.
Campo das cruzes pode muito bem representar a Comunidade Santa Marta, do atual prefeito Amazonino Mendes, tendo Laudelice Paiva como uma de suas protagonistas carregando a cruz da pobreza. Amazonino é o autoritário Zanda em “Cinzas do Norte” e Laudelice é a paraense de 37 anos que deixou o prefeito desenxabido ao enfrentá-lo com as armas de Jorge (a perseverança ganhou do sórdido fingimento, nas palavras contundentes, que bem lembra Maria Bonita; na retórica politizada da imortal Capitu; na dignidade no pensamento, tal como Zilda Arns luzia; na impavidez do olhar cerrado de toda mulher multípara mãe de sete, digo, sete filhos).
Laudelice mora na Comunidade Santa Marta, onde encara o Prefeito que lhe sapeca palavras de ordem: “minha filha, então morra...” e reforça “...morra!!!”. Tudo por ter-se negado a abandonar o lugar de risco, uma espécie de Novo Eldorado, onde três pessoas morreram por desmoronamento de terra com as chuvas do inverno amazônico. O estampido ecoou na rede mundial e desnorteou a liberdade de ir e vir de todo brasileiro, enodoando a gravata da democracia tupiniquim.
O Novo Eldorado, da criação e da encenação é a Comunidade Santa Marta de Laudelice, num calabouço a espera da enxurrada invernosa e do medievalismo, tipo, “então, morra”. A arte contestatória de Mundo e a munição de Laudelice colocam em xeque o status quo, ao mostrar a verdadeira face do Estado repressor e sem recursos de retórica. Porém, nos dias de hoje, a cuspida de Amazonino esbarra na democracia, e o prefeito pode sofrer Impeachment e só assim salvar o Estado brasileiro, demarcando a vitória da pedrada de David sobre o Golias armado de fuzil AR15. Afora isso, A comunidade Santa Marta em nada difere do Novo Eldorado de Zanda. Zanda em pouco se difere de Amazonino.
Laudelice é um dos personagens invisíveis de Hatoum em “Cinzas do Norte” que atormenta Amazonino, e tal como em Hamlet, é o fantasma do déficit habitacional que anda azucrinando o Estado por trás das cortinas transparentes, onde as sombras desassossegadas tendem a se multiplicar e puxar o pé dos governantes em noites de lua cheia e de chuvas castigantes. Desta forma, os pormenores da Manaus de 1970 foram revistos após 40 anos, e o camaleão Hatoum veste-se de paleontólogo e reconstrói um dinossauro a partir de uma pegada geológica deixada em Campo de Cruzes.


* Cirurgião de Tórax, amigo do poster e colaborador cada vez mais frequente do Flanar

quarta-feira, 9 de março de 2011

Músicos de rua



Passei o fim de ano na Argentina, entre Buenos Aires e a Patagônia. Tempo quente, sol a pino, céu azul, pleno verão; tempo propício à caminhada. E, como pode dizer qualquer guia turístico, caminhar é o melhor modo de conhecer (ou o modo de conhecer melhor) uma cidade. Assim, pus-me a andar por Buenos Aires.

Um dia, em San Telmo, bairro da famosa feira de antiguidades, dei com a cena acima: uma pequena orquestra, um jovem insuspeito à frente, executava Junto a tu Corazón, clássico dos cancioneiro portenho.

Músicos de rua são comuns em grandes cidades. O que ainda me surpreende – e nem há mais porque, pois já é tão comum – é o grau de profissionalismo destes artistas: a tal orquestra, chamada El Afronte, tem até site na internet, com tradução em espanhol, inglês, francês e alemão (!).

Um show de verdade, como vocês podem ver.

Junto a tu Corazón



Acima, a versão integral de Junto a Tu Corazón, meramente citada na postagem sobre a orquestra El Afronte. De cortar os pulsos, não é não?

Gainsbourg, Gainsbarre para os íntimos



No último dia 2, Serge Gainsbourg, cantor, compositor, artista plástico, celebridade e, principalmente, polemista francês completou 20 anos de morte.

Na França, os cadernos culturais dos principais jornais e revistas especializadas vêm lembrando a data desde o ano passado. Criou-se, poder-se-ia dizer, um certo Ano Gainsbourg, cujo ápice foi a vitória do filme Gainsbourg – o Homem que Amava as Mulheres em três das principais categorias da edição 2011 do César, o Oscar francês, incluindo as de melhor filme e melhor ator principal para Eric Elmosnino.

