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Frustrante! Seria o resumo do texto que desenvolvo a seguir. Mas para entender as razões desta conclusão supreendente, só continuando a ler. Trata-se de uma experiência muito pessoal. Oliver, que também enveredou pela novidade dos
notebooks de baixíssimo custo relativo, configurações modestas e conectividade wireless à internet, - que acabaram conhecidos na
web como
netbooks - vem tendo uma experiência mais frutífera do que a minha com este tipo novo de equipamento.
Mas vamos as razões de tamanha frustração.
Em uma viagem prevista para durar 15 dias, o ASUS EeePC (
Easy to learn, Easy to work, Easy to play, daí os 3 "
e" que a ASUS escolheu para batizá-lo), funcionou por apenas 48 horas!
Repito: míseras 48 horas).
Motivo: o carregador de 9,5 volts, simplesmente deixou de carregar a bateria do equipamento no segundo dia de viagem. E não se pode alegar que eu tenha inadvertidamente ligado o
netbook em uma tomada inadequada. Primeiro pelo fato do carregador ser
"bivolt", ou seja, aceitando tensões de 110 a 220 volts. Segundo, pela simples razão que nos EUA a voltagem padrão é rigorosamente igual a de Belém, ou seja, 110 volts.
Um transiente de energia elétrica poderia ter danificado o carregador durante o tempo em que permaneceu conectado a energia elétrica ainda em Miami? Improvável. Posso afirmar que a mesma tomada utilizada no hotel para carregar o EeePC, também foi utilizada para carregar as baterias das câmeras e
smartphone. Além disso, nos EUA, este tipo de fenômeno não é tão frequente quanto no Brasil, principalmente, em Belém. Além do mais, se tal fato tivesse ocorrido, é mais provável que os danos não se limitassem ao carregador (ou fonte de alimentação), extendendo o dano ao portátil e seus delicados circuitos. De fato, o portátil ainda funciona perfeitamente. Apenas, para minha irrritação, a bateria ficou impossibilitada de ser recarregada.
Ao chegar em Belém, em busca da garantia para resolver o problema, sou informado que se decidir fazer um
upgrade de memória no equipamento (o que de fato fiz, aumentando-lhe seus míseros 512 mbytes de RAM para 1 gbyte), perco a garantia. Para tanto, a ASUS cuidou de afixar na portinhola que dá acesso ao pente de memória, quatro adesivos, que ao serem retirados, anulam a garantia do produto. É bom portanto, que os demais usuários tenham acesso a esta informação. Eu a tinha antes de trocar o pente de memória e neste ponto, assumo a responsabilidade pelo que fiz. Só não imaginava ser atingido pelas costas, com um problema que nada tem a ver com a troca do pente de memória. O fabricante afirma que a configuração admite o
upgrade de memória para até 1 gbyte de RAM DDR II 666 MHZ, sendo exatamente este o pente que foi adicionado. Alguns dos modelos de EeePC, são inclusive fornecidos já adicionados da mesma quantidade de memória RAM, com preço algo superior, é claro. Sendo assim, é provável que meu carregador tenha sido fornecido com um vício de origem. Já providenciei a aquisição de um novo carregador, que deve estar chegando a Belém a qualquer momento, e tudo deve voltar ao normal.
Fora este desagradável acontecimento, nas 48 horas que tive oportunidade de utilizar o produto, o que posso dizer é o seguinte:
1) Atende o que sua modestíssima configuração promete;
2) Seu baixo peso traz grande comodidade para o transporte;
3) A fragilidade do produto salta aos olhos desde o primeiro momento que sai da caixa;
4) O
touchpad (dispositivo apontador) é mesmo bastante incômodo, sendo obrigatório o uso de um mouse conectado a uma de suas 3 portas USB;
Em outras palavras, é possível que este fato singular não desqualifique completamente o produto. O que realmente aborrece é a política de garantia da ASUS, que será testada de agora em diante.
Enquanto isso, o que me salvou nos EUA foi o velho e robusto
smartphone iPaq hw 6945 com GPS, Wireless, Bluetooth e Celular Quadriband. Salvou literalmente toda a viagem, pois além da conectividade a internet, garantiu-me contato telefônico em
roaming internacional, que foi importante em alguns contratempos que enfrentamos por lá.
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