Alguns talvez achem que este não seja um bom dia para lembrar de Serge Gainsbourg. Afinal, ontem foi o Dia Internacional da Mulher e Gainsbarre – como o chamavam os detratores, mencionando seu amor pela bebida, tanto quanto pelas mulheres (apelido que seus admiradores posteriormente encamparam) – não era o mais delicado dos machos da espécie. Porém, o compositor de Je t’Aime, Moi Non Plus, canção que gravou com duas das mulheres mais lindas do show biz, Jane Birkin e Brigitte Bardot (a primeira, sua mulher por dez anos; a segunda, sua amante por um curto período), merece sempre ser lembrado, especialmente no Brasil, onde dele só se conhece a canção citada, incluída em dez entre dez coletâneas de música romântica francesa, fixando-lhe a errônea imagem de um Wando europeu, embalando amores clandestinos em moteis baratos.

Gainsbourg era um artista com sólida formação cultural. Estudou pintura, foi um artista plástico de talento, e teve, na educação musical, a influência de seu pai, pianista clássico russo que foi para a França fugindo da Revolução de Outubro. Em suas canções, invocou por diversas vezes a herança literária francesa, como no vídeo acima, em que homenageia o poeta Jacques Prévert.

Gainsbourg só errou em suas previsões para o pós-morte. Após o nascimento de Charlotte, sua filha com Jane Birkin e atriz cultuada no cinema alternativo – de quem já falei brevemente em outro post – disse que deixar obras para a posteridade era balela: o que o homem deixaria para o futuro seria, na verdade, seus genes, por meio dos filhos que tivesse.

A própria história tratou de desmentir Serge Gainsbourg: sua obra fixou-lhe um lugar no panteão dos maiores artistas do mundo pop, e não só na França.

terça-feira, 8 de março de 2011

O Velho e o Mar

Tenho curiosidade pela personagem de Ernest Hemingway. Já passei por alguns lugares que ele freqüentou – em geral, bares como a Floridita e a Bodeguita Del Medio, em Havana, ou o Harry’s Bar, em Veneza –, o que me dá certa sensação de proximidade que talvez não tenha com outros autores. Na verdade, é um sentimento de que Hemingway era alguém normal, uma pessoa que se poderia encontrar em qualquer esquina do mundo.

Consta que Ernest Hemingway era um bom camarada. Um cara irascível, mas um amigo fiel, um bom companheiro de farra, um sujeito boa praça. E no entanto...

No entanto, eis que de suas obras surge um escritor lúgubre, que buscava um texto cru, enxuto, de muitos substantivos e poucos adjetivos. Mesmo quando se reporta a memórias, como em Paris é uma Festa (Bertrand Brasil, 2009 – e da mesma editora são as demais obras citadas neste texto), e contrariamente ao que anuncia o título, Hemingway parece um autor triste e angustiado.

A sensação se espraia nos pouquíssimos romances que li do autor; um sentimento marcante, porém. Adeus às Armas, por exemplo, narra uma história de amor que termina em perda. O Velho e o Mar, o terceiro e último com que tive contato até agora, termina em outra espécie de perda – não proveniente da morte, mas da dignidade, por um instante recuperada, mas logo perdida pelas circunstâncias da vida e para um adversário mais forte que o homem persistente: a natureza.

Atenção: spoilers!

O Velho e o Mar conta a história de Santiago, um velho pescador cubano que, ao final de um período de 84 dias sem conseguir pescar nada, consegue capturar um marlin descomunal, maior que todos os peixes que já haviam sido pescados em sua comunidade. Por três dias, Santiago luta sozinho com o animal, que o arrastara para o alto-mar, e quando finalmente consegue fisgá-lo, não chega com ele inteiro de volta à praia, simplesmente porque a natureza não permite.

Santiago demonstra uma força mental enorme, uma obstinação que o leva a uma grande batalha e, ao final desta, a uma vitória surpreendente e emocionante. Mas o que se anunciava como sua grande obra, na realidade é um simples prólogo, um prelúdio para a vitória da Natureza (talvez seja melhor anunciá-la com N maiúsculo), que ocorre na fase menos gloriosa de sua guerra pessoal. Terminado o trabalho de guerreiro, vem o trabalho de escravo, como o próprio Santiago diz para si mesmo; e é neste trabalho de escravo, o labor do dia-a-dia, que Santiago sente que seu esforço foi vão.

A luta do homem solitário com o peixe, uma metáfora evidente da persistência do homem e de sua incapacidade de domar a natureza, virou filme oscarizado, estrelado por Spencer Tracy. Da obra, sobressai-se, como eu disse antes, uma tristeza descomunal, diante da sorte que o destino reserva a Santiago. Uma tristeza parecida com aquela que se sente ao se ler A Pérola, obra de menor fôlego, mas de igual desesperança, de outro grande autor americano, John Steinbeck.

Mas este é livro para outro post.

iPhone Killers

Direto do Blog do iPhone.

Mulheres


Dia Internacional da Mulher exatamente na Terça-Feira Gorda.
Uma simples homenagem nas vozes de duas grandes brasileiras, para lembrar:
nem toda feiticeira é corcunda,
nem toda brasileira é bunda.

Engenharia de uma big party

Magda e Lenka


Imagem: Radovan Stoklasa/Reuters

Nascida há sete semanas na Eslováquia, a tartaruga de 2 cabeças da espécie Geochelone sulcata virou atração mundial, tendo sido batizada com 2 nomes: Magda (cabeça à esquerda) e Lenka (a da direita).
Fiquei pensando se num futuro breve a engenharia genética não poderia nos brindar com uma tartaruga ao contrário: com uma só cabeça e dois cascos - seria muito mais comestível!

Sonhar faz bem


Grunzgurke é um anônimo que sonha.

Versado em letras. Adora o seu país.

Entusiasmado com a brisa que paira sobre o lugar. Grunzgurke, associou uma, de minhas músicas, de uma de minhas bandas prediletas; para a sua visão de sonho.

– Seu sonho.

Um sonho sonhado

de

um cantor suicida

de uma vida

má.

Grunzgurke

Sonha.

Eu sonho.

A nova ordem, foi, há tempos atrás, o que outro sonhador, queria determinar para a sociedade em seus delírios, também, suicidas.

A Joy Division, servia-se, estrupava e matava, o sonho de muitas mulheres, para deleite de soldados da SS nazista.

E veio, a poesia. Capturada numa cidade industrial britânica, cuja população, apavorada, resisistiu.

Não

Não foi um sonho

Pesadelo

Grunzgurke

Sonha

Eu

sonho.

domingo, 6 de março de 2011

Um acervo estupendo

Agência Câmara/Imagens



















Além de sua estupenda biblioteca que somada ao do Senado Federal é uma das mais importants do mundo, a Câmara dos Deputados reúne uma das melhores coleções da América Latina de objetos de arte do Brasil.

São quadros, tapetes, esculturas, vasos, mobiliário e até jóias de origens as mais diversas.

É protocolar um novo embaixador à serviço no Brasil, visitar o presidente da Casa e presentear a instituição com objetos marcantes da cultura do país representado.

Eis um exemplo. Qiu Xiaoqi (embaixador da China) entrega vaso chinês como presente ao Presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, no último dia 01 de março de 2011.

Quem percorre as dependências da Casa, certamente já deve ter notado o colossal tapete chinês que ilustra as muralhas da China, na rampa de acesso ao corredor de acesso ao Salão Verde. Outra beleza de trabalho.

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Atualizando às 7h05.

E não é que a Câmara dos Deputados resolveu fazer uma exposição sobre os "Presentes Protocolares".

No Catálogo do Acervo de Presentes Protocolares do Museu da Câmara dos Deputados, apresentam-se 141 objetos oriundos de 64 países de quatro continentes, incluídos aqueles ofertados por associações e entidades brasileiras. São peças representativas da história, da cultura e da arte que compõem um belo e substancioso painel da riqueza humana, das diferenças que nos caracterizam como nações e nos definem como sociedades. Não por coincidência, acha-se esse conjunto em uma instituição que, a par das leis que elabora, cumpre hoje uma importante agenda no campo da diplomacia parlamentar, em que lideranças políticas nacionais e estrangeiras se encontram em nome da amizade, do respeito e da cooperação que devem prevalecer nas relações entre os povos.

Se você vier à Brasília, visite a exposição. Na internet, você pode avaliá-la aqui.

O que vale é o "conjunto da obra".


Para quem não entendeu o espírito do lançamento do iPad 2 na última quarta-feira. é uma boa oportunidade de entender um produto Apple. Não se trata de mais um hardware, apenas com um rol de detalhes técnicos, que você deve comparar antes comprar. Tem que entender o que chamo de "conjunto da obra". Você paga um valor alto, comparado com as "carroças" que seria capaz de encontrar em outra plataforma. Mas leva em troca todo um conjunto de opções e funcionalidades, que envolvem hardware, software (muitos inteiramente gratuitos), armazenamento na nuvem, e etc..
É é exatamente como Steve Jobs encerrou o evento de quarta-feira passada. Mostrando o conjunto de software e recursos, que envolvem o iPad 2. Agora olhem a concorrência e vejam onde encontram algo semelhante. Mas olhem bem. E paciência.

iOS 4.3 não muda a cara de seu iGadget. Mas faz ele funcionar melhor


Na próxima sexta-feira, 11 de março, é dia dos usuários de iPads, iPhone 4/ 3GS e iPods Touch de quarta geração, abrirem seu iTunes para fazer algo mais importante que o mero rotineiro sincronismo de dados. É dia de atualizar o iOs para a versão 4.3.  
Pelo que já pudemos entender da keynote da última quarta-feira, as mudanças não serão tão significativas do que foram no upgrade para a atual versão 4.2. Especialmente para o iPad, que ganhou boa parte da funcionalidade que o iPhone 4 já possuía. Contudo, elas também não serão nada desprezíveis. Vamos então acompanhar o que vai mudar no próximo dia 11, em seu iGadget.


1. Melhorias no Safari. O navegador web ganharia mais rapidez e no carregamento de páginas, utilizando um "motor" Nitro JavaScript. 


2. iTunes Home Sharing - Agora, você vai poder ouvir as música armazenadas em seu computador via streaming de dados. Essa, em minha opinião é uma ótima novidade.


3. Melhorias no Air Play - o recurso de streaming de mídia foi melhorado e descomplicado. Importante para quem tem uma Apple TV ou produto compatível.

4. Personalização do iPad Switch - Esse foi um problema que não havia na versão original do iOs para o iPad e que foi introduzido na versão 4.2. A Apple agora corrige, deixando você personalizar como deseja usar o botão iPad Switch. Seja para bloquear a rotação automática da tela, seja para aplicar o Mute no volume. Opção Mute virou default na versão atual do iOs 4.2.


5. Personal Hotspot para o iPhone 4- esta é a melhoria mais interessante e talvez a mais polêmica. Muito em função da atitude que tomarão as operadoras de telefonia. Se elas permitirem sem lhe cobrar por isso, agora, você poderá compartilhar a conexão 3G de seu iPhone 4 (que em Belém já não é grande coisa), com outro Mac, PC, iPad ou outro dispositivo equipado com conexão WiFi.
    Como vêem, não se tratam de mudanças visuais. Mas mudanças importantes e significativas na funcionalidade. Que podem fazer a diferença no modo como você utiliza seu iGadget. E o que é mais importante: tudo grátis.

    sábado, 5 de março de 2011

    Quase gêmeos

    Quem segue a Fórmula 1 tem acompanhado um interessante impasse entre a Ferrari e a Ford, envolvendo o nome do recém-lançado modelo F-150, com o qual Massa e Alonso (não necessariamente nesta ordem) disputarão o campeonato de 2011.
    Logo após o lançamento do carro, a Ford, através de queixa oficial, ameaçou processar a Ferrari alegando que o nome faz alusão a sua pick-up F-150.
    A Ferrari então rebatizou o bólido como F-150th, e finalmente ontem com o nome definitivo de 150 Italia, não sem antes ironizar a montadora americana em seu site:
    "a fim de evitar o mínimo risco de que alguém confunda um carro de Fórmula 1 com uma caminhonete ´pick-up`, a Ferrari decidiu que o carro perca o F que precede o número 150".
    Mais italiano, impossível.


    Cara dum...



    ...focinho d'outro!

    sexta-feira, 4 de março de 2011

    Desenvolvimento Sustentável e Sociedades na Amazônia

    Editado por Roberto Araújo e Phillipe Léna, o livro Desenvolvimento Sustentável e Sociedades na Amazônia, já se encontra a venda na livraria do museu Emílio Goeldi. A publicação conta com artigos de vinte dois dos mais renomados pesquisadores atuantes na região. Para quem estuda o tema impredível.

    Quem se lembra da "Betty Blue"?



    Mais importante ainda: Quem se lembra da bela trilha sonora de Gabriel Yared para o filme "Betty Blue"? Eu ouvi aquele CD tantas vezes, se fosse vinyl teria feito um buraco! O filme de Jean-Jacques Beineix, com Béatrice Dalle e Jean-Hugues Anglade, marcou o ano de 1986 (1987?) pra muita gente. O filme causou um frisson, por ser tão abertamente sexual e "stylish". A trilha sonora também foi muito marcante pra muita gente na época. Gabriel Yared tornou-se famosissimo depois, fazendo a trilha sonora para "Camille Claudel", "Cold Mountain", "The Lives of Others", e muitos outros filmes. Ele ganhou um merecido Oscar pela trilha do "The English Patient".

    Eu achava que a trilha sonora do "Betty Blue" era uma mania brasileira, ou mais precisamente dos brasileiros cinéfilos dos fins da década de 80. Conversando com amigos americanos, fiquei surpreso em saber que todos da nossa geração também conheciam o filme, e muitos são loucos pela trilha sonora. Quelle belle surprise!

    Paris verde e amarela



    Dois amigos franceses queridíssimos - Françoise e Bernand Hingrai - nos deram um presente que é um achado. Minha Paris Brasileira, um guia turístico ao gosto verde-amarelo na Cidade Luz. A autora é uma brasileira que há anos vive na capital francesa. Mazé Torquato Chotil é jornalista, pesquisadora e doutora em Ciências da Informação pela Université Paris VIII. Ela mora desde de 1985 na França e é casada com o poeta e compositor Bernard Chotil. Pouco a pouco, Mazé foi desvendando os inúmeros segredos da capital francesa, sobretudo com relação aos lugares de interesse dos brasileiros e às histórias das estadias de nossos compatriotas famosos em Paris - de Dom Pedro II a Chico Buarque, passando por Sebastião Salgado, Vinícius de Moraes, Oscar Niemayer e outros. Ela conta histórias como a da estadia forçada de Juscelino Kubitschek em Paris. JK teve os direitos políticos cassados depois do golpe de 64 e viveu um período na capital francesa.
    O livro de Mazé traz dicas de lugares que o turista comum dificilmente descobriria sozinho, mesmo munido dos guias como Time Out ou Lonely Planet. Este é o trunfo do guia de Mazé: foi escrito sob a ótica dos brasileiros. Como por exemplo, no Cemitério Père Lachaise, um dos mais bonitos do mundo, Mazé indica o túmulo de Alan Kardec - um ilustre desconhecido na Europa, mas famoso no Brasil onde o Espiritismo tem seu adeptos. Vale a pena ter um guia tão especial, não importa se é a primeira ou a milésima visita à Cidade-Luz. A editora é a paulista ADC.

    Será que o meu iPod adivinha como me sinto?


    Sabe aqueles dias que vc está meio pra baixo, e de repente toca uma música que muda tudo? Pois é. Ontem eu estava andando com o meu cachorro, na chuva e no frio das 11 da noite, apertei o "random play", e uma das minhas músicas favoritas apareceu como que por encanto. Foi uma sensação incrivel. De repente, este som maravilhoso encheu meus ouvidos, e eu nem mais notei o cansaço e o mau tempo. O mais incrivel é que a letra tb não poderia ter sido mais perfeita.

    A música em questão é "Do You Realize??", do Flaming Lips ("Você Se Dá Conta??"). Aqui vão duas versões, uma direto do album e a outra ao vivo no David Letterman.

    "Do You Realize - that you have the most beautiful face
    Do You Realize - we're floating in space -
    Do You Realize - that happiness makes you cry
    Do You Realize - that everyone you know someday will die

    And instead of saying all of your goodbyes - let them know
    You realize that life goes fast
    It's hard to make the good things last
    You realize the sun doesn't go down
    It's just an illusion caused by the world spinning round..."



    HAPPY FRIDAY!!!

    quinta-feira, 3 de março de 2011

    iPad - 1 ano de vida



    No evento de ontem, no lançamento do iPad 2, um vídeo comemorativo de 1 ano de iPad foi exibido. Vale a pena ver. É muito bacana.

    Velhinha notável


    Kombi 1950

    Se você nunca dirigiu uma Volkswagen Kombi, talvez devesse ainda ter essa indescritível experiência sensorial.
    Como os passageiros e a carga ficam sobre ou entre os eixos, quando você acelera o motor traseiro, o mesmo "empurra" tudo na direção do motorista, que "apara" o impacto no eixo de direção, debruçado quase que diretamente sobre o asfalto.
    Se o veículo estiver vazio, aí sim a emoção da sensação de uma certa "instabilidade segura" trará adrenalina e noradrenalina à tona.
    E com o quebra-vento aberto, na Av. 16 de novembro (no Mosqueiro), rumando para a bucólica orla, a emoção será potencializada.
    Que o nosso CEO Charlie Barreto me perdoe, mas eu sou mais a velhinha "muda" do que o protótipo que "fala".

    Keynote do iPad 2 pode ser revista aqui


    E para quem desejar assistir a íntegra da keynote de lançamento do iPad 2 ontem, basta clicar aqui. É bom assisti-la com atenção antes de comentar.

    Apple lança iPad 2 em evento memorável

    Expectativas mil, corações acelerados, The Beatles como fundo musical e a presença surpreendente de iGod, em pessoa. Foi assim mesmo, com a participação do próprio Steve Jobs, que a Apple lançou ontem a segunda geração do iPad, oficialmente nomeada de iPad 2.
    De antemão - reafirmando a frase que ouvi ontem no Twitter de outro aficcionado - nasceu ontem o verdadeiro iPad killer, lançado pela pioneira no conceito de tablet always conected. O resto, vai continuar mesmo correndo atrás do prejuízo, por não terem tido melhor idéia, além de idealizar computadores de hardware modesto com alguma versão do Windows. E mesmo o promissor Android, com seus até então 300 aplicativos, ainda não faz frente a imensidão de opções disponíveis na iTunes App Store. E também não se trata mais de elencar prováveis concorrentes em uma tabela de especificações, na tentativa de mostrar uma suposta isenção. A concorrência, escorada em anos de cômoda transfiguração de elementos focados na "plataforma" Wintel, simplesmente continua a mover a pesada massa inercial de sempre. Mesmo quando recebe a oportunidade de surpreender com a inovação, utilizando um mobile OS respeitável como o Android, mal consegue soletrar o bê-a-bá.  É o vício do lucro fácil, produzindo espelhos para os aborígenes, e a boca torta com o peso do cachimbo. Mas deixemos estas considerações preliminares e vamos conferir o que de fato foi lançado ontem.

    Para começar, quase tudo o que vinha sendo especulado na mídia especializada foi confirmado. Quase tudo.  A nova versão do Mobile Me não se confirmou. O slot de leitura para cartões de memória SD também não. O atual usuário de iPad, se desejar, vai continuar precisando de um simples acessório para estes préstimos, chamado iPad Camera Conection Kit (U$ 30,00). Lembrando que tentar atrair ao iPad, funções de computador portátil, é um erro comum, que leva as pessoas a fazerem as avaliações erradas de sempre. E as compras erradas de outrora. Portanto, fotógrafos profissionais, vocês vão sim continuar precisando de notebooks. E os amadores, podem ir logo pensando num Macbook Air, se de fato necessitarem de algo leve e transportável para transferir imagens de suas prováveis coleções de cybershots. Hehe. Perdôem as ironias. Mas elas são cabíveis e atuais.
    E o iPad 2 já nasceu com os avanços que deveriam ser feitos, no ritmo certo, no bater inevitável de tambores do mercado. E neste sentido, não exatamente estamos felizes ou tristes. Apenas cientes deste poder. Se alguém ainda duvida do poder da indústria e do mercado, por favor, como dizia minha avó, vá me comprar um bode. Por trás de tudo há sim estratégias de mercado. Sempre houve e sempre haverá. E que ninguém se engane mais, que tudo aquilo que chegou aos nossos lares, surgiu da força poderosa das leis de mercado. Ponto.

    Mas o que exatamente foi lançado ontem? Vamos aos detalhes.
    • Mais leve (601 g/ 15%)  e mais fino (8,8 mm/ 33%);
    • 2 vezes mais poderoso (processador A5 dual core 1 ghz, desenhado por encomenda para a Apple). O desempenho gráfico do novo chip é nove vezes mais rápido que o A4 da versão anterior;
    • 1 câmera frontal VGA para o FaceTime e uma traseira em HD (720 p);
    • Giroscópio de 3 eixos;
    Smart Cover em poliuretano
    • Smart Covers em poliuretano (U$ 39,00) ou couro (U$ 69,00) - "cases" multicoloridas para iPad com acoplamento magnético ao gadget;
    iPad Digital AV Adapter

    • Apple Digital AV Adapter (U$ 39,00) - acessório que ligado ao conector de 30 pinos, oferece uma extraordinária saída HDMI e outro conector de 30 pinos. Em outras palavras, você pode ver conteúdo de seu iPad na TV com entradas HDMI, e de quebra, continuar a carregar a bateria. Um pequeno e precioso detalhe: o acessório é totalmente retrocompatível com o iPad 1, iPhone 4 e iPod Touch de quarta geração;
    Novo iPad 2 Dock
    • Novo dock específico para o iPad 2 (U$ 30,00)
    • Photo Boot for iPad - obviamente só vai fazer sentido no iPad 2 com câmeras;
    • iMovie e Garage Band for iPad, que agora vão se utilizar do incremento na capacidade de processamento do produto;
    • iOs 4.3 - disponível para download gratuito no próximo dia 11 de março;
    Preços divulgados na keynote de ontem (Imagem: Engadget)
    • Mesmos preços das versões anteriores,  disponível em WiFi, WiFi/GSM e WiFi/CDMA (16, 32 e 64 gbytes);
    • Agora em duas cores: preto e branco.
    • Apesar do incremento no poder de processamento, a mesma autonomia de bateria de 10 h está mantida. De fato, eles precisaram aumentá-la de tamanho, com a mágica de não incrementar o peso e ainda diminuí-lo de tamanho !!!!!!!
    Muito bem. Foi isso que Steve Jobs anunciou ontem. E já começaram a surgir - a exemplo do que aconteceu no lançamento do iPad 1 - comentários de entendidos (as), supostamente isentos, na verdade escrachados blackberristas. Não sou afeito a isenção. Meu perfil e minha assinatura nos posts deixam isso bem claro. Além do mais, não faço jornalismo. Apenas um blog pessoal. E nem o jornalismo, obrigatoriamente se propõe a isso. Há controvérsias poderosas e antigas nesta seara. Mas daí a afirmar que tudo o que foi lançado é o mesmo iPad com 2 câmeras, é no mínimo um despautério. Até mesmo pelo fato, voltando ao início do texto, que o iPad desde o nascedouro, jamais foi algo para ser comparado, analisado ou adquirido, baseado em supostas tabelas comparativas de hardware, de um suposto mal nascido "mercado de tablets". Tudo o que existe até o momento é uma imitação pirotécnica de iPad, computação gráfica e planilhas de especificações técnicas. Ele, simplesmente, continua um produto único. Não pelo aspecto ou aparência. Mas especialmente pelo conjunto da obra.
    Sendo assim, nasceu ontem o verdadeiro iPad killer. O iPad 2. 
    E vamos em frente!

    Para mais informações:

    quarta-feira, 2 de março de 2011

    Carro falando "dããããã"

    Desta vez foi a Volkswagem que apresentou um carro conceito bacana no Salão do Automóvel de Genebra 2011. Trata-se do Bulli, uma espécie de micro-ônibus, com design retrô, infinitamente melhor que a horrenda Kombi, que ainda persiste vendendo e circulando por aí. Vejam então o jeitão do veículo.


    Não é uma maravilha em visual, numa primeira olhada. Sinceramente, não vejo nada de muito atraente neste visual, que parece mais um carro falando "dãããããããã"! Mas ao olharmos os detalhes do interior do veículo, meus olhos brilharam.


    Entenderam? Não é uma beleza, este carro falando "dãããããã"???
    ;-)

    Hoje é dia de mais lançamentos Apple

    Logo mais, no início da tarde, mais uma daquelas antológicas keynotes da Apple que sempre anunciam novidades. Quem fará o evento? Tim Cook, Scott Forestal, Jonnhy Ive? Os três? Ou vai se confirmar o rumor de uma brevíssima aparição de Steve Jobs? O que exatamente será lançado, além da quase certa segunda versão do iPad, por enquanto ainda extra-oficialmente batizada de iPad 2? Seria só isso? 
    Esta última pergunta, para quem costuma acompanhar online as apresentações da Apple, não é de todo impertinente. Muitas coisas já foram surpreendentemente lançadas, sempre ao final dos eventos, sob o delicioso rótulo de One More Thing.  Por isso mesmo, tenho ouvido algumas expectativas interessantes de alguns usuários Apple locais. Fala-se até no lançamento da nova versão do iOS 4.3, o que não seria exatamente um absurdo. Contudo, acompanhando o ritmo da mídia especializada, nada aponta neste sentido. E o Gizmodo US, já fez as suas apostas para a tarde de hoje. Em resumo, ele aponta o seguinte:

    Lançamento do iPad 2 - tão certo quanto 2 e 2 são 4. E ele ainda vai mais longe, indicando quais as possíveis melhorias seriam implantadas na nova versão:
    • 2 câmeras e uma provável versão do Photo Boot para o iPad. Para quem não sabe, o Photo Boot é um aplicativo para Mac OS que acrescenta efeitos divertidos na imagem produzida pela webcam;
    • FaceTime, naturalmente esperado, agora também para o iPad
    • novo processador A5 da Apple, muito provavelmente o multi-core ARM Cortex A9;
    • novo chip gráfico PowerVR SGX543, que daria um incremento na performance visual do iPad;
    • uma nova tela High Resolution Retina Display.
    No terreno das especulações, citadas de diversas fontes, o Gizmodo US aponta ainda o seguinte:
    • o iPad seria ainda mais fino e ligeiramente mais leve;
    • um slot dedicado a cartões SD, o que deixaria o atual iPad Camera Connection Kit meio sem sentido; 
    • chipset compatível com GSM/CDMA;
    • parte traseira achatada e não levemente ovalada, como a atual.
    • alto-falantes maiores e melhores
    One more thing - neste caso, é óbvio que se tratam de meras especulações. Mas feitas por gente muito antenada.
    • algo de novo em torno do Mobile Me. Passaria a ser um serviço totalmente centrado na nuvem. Para quem não sabe, Mobile Me é um serviço de inúmeras utilidades, prestado pela Apple ao custo de um pagamento anual de 100 dólares. Com ele, você tem direito a um montante variável de armazenamento online, com backup automático de seus contatos, agenda e algumas configurações de seu computador como contas de e-mail, widgets e outras configurações de extrema utilidade. Já lemos muito a respeito das supostas mudanças que seriam implementadas hoje. Mas como ainda não entendemos exatamente quais seriam, estaremos aguardando como a maioria dos mortais.
    Agora, só nos resta esperar e conferir. Este poster, tentará acompanhar o evento online e transmitir as novidades através do perfil no Twitter @FlanarBarretto.  Confira você também.

    terça-feira, 1 de março de 2011

    Apresentação da Apple amanhã

    Todos de barbas de molho para a apresentação da Apple em San Francisco amanhã. Eu almocei com Scott Hayes, representate da Apple para a minha Universidade, e nem ele sabia do que se trata a apresentação de amanhã. Ou se sabia ficou calado. Todas as apostas por aqui são para uma versão nova do iPad, talvez um "iPad 2.0", com Face Time, front-facing camera, etc. Outra novidade para o iPad pode ser compatibilidade com Flash, mas esta parte é apenas um rumor. Vamos ver!

    O dia em que meu cérebro explodiu



    Esta semana, acontece aqui em Long Beach, Calif., a conferência TED (technology entertainment design). Esta conferência anual, organizada e mantida financeiramente por Bill Gates, Steve Jobs e muitos outros famosos no mundo da tecnologia, entretenimento e design, reúne os melhores cérebros do mundo, nestas e em muitas outras áreas.

    TED foi criada no Silicon Valley e existe desde a década de 1980, mas tornou-se um evento anual apenas em 1990. A principio, a conferência realizava-se anualmente em Monterey, Calif., mas depois passou a ser sediada em Long Beach, onde eu moro. Agora, além da conferência anual aqui em LB, há "sucursais" da TED em muitas outras cidades e países, incluindo Vancouver, Cingapura, Oxford e São Paulo.

    O objetivo é reunir num lugar só os maiores luminários do mundo da inovação, seja na medicina, tecnologia, design, filososia, etc. Na verdade, eles sempre convidam "speakers" que abrangem todas estas áreas ao mesmo tempo. Bill Gates, Steve Jobs, Bill Clinton, Al Gore, Gordon Brown, Jane Godall, Sergey Brin e Larry Page, todos já foram (e continuam a ser) speakers ou organizadores. O preço do ingresso individual é 6.000 dólares, mas não basta ter o dinheiro: todos os participantes têm que ser aprovados pessoalmente pelos organizadores.

    However, o web site da TED e o TED channel no YouTube são abertos a todos. Vídeos de alguns dos speakers já se tornaram legendários no YouTube. O video da cientista neurológica Jill Bolte Taylor, no qual ela explica tudo sobre o acidente vascular cerebral que ela sofreu em 1996, já foi visto por quase 1.5 milhão de pessoas. O preço para assistir o webcast simultâneo das palestras desta semana: 500 dólares...

    Liu Bolin - O artista do invisível


    Observem com atenção a imagem acima. Perceberam? Não. Não é você que está precisando de óculos e nem é uma distorção da imagem. Trata-se de um artista especialista em algum tipo de camuflagem. É o incrível chinês de 36 anos Liu Bolin fazendo estrepulias. Veja mais trabalhos dele clicando aqui. Vale a pena. É impressionante.

    Escada rolante "tira a roupa" e "rasga dinheiro" nos EUA



    Tudo bem. É esquisito, 6 pessoas saíram com leves ferimentos. Mas é estupidamente cômico. Quando a escada rolante da L'Enfant Plaza Metro Station, em Washington DC acelera loucamente, desmesuradamente, descaradamente, despejando milhares de pessoas umas sobre as outras, acaba sendo muito engraçado. Desculpem. Mas engraçadíssimo. Hilariante. Tem que ver isso aí.

    [Via Gizmodo BR]

    TweetMusic - Um aplicativo para compartilhar músicas no Twitter

    Para quem tem um adaptador de iPhone/iPod Touch veicular, taí um aplicativo que acho indispensável. Não basta ser um mero player de música. Tem que ser seguro para utilização no veículo, tirando o mínimo da atenção necessária para conduzir o veículo. Já falei, que existem algumas soluções mais robustas para utilizar os gadgets da Apple no carro. Inclusive, veículos com conexão bluetooth onboard. Mas quase ninguém tem orçamento suficiente para possuí-las. Resta-nos então, as soluções mais próximas da realidade da maioria. Entre elas, já citamos aqui em outro post, os FM Transmitters ou a mera conexão de um cabo P2 Stereo a entrada de mesmo formato no seu som veicular.
    Mas aí vem a questão da segurança. Ficar mudando as músicas no player é um perigo. Pois é exatamente neste ponto que o TweetMusic ajuda bastante.
    O aplicativo, reconhece toda o conteúdo musical de seu iGadget. Daí em diante, basta passar o dedo sobre a tela para que a música seguinte seja executada. Bingo!
    Mas existe um outro detalhezinho, que faz do TweetMusic uma delícia para engarrafamentos. Se você tem uma conta no Twitter, basta clicar no botão Tweet This Song, e pronto! Você acaba de compartilhar com a Timeline a música que está ouvindo. O aplicativo se encarrega de encontrar links na iTunes Store ou no You Tube, para que seus amigos ouçam também e comentem.  O TweetMusic custa apenas 1 dólar na iTunes App Store.
    Mas use com moderação. Nem todos curtem o "I'm listening to", o tempo todo. Mas aí, você já sabe. O "anfolou" nasce para todos. Todinhos mesmo. Mesmo aqueles que se acham. Que se duvidarem, ganham também um block. ;-